Hoje é 29 de junho. Hoje Leonor , minha mae completaria 93 anos de vida . Eu sinto saudades, nao é dor, eu sei que seguimos um trilhar de nascimento, crescimento, e inexoravelmente um dia morreremos.
É saudade mesmo, é relembrar os bons momentos, as risadas, o passeio no Atacadão supermercado ( ela so comprava Fanta e besteirinhas) , comer carne de porco todo final de semana e em comemoraçoes ( comemorava ate entrada da primavera hahahaha), fazer caminhada no horto ( eu caminhava e ela tomava muito sorvete de coco) , comer muito pao de queijo e mexer com suas plantinhas.
Ela amava viajar e amava andar de aviao.
em uma ocasiao me pediu um blaser, chique como ela dizia. Era para usar em viagens de aviao. Fomos a uma costureira especial, fizemos um lindo blaser preto.
no dia da viagem , la vem ela de blusinha quentinha , velhinha e o blaser nos braços. Eu perguntei : nao vai de blaser. Logico que vou,me diz ela , vai no braço como as mulheres chiques. Por muitos anos este blaser andou de aviao!!
Por estas e outras coisinhas que a saudade é grande.
Voce Leonor eu sei que esta bem, em seu aniversario fique com as minhas oraçoes e a minha saudade.
Mamae e sua neta Juliana
Beth minha irma, juliana e mamae
mamae , eu , Juliana e Laura suas netas
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segunda-feira, 29 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de junho de 2015
O QUE FALTA NUM RETRATO
O QUE FALTA NUM RETRATO
Um retrato aprisiona com luz e sombra
um fragmento do instante,
o que os olhos querem guardar:
um encontro,
uma gota de um momento.
Janela aberta para o passado,
ponte sobre o tempo que escorre.
Mas faltam o cheiro e o gosto.
Roseana Murray
Eu tenho
“viajado” no tempo e no espaço com as fotos da família. Tanto as fotos da
família Oliveira que estou escaneando e
montando meus álbuns, como as fotos da famila Krisam , fotos antigas dos
meus álbuns e as que estou recebendo da Alemanha. Eu gosto de fotos , mas gosto
mais de interagir e escutar historias ao vivo, Dividir as lembranças.
Eu as vezes
surpreendo as pessoas porque embora as vezes eu fotografe bastante, na maioria
das vezes eu tiro so uma ou outra foto, ou nenhuma. Quando isto acontece é porque viver o momento me é mais importante, ai eu
não perco tempo fotografando.
A lembrança
dentro da minha memoria é o mais importante. Eu gosto de assistir e ouvir uma
orquestra , em silencio, sem me preocupar em filmar ou fotografar. Eu gosto de
abraçar , com emoção no Ano Novo e não fotografar ,nem compartilhar.
A vida é
para ser vivida.
Em um
aniversario, curto a festa. Em um passeio, curto a paisagem. Em um encontro,
curto o papo. Em uma palestra, aprendo. Em uma missa, rezo.
Uma amiga,
que tira foto de tudo ate de comidas, me perguntou : e na velhice como você vai
fazer para lembrar? Eu disse a ela que se eu estiver mentalmente saudável a
memoria me trará as lembranças, se eu estiver com Alzheimer nem a foto me trará
as lembranças.
terça-feira, 9 de junho de 2015
“PERNAS DE GELEIA”
“PERNAS DE
GELEIA”
Esta semana eu passei por 2 pequenos
acidentes. Ontem uma mãe deixa o bebe sobre a maca de exame e vai ver uma
mensagem no celular. A criança rola e eu a pego pelo pé , com minha mão
esquerda. Após gritar com a mãe que se assusta e “cata” o bebe suspenso.
Apenas um
susto para o bebe, uma bronca na mãe e o meu pulso inchado e doendo.
Hoje um
tombo. Eu sempre pego um suco ou uma salada na lanchonete do hospital ao lado
da minha clinica. Eu faço sempre o mesmo
trajeto , mas neste trajeto há um trecho em obras. Eu me distrai e topei o meu
pé num vão com uma pedra e cai. Eu ralei os 2 joelhos, bati a mão que já estava
doendo . Que dor.
Eu estou com
os 2 joelhos ralados mas o que doi é o meu dedão, roxo e latejando.
Eu estava
fazendo o curativo e rindo. A Vanilza (
trabalhamos juntas) não entendeu e perguntou: com dor e rindo?
Parando o
riso contei da minha infância. Eu corria bastante brincando junto com a minha
irmã, mas a minha coordenação não era das melhores . Eu sempre corria e caia e
esfolava os 2 joelhos. Ai voltava correndo para casa , chorando. O choro so
aumentava com o álcool com arnica.
Quando a “casca
da ferida” caia, la estava eu correndo de novo e um novo tombo e tudo
recomeçava.
Minha irmã,
menor, que nunca caia me apelidou de “pernas de geleia”. Uma alusão ao bambi,
do filme da Disney , que ao começar a andar tinha pernas bambas, pernas de
geleia.
Eu me lembro
que morávamos na sobre esquina da confluência de 2 avenidas e a rua era em
declive. Eu sempre caia na esquina de baixo , onde tinha um grande declive. As vezes caia no plano também.
Acreditem , esta "tampinha " nunca caia. Pode??
segunda-feira, 1 de junho de 2015
O dia que fiquei invisível
O
dia que fiquei invisível
Este texto da Sra. Silvia Castillejon Peral, me fez imaginar
envelhecimento. Estou na terceira idade, ainda bem saudável e trabalhando. Mas parando
um momento para meditar , o texto é bem realístico. Criamos filhos para o
mundo, os preparamos para seguir em frente, formar família, fazer carreira e
viver a vida. Caberemos nestas vidas? So o tempo responderá. Teremos saúde para
ficarmos só? Só o tempo respondera. A
partida sera tranquila? Esta resposta ficara para o ultimo dia. Ate la vou
vivendo, trabalhando ,amando, convivendo .
Mas este texto realmente nos convida a
repensar a vida.
“Perdi a noção do tempo. No meu
quartinho não há mais folhinhas, na memória tudo está em reboliço. Coisas
antigas foram desaparecendo como por encanto. Também fui apagando sem que
ninguém se apercebesse. Morava com minha filha casada, porque sou viúva. Quando
a família cresceu, me trocaram de quarto, para dar espaço ao novo membro que
acabara de nascer. Passaram-me para a edícula, no fundo do terreno, com as
tralhas da casa. Para serem “gentis” prometeram trocar o vidro quebrado da
janela. Mas se esqueceram. Nas noites frias, o vento gelado aumenta minhas
dores reumáticas.
Um dia minha voz desapareceu, os filhos
e netos não me respondiam. Fiquei sem voz, pensei. Por sua vez, eles
conversavam sem olhar para mim, como se eu não existisse. Tento lhes dizer
algo, na esperança que apreciem meus conselhos, mas sou ignorada. Não respondem
e nem sequer me olham. Nestas condições, me retiro de fininho e vou para meu
canto antes de terminar a caneca de café. Fiz isto várias vezes, para
compreenderem que estou magoada e então pedirem perdão... Mas ninguém
vem. Depois de mais uma noite de insônia e mágoa tento lhes dizer: - Quando
morrer, ai sim vão sentir minha falta. Neste momento meu neto em
deboche diz: - Estás viva ainda vó?
Numa certa manhã, um dos meninos entrou
no meu quartinho, jogou umas rodas de bicicletas, sem notar minha presença com
ao menos um oi vó. Mas nada disso aconteceu. Então me convenci, fiquei
invisível.
Houve um dia quando os meninos me
disseram que no dia seguinte iríamos todos ao campo, neste raro momento me
tornei visível novamente. Apalpei meus braços e me reconheci, fiquei feliz.
Sorria como criança de contentamento. Fazia tanto tempo que não saia!
Fui a primeira se levantar. Arrumei-me
logo para não correr o risco de atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e
saiam da casa, jogando bolsas e brinquedos no carro. Eu já estava pronta,
feliz. Esperei aguardando me chamarem. Mas nada disso aconteceu. Devo ter
ficado invisível novamente – pensei. Procurei me justificar, a família cresceu
e não sobrou lugar para mim.
Neste momento, caí na real e tive
vontade de chorar. Mas pensei, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam.
E eu... bem, antes beijava os meninos e as meninas, me agradava tê-los nos
braços, era um pedaço de mim continuando a vida. Ah, até cantava canções de
ninar para que fossem absorvidos pelo sono.
Um dia minha neta acabava de ter um
bebê, minha bisneta! Que alegria. Sem cerimônia me disse que não era bom
que os velhos beijassem os bebês por questões de higiene. Poderia
contaminá-los. Desde então, não me aproximei de tanto medo de contagiá-los! Mas
eu os bendigo e a todos perdoo, porque... que culpa eles têm de eu ter-me
tornado invisível? “
Depois desta história, me convenci de
que existem milhões de seres ocultos, zumbis invisíveis nos asilos e hospitais
porque se tornaram irrelevantes, ou um estorvo, ou um nada para a sociedade e
para o progresso. Tornaram-se socialmente invisíveis. Queira Deus que muitos
cheguem pelo menos a ser invisíveis, porque outros nem lá chegam, atropelados
pela indiferença e pela ausência de amor.”
sexta-feira, 29 de maio de 2015
“Dançando sobre cacos de vidro”
“Dançando sobre cacos de vidro”
Eu não sei se este titulo me faria olhar o livro. Ele me
caiu nas mãos, minha filha tinha lido e me deu. Ele andou no meu carro por
semanas. Um dia resolvi ler este livro.
Ele se inicia mostrando o casal , ele com transtorno bipolar
grave e ela com historia genética de câncer de mama agressivo. Eles se
apaixonam....sem tirar o suspense, leiam.
Uma historia de amor. Uma historia quase impossível de amor.
A autora Ka Hancock é uma enfermeira que trabalha na
psiquiatria, e este é seu primeiro livro publicado.
O livro é minucioso em detalhes, dos pesonagens, locais e situações
sem ser maçante. Eu diria que é um livro gostoso de se ler.
Um livro so prende minha atenção e merece ser relido se eu
conseguir “entrar” na historia, imaginar, sentir, me emocionar.
“Agora sei a diferença entre tristeza e depressão. A depressão
clinica não tem uma origem – simplesmente existe. A tristeza intratável não tem
nada a ver com sinapses, química cerebral ou nutrientes essenciais; ela é fruto
de algo. É o produto da injustiça e da impotência. Pode ser anestesiada,
suponho , mas depois que o efeito da medicação passa, fica ali, inalterada,
como um intruso que invadiu nossa casa e continua nela, manhã após manhã , ao
acordarmos. Se pudesse escolher, eu preferiria estar deprimido. Da depressão já
voltei.”
Este pequeno trecho define a profundez do tema e da
historia.
Eu me emocionei . Não
há palavras para descrever a emoção por tras dessas paginas, eu chorei em
varias etapas do livro, especialmente no final.
É uma emocionante lição de vida, amor e esperança para
qualquer um.
É magnifico!!
São Kim Degun
São Kim Degun
Tudo acontece em São Paulo!!
Eu sempre me surpreendo com São Paulo. Em maio estive a
passeio em São Paulo e no domingo dia das mães, estava so . As filhas e eu
comemoramos dia 09 meu aniversario e o dia das mães conjuntamente.
Na manhã de domingo eu decidi assistir a missa. Ao chegar no
Mosteiro de São Bento a missa estava no final. Eu fui tomar café e ai fui
andando ate a Catedral da Sé.
A manhã estava fresca
e com uma leve garoa...bom para caminhar. Ao chegar na praça da Sé eu a vi
lotada, e na lateral da Catedral uma van da TVCA. Eu pensei comigo: a missa das
mães sera linda.
Entrei. Uma grande surpresa, a igreja esta bem cheia e a
imensa maioria dos fieis são coreanos.
Na entrada uma senhora em traje típico , com uma cesta nas
mãos me entrega um terço e um cartão. O cartão me conta que estamos na missa de
comemoração do 50˚ aniversario da Paroquia coreana em São Paulo, com homenagem
a São Kim Degun.
Eu entrei e me sentei. Olhando ao redor vi as mulheres ( muitas ) em roupas típicas ,
um vestido longo meio aberto, saia meio “armada”, em lindas sedas coloridas e
blusa de manga longa, e cintura alta. As mulheres estavam bem maquiadas.
Lindas.
O padre, coreana, as madres, coreanas, o coral, coreano,
tudo isto junto ainda não tinha visto.
Entraram crianças com lanternas e roupas tradicionais , a
seguir o andor com São Kim Degun.
A missa foi em português, os cânticos em coreano. O visual
das mulheres em trajes típicos maravilhoso.
Um amigo aqui, jovem, diz que as coisas diferentes “caem” na
minha vida. Eu prefiro entender como :
UM PRESENTE
As fotos sao poucas porque eu so fotografei antes da missa. Eu nao tiro fotos em oficio religioso
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Intolerancia
INTOLERANCIA
O ser humano sempre me surpreende. Estive de férias em São
Paulo. Eu amo São Paulo, gosto de andar, gosto de passear.
No domingo de manha passeando na feira de artesanato da
Praça da Republica, eu parei em uma barraca para tomar uma agua mineral. Um
senhor de idade avançada se aproxima de mim e pede uma moeda pra completar e comprar
um lanche . Ele esta com 2 reais na mão, o espeto de carne custa 4 reais.
Ele é bem idoso , de roupas bem comuns mas esta limpo e sem
cheiro de bebida alcolica.
Eu me dirijo a moça da barraca e peço a oferta : 2 espetos e
uma garapa por 8 reais. Ela se vira para pegar um resto sobre a mesa, como se
ele não merecesse a minha oferta. Enfureci.
Fui enfática e disse: a senhora me sirva com presteza,
educação e me entregue o que pedi. Quero estes dois de qualidade, no pratinho
como todos estão sendo servidos e com guardanapos. É isto ou uma denuncia de
discriminação. Pode escolher. E complementei : e vamos comer na mesa.
O senhor comeu com fome e prazer. Neste curto período de
tempo pode me contar que não tem mais família, dorme em um albergue , como
quando da, e as vezes uma senhora lhe fornece comida mesmo, como hoje. Ele me
conta que a “velha “ morreu de doença ruim e os filhos morreram antes dele, o
que ele acha a única ingratidão de Deus em sua vida. E me diz que ainda tem
esperança de voltar para Minas Gerais. Ele me agradeceu e eu ganhei tambem um olhar
fulminante da moça da barraca.
Eu fiquei pensando em como pessoas podem ser intolerantes.
As vezes pequenos gestos ofendem enormemente. Eu senti vergonha . Eu me senti
indignada . Eu senti uma dor imensa.
Como pode alguém agir com dois grandes desrespeito:
desrespeitou o meu pedido de cliente e desrespeitou um senhor de idade. A este desrespeito eu não perdoo.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
“Ouvido se não tem, aprende se a ter”. Uma
frase estranha que me reportou à musica. Não se nasce com o dom de ouvir e
gostar de boa musica, aprende-se ouvindo, prestando atenção, tendo acesso e com
vontade pessoal, estudando e conhecendo. Apenas para ouvir só se faz necessário
a musica e a disponibilidade em ouvi-la. Para compreender e desfrutar do que se
escuta pode ser preciso um pouco mais.
Como ouvir uma sinfonia em todo seu
esplendor e “entende-la”, como perceber as nuances do som, as melodias do
conjunto? A resposta embora pareça simples não o é. Uma sinfonia é uma obra
grandiosa na qual o autor conta uma historia através das melodias, em alguns
movimentos ele apresenta a introdução, depois desenvolve o tema e depois
conclui, finalizando sua idéia.
Neste meu aniversario , eu me dei um presente . Fui ao Teatro Municipal de Sao Paulo para ver, assistir e me deleitar em um concerto. O passeio começa ao adentrar o hall de entrada, magnifico, impactante em seu esplendor. É uma viagem no tempo. LINDO.
Eu comprei um ingresso na segunda fila , a poucos passos do maestro e do violinista que fui ouvir e ver.Fui ouvir o concerto para violino e orquestra N 5 K 219de Wolfgang Amadeus Mozart , com o solo de violino de Nikita Boriso-Glebsky. Um violinista estupendo, russo.
Ele nao toca com tecnica exemplar , ele toca com a alma , a perfeição é absoluta, seu rosto se contrai. Ele vive a musica que toca e toca com o coração.
Ha tempos eu nao me emocionava tanto. Eu chorei de emoção. Ai me lembrei de meu pai , que tanto amava a musica e tanto amava Mozart.Em 2004 escrevi o texto abaixo e realmente é mergulhando na musica que se sente, é revendo que se entende.
"Para ouvir um
concerto o conhecimento teórico ajuda, mas não é imprescindível; embora que
quanto mais conhecemos da teoria musical, da construção harmônica de uma peça,
da utilização dos tons maiores para expressar força, alegria, e emoções fortes
ou menores para expressar tristeza, melancolia, luto, um pouco mais podemos
entender o caminho que o autor pode ter tentado tomar, o que tentou
transmitir. O conhecimento permite o
entendimento, mas é difícil que ocorra este entendimento durante a execução da
peça musical, só após o termino é que conseguiremos uma “visão de conjunto” da
obra. O conhecimento teórico permitiu ai o entendimento da construção da
sinfonia e a seqüência melódica e a harmonia utilizada, mas se permanecemos
atrelados às teorias durante a execução o que não conseguimos foi ouvir a
musica.
Um concerto se inicia, e se nos permitimos
nos desatrelar da teoria e nos deixarmos “ser invadidos” pelo som conseguiremos
perceber a linha melódica principal, ouvindo-a como a maioria o faz
horizontalmente apenas acompanhando a melodia, mas podemos escutar também
estruturalmente, percebendo os temas que se imbricam em um sentido vertical com
varias linhas melódicas que se reúnem e juntas constroem a harmonia da peça. È
como se fossem duas pessoas conversando, uma fala (a primeira linha melódica) e
a outra responde (a segunda linha melódica) e seguem repetindo, se imiscuindo,
invertendo, se unindo, se completando.
Em separado seriam 3 a 4 “sentenças musicais” diferentes, mas elas ao se
juntarem quase imperceptivelmente constroem a sinfonia. É preciso deixar que as
linhas melódicas surjam uma a uma para ai conseguir considera-las em seu
conjunto harmônico. Não é possível esta percepção atrelada à leitura teórica da
peça, é necessário um certo distanciamento do pensamento teórico para que a
musica pura seja percebida e considerada. É como se o autor tivesse encerrado
segredos em sua musica que só podem ser percebidos por aqueles que aprendem a
ver abaixo da superfície."
terça-feira, 28 de abril de 2015
..."Devia logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga..." Mia Couto
Esta frase de Mia Couto faz parte do meu quadro de sonhos a realizar. É um porta mensagens em frente do computador onde coloco fotos e vou colocando meus sonhos a realizar.
Estou na frente dele.
Estou triste.
Tem muitos sonhos e sei que nao vou realizar nem mesmo a metade deles, mas visitar o Nepal sempre foi um grande sonho. Agora frente a esta imensa tragedia o sonho sera protelado , quem sabe cancelado
Sempre nutri o desejo nao de escalar , porque nao tenho o preparo, mas de olhar numa proximidade segura, quem sabe no sopé das montanhas o Himalaia.
Eu tenho um apreço muito grande pelo Budismo, embora seja catolica de formação e de coração. Adoro yoga e pratico sempre, adoro meditação e amo o silencio.
Andar pelos milenares templos sempre foi um sonho. Ve-los em ruinas me doeu o coração. A pior dor é ver a desolação no rostos daquele povo.
O mundo esta numa grande convulsao de crenças e valores e a intolerancia religiosa e de raça rensce e cresce a cada dia. Ai vem esta catastrofe que dizima milhares , mortos em minutos , sem defesa, sem nem tempo de ver o que estava acontecendo.
Eu sou uma crente, nao no sentido religioso , mas no sentido de crer que a vida pode ser boa, que temos chance de construir um mundo possivel de se viver.
É utopico eu sei , mas é um sonho que vou colocar junto aos outros.
Quero voltar a Alemanha, quero conhecer a familia Krisam, quero ir ao Caribe, conhecer Paris, conhecer Praga, quero andar em Nova York. Quero tempo para ler as poesias de Neruda. Quero tempo para o caminho de Santiago . Quero subir a Machu Pichu. Quero terminar o meu livro . quero ler muito. Quero ouvir a obra toda do Beethoven. e ainda quero conhecer o Nepal.
Vou fazer 62 anos em 09 de maio, mas ainda me sinto tao jovem ....Talvez sejam os sonhos que passo pelo rosto em cada manhã...
Esta frase de Mia Couto faz parte do meu quadro de sonhos a realizar. É um porta mensagens em frente do computador onde coloco fotos e vou colocando meus sonhos a realizar.
Estou na frente dele.
Estou triste.
Tem muitos sonhos e sei que nao vou realizar nem mesmo a metade deles, mas visitar o Nepal sempre foi um grande sonho. Agora frente a esta imensa tragedia o sonho sera protelado , quem sabe cancelado
Sempre nutri o desejo nao de escalar , porque nao tenho o preparo, mas de olhar numa proximidade segura, quem sabe no sopé das montanhas o Himalaia.
Eu tenho um apreço muito grande pelo Budismo, embora seja catolica de formação e de coração. Adoro yoga e pratico sempre, adoro meditação e amo o silencio.
Andar pelos milenares templos sempre foi um sonho. Ve-los em ruinas me doeu o coração. A pior dor é ver a desolação no rostos daquele povo.
O mundo esta numa grande convulsao de crenças e valores e a intolerancia religiosa e de raça rensce e cresce a cada dia. Ai vem esta catastrofe que dizima milhares , mortos em minutos , sem defesa, sem nem tempo de ver o que estava acontecendo.
Eu sou uma crente, nao no sentido religioso , mas no sentido de crer que a vida pode ser boa, que temos chance de construir um mundo possivel de se viver.
É utopico eu sei , mas é um sonho que vou colocar junto aos outros.
Quero voltar a Alemanha, quero conhecer a familia Krisam, quero ir ao Caribe, conhecer Paris, conhecer Praga, quero andar em Nova York. Quero tempo para ler as poesias de Neruda. Quero tempo para o caminho de Santiago . Quero subir a Machu Pichu. Quero terminar o meu livro . quero ler muito. Quero ouvir a obra toda do Beethoven. e ainda quero conhecer o Nepal.
Vou fazer 62 anos em 09 de maio, mas ainda me sinto tao jovem ....Talvez sejam os sonhos que passo pelo rosto em cada manhã...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
a grande familia
A grande familia
Passei alguns meses longe deste blog. Problemas técnicos. O
meu genro, para quem o computador parece coisa simples( para mim é um monstro ,
daqueles que ficam embaixo da cama) resolveu . I’m back. Ou melhor Ich bin zurück.
Estes meses , desde o carnaval, estive meio adoentada,
embora continuasse trabalhando, tive que desacelerar.
Tendo tempo, aumentou o pensamento.
Eu sempre tive a sensação de pequenês. Uma família pequena ,
com pouca expansão, pouco compartilhar. Sempre foi meu pai, minha mãe, minhas irmãs,
meu tio Chico e Tia Maria e as primas por parte de mamãe. Os outro parentes de mamãe
sempre longe e pouco contato. Os parente de papai, na Alemanha, so historia
contada.
No meu primeiro casamento , vieram três filhas. Das irmãs vieram
três sobrinhas, e do lado do marido uma família enorme. Mas era agregada, não minha.
O avô me acolheu, a avó, mais ou menos e uma cunhada se tornou irmã de coração.
Eu não tenho o porque de meu pai não nos ensinar nem uma
palavra de sua língua materna , o alemão. Mamae era brasileira nata e também não
aprendeu a língua. Meu pai falava em alemão com amigos, escrevia em alemão aos
parentes e amigos alem mar. Não falava em casa, não lia em alemão, em voz alta,
não cantava em alemão. Ele se foi há 34 anos e não sei a resposta.
Há menos de um ano , após uma busca , e ate uma viagem à
Alemanha, na net encontrei um primo . Aí se descortinou toda uma família,
1primo, duas primas , seus filhos e genros ( que ainda conhecerei um dia) e a
historia completa dos antepassados.
Este mergulho no passado, na historia e o conhecimento da família
de hoje me fascinou.
Eu tenho uma família aqui , uma família materna no Brasil e
uma família paterna na Alemanha.
Ich danke Gott!
Eu agradeço a Deus!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Antigamente...
Antigamente...
Que vagares
incertos, passam as horas e às vezes dias e me encontro de novo nesta viagem em
busca de minhas memorias. Desta vez estou não criança mas em uma brincadeira
dançante, nossa que antigo, brincadeira dançante em fim de tarde e começo de
noite em que cada um levava um pratinho de salgado e uma tubaina e se paquerava
muito , com olhares furtivos , e quem sabe ate um pedido para dançar .No começo
da brincadeira muito Roberto, Erasmo e Vanderleia na vitrolinha , depois
Beatles e lá pelas oito horas , quase hora de ir embora, musica lenta , suave
para dançar juntinho. Que lembrança , a paquera já ia lá pelas suas varias
semanas de olhares roubados , de recadinhos e veio o convite para dançar, um
jovem dois anos mais velho, mais velho..., lindo e só de pegar na minha mão ,
veio aquele frio na barriga e aquela emoção da primeira vez,minha primeira
dança junto de um rapaz e me senti pesada e flutuando ao mesmo tempo , sumiu a
sala e o mundo e não me lembro de muita coisa , de palavras não me recordo , só
de um mergulho em seus negros olhos e a sua mão úmida segurando a minha e a
imensa vontade de parar o tempo , congelar o momento e nem sair do lugar.
Tempo.
Tempo que nem sei quanto e o sim ao pedido de namoro, naquela época o pedido
era formal , e voltar para minha casa de mãos dadas, ate o portão . O sabor
daquele beijo roubado e rápido durou tempo, muito tempo. Como é bom recordar
que houve um primeiro beijo. Como é bom recordar que foi bom o primeiro beijo.
Namoro de passear na praça de mãos dadas, de beijos roubados no escurinho do
cinema, de ganhar muita rosa roubada de jardins alheios . Durou pouco. Dura ate
hoje a sensação gostosa de que é possível sentir o mundo em duas mãos que se
tocam , se buscam e se encontram. Nada pode ser mais sensual que duas mãos que
se descobrem , dá para se estar inteira em um toque.
Toque de seda e de areia , de secura e
umidade, de suavidade e força, de prazer infinito em um momento.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Uma poesia
SER, PARECER
Mia Couto
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos.
Acordei pensando na vida...
Eu
acordei muito cedo, levantei e fui para a área do fundo em silencio. Já que
acordei pensei comigo mesma, vou tomar um café e escrever. Escutar o barulho do
vento e o cantar dos pássaros é sempre uma benção na minha vida.
Lembrei-me
de uma frase que me acompanha há anos : “Você deve amar a vida como ela é, não
como gostaria que fosse”. Esta frase não
é dele mas ela vai sempre me reportar ao meu amigo Ricardo, ou frei Jose como
se tornou nos últimos 30 anos de vida. Uma pessoa de muita fé... não apenas a fé religiosa,mas a fé no ser humano,
na bondade humana .Ele viveu anos na Africa, em campos de refugiados e sempre
me dizia que lá é onde se vê e se vive solidariedade. Quem tem divide. Divide
um pão, divide um abraço, divide as dores e as alegrias. Ele jamais se
readaptou a trabalhar com adultos, nem se adaptou a simples vida monástica. Ele
ao retornar ao Brasil optou em trabalhar com jovens, tanto na vocação
sacerdotal, como com os jovens de rua em um belíssimo trabalho. Ele sempre me
disse que a vida não da para ser planejada. Planejamos o trabalho, o dia a
dia.Planejamos uma festa . Planejamos uma viagem, uma visita, um passeio.
Sempre dá certo? Não, coisas ocorrem, muda o rumo. Re-planejar? Conformar-se?
Não, apenas viver o que vem.
Há
um tempinho tenho me debruçado sobre como estou vivendo a minha vida. Eu estou
tentando respeitar um “espaço de tempo”só meu. Um tempo para resignificar a
minha vida.
Eu
trabalho muito. Eu gosto do meu trabalho. Mas eu também faço muitas coisas. Ai
eu me canso .
Ter
não é sinônimo de felicidade. Ter o melhor carro, a bolsa da mais famosa grife
, a casa enorme e mobiliada pelos melhores decoradores não promove alegrias. É
necessário desfrutar do que se tem.
Os
nossos dias são de correria ,correria atrás de ganhar dinheiro para comprar , e
se trabalha tanto que ao fim de cada dia o que se quer é dormir. Os sonhos vão
ficando para trás.
Por isso
neste final de ano, me dei um período de 2 semanas so meu. Eu e eu, meus gatos , o namorado,
e uma boa musica, um cha, um vinho, tempo para uma visita, arrumar meus álbuns de fotos e de memorias.
Um período atoando...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Mahnmal Trier
Mahnmal Trier
Memorial Trier
“Warum erinnern?
Wer sich der Unmenschlichkeit nicht erinnern will,
der wird wieder anfällig für neue
Ansteckungsgefahren” .
( Porque se lembrar?
Aqueles que não se recordam da desumanidade
Estão novamente vulneráveis
Aos novos contágios)
Este Memorial ( Mahnmal Trier) existe em Trier, sudoeste da
Alemanha. Ele é um memorial judaico para homenagear os que sofreram com o Nacional
socialismo na Segunda Guerra Mundial.
A homenagem abrange o
povo judeu da região Trier dizimado no
Holocausto, nos Campos de Concentraçao, aos clérigos da Igreja Catolica e
Protestante , aos grupos de jovens católicos na luta contra o nazismo, local
que ocupa meu pai, as minorias étnicas como a população cigana da Lituania, os
pobres, os deficiente, esterilizados em massa...
Por merito de nosso primo Alois, a sua historia foi incluida no memorial.
Muito nos honra a inclusão da historia de meu pai no
Memorial. A sua luta lhe custou ser perseguido,
preso pela Gestapo e ter que emigrar para o Brasil. Muito nos honra a sua
integridade, seus valores.
Este começo de ano foi de grandes turbulências em nosso Mundo. E a cada dia mais e mais se
banaliza a violência.
A Africa esta em um dos momentos mais violentos, um
continente mergulhado em problemas, de pobreza, fome, doenças e agora alvo de
radicais, dizimando aldeias inteiras. A violência aumenta a cada dia.
A Europa alvo de atentados terroristas radicais. O medo
reaparecendo e crescendo a cada dia.
No Brasil a escalada da violência aumenta a cada dia. O
trafico sustenta uma grande violência .
Que possamos relembrar a historia de nosso Mundo para que não
deixemos voltar a violência,e a guerra.
Que possamos relembrar a historia dos que tiveram coragem e heroísmo
de lutar contra o Nazismo ou qualquer outra forma de dominação.
Que possamos homenagear os heróis da nossa vida.
A nossa família, família Oliveira Krisam, tem em sua
historia muita luta, muitas batalhas, muitas perdas mas muita reconstrução. Uma
historia de luta pela vida, com muita seriedade, trabalho, dedicação, fé e
amor.
Link de acesso a pagina
de Martin Krisam
Assim que possível postarei em português.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
“Se não buscarmos o impossivel, acabamos por não realizar o possível"
“Se não buscarmos
o impossivel, acabamos por não realizar o possível"
Leonardo
Boff
Eu sempre
digo , quando me perguntam como consigo fazer tantas coisas, que o tempo é
diferente para cada pessoa.
Eu trabalho
bastante e gosto do meu trabalho.
Eu também trabalho
bastante porque gosto de algumas coisas e preciso compra-las.
Eu leio
muito, compro muitos livros.
Eu gosto de
viajar e ver minhas filhas.
Eu gosto de
viajar para conhecer novos lugares ou rever outros
Eu gosto de
plantas
Eu gosto de
cozinhar.
Eu gosto de
um bom vinho ,numa linda taça.
Eu gosto de
uma praia.
Eu tenho um quadro com imãs no meu escritorio. Eu coloco algumas fotos, imagens , mensagens e sonhos a realizar.
Eu tenho um quadro com imãs no meu escritorio. Eu coloco algumas fotos, imagens , mensagens e sonhos a realizar.
Eu tenho
centenas de sonhos a realizar. Vou realizar todos?
Provavelmente
so alguns. As vezes faço uma programação, não da certo e faço outra coisa. Consigo
assim realizar muitos dos meus sonhos
Isto é o que
interessa: “Se não buscarmos o impossivel, acabamos por não realizar o
possível"
Se eu não tivesse passado um longo tempo buscando as minhas raízes alemãs,
não estaria agora conhecendo meu primo, pela net, e logo logo, pessoalmente.
Fui desanimada por algumas pessoas, mas agora as mesmas pessoas se espantam de
eu ter conseguido.
Ai eu me pergunto, se eu não tentasse teria conseguido?
Se eu não trabalhar muito poderia viver minhas vontades?
Viver a vida para mim é como tomar um bom vinho, bebo lentamente,
degustando, apreciando. E fica melhor bem acompanhada!!!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Ano Novo
Feliz Ano Novo
Feliz 2015
Eu nao acredito que uma simples passagem de 31 de dezembro para 01 de janeiro mudara á minha vida.
Eu acredito em fé
Eu acredito em trabalho
Eu acredito em estudo
Eu acredito em companheirismo
Eu acredito em luta
Eu acredito em mim mesma
Eu acredito em fé como meu pai, para quem religiao era a igualdade dos povos, a luta pelas minorias, o cuidado com o seu dia, o cuidado com as suas palavras e a responsabilidade por todos aqueles a quem voce se dispos a cuidar: familia, amigos e os que dependem do seu trabalho ou de sua ajuda.
Eu acredito em trabalho como minha mae, incansavel, batalhadora, forte , uma mulher que soube ser exemplo
Eu acredito em estudo nao so da minha profissao como de leituras, de escutar os que muito sabem, a cultura dos povos e aprendendo com a vida
Eu acredito em companheirismo, sim, porque a solidao nao me assusta, mas o companheirismo me alegra a vida
Eu acredito em luta, porque eu sempre digo que nao vim ao mundo a passeio, vim para fazer um pouco a mais do ue acordar e passar o dia
Eu acredito em mim mesma, a cada desanimo, ergo a cabeça resgato a força de meu pai, a doçura de minha irmã, a incansavel luta de minha mae, e principalmente as mulheres fortes que a seu tempo me antecederam
Vo Catarina que teve muitas perdas e se manteve forte
Vó Leontina que em tempos dificeis soube encaminhar seus filhos
Tia Helena que se manteve forte e foi companheira por cartas de meu pai
Tia Anna que meupai sempre nos contava de sua doçura e cuidados
Tia Maria , de tio Chico sempre firme , uma Oliveira de coracao
Nao vou desejar um Feliz Ano Novo, vou pedir que as pessoas possam olhar para suas vidas e ver o dom de Deus nas gracas de seus entes queridos
Agradeço a Deus pela Flavia, uma filha forte, decidida e que luta pelo que acredita e quer, agradeço a Deus pela Carol que tem a força incrivel de sua avó, incansavel, tambem uma lutadora, agradeço a Deus pela Ma que tem uma força que esta começando a conhecer.
Agtradeço a companhia de Aldo, como diz a mana de um sorriso facil e companheiro forte
Agradeço a Deus por meu primo Alois, que desejo conhecer em breve ,
Obrigada meu Deus
Feliz 2015
Eu nao acredito que uma simples passagem de 31 de dezembro para 01 de janeiro mudara á minha vida.
Eu acredito em fé
Eu acredito em trabalho
Eu acredito em estudo
Eu acredito em companheirismo
Eu acredito em luta
Eu acredito em mim mesma
Eu acredito em fé como meu pai, para quem religiao era a igualdade dos povos, a luta pelas minorias, o cuidado com o seu dia, o cuidado com as suas palavras e a responsabilidade por todos aqueles a quem voce se dispos a cuidar: familia, amigos e os que dependem do seu trabalho ou de sua ajuda.
Eu acredito em trabalho como minha mae, incansavel, batalhadora, forte , uma mulher que soube ser exemplo
Eu acredito em estudo nao so da minha profissao como de leituras, de escutar os que muito sabem, a cultura dos povos e aprendendo com a vida
Eu acredito em companheirismo, sim, porque a solidao nao me assusta, mas o companheirismo me alegra a vida
Eu acredito em luta, porque eu sempre digo que nao vim ao mundo a passeio, vim para fazer um pouco a mais do ue acordar e passar o dia
Eu acredito em mim mesma, a cada desanimo, ergo a cabeça resgato a força de meu pai, a doçura de minha irmã, a incansavel luta de minha mae, e principalmente as mulheres fortes que a seu tempo me antecederam
Vo Catarina que teve muitas perdas e se manteve forte
Vó Leontina que em tempos dificeis soube encaminhar seus filhos
Tia Helena que se manteve forte e foi companheira por cartas de meu pai
Tia Anna que meupai sempre nos contava de sua doçura e cuidados
Tia Maria , de tio Chico sempre firme , uma Oliveira de coracao
Nao vou desejar um Feliz Ano Novo, vou pedir que as pessoas possam olhar para suas vidas e ver o dom de Deus nas gracas de seus entes queridos
Agradeço a Deus pela Flavia, uma filha forte, decidida e que luta pelo que acredita e quer, agradeço a Deus pela Carol que tem a força incrivel de sua avó, incansavel, tambem uma lutadora, agradeço a Deus pela Ma que tem uma força que esta começando a conhecer.
Agtradeço a companhia de Aldo, como diz a mana de um sorriso facil e companheiro forte
Agradeço a Deus por meu primo Alois, que desejo conhecer em breve ,
Obrigada meu Deus
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Então é Natal
" Nesta
noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e
reclinado numa manjedoura, somos convidados a refletir. Como acolhemos a
ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de
aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor!» – poderíamos replicar. Porém a
coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a procurar-me,
a encontrar-me e a cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta
que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira
bem?
E ainda:
temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas
de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez
eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade
que o mundo tem hoje de ternura! Paciência de Deus, proximidade de Deus,
ternura de Deus.
A resposta
do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve
ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se
enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos
encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe:
«Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas
circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver
qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito»"
Este é um trecho da Homilia do Papa Francisco, no Natal. Eu li e fiquei a pensar quão dificil é viver com ternura, quão dificil é nas dificuldades da vida, nos momentos de confronto, nas durezas que recebemos, retribuir com ternura.
No meu dia a dia eu me esqueço de que sou tambem eu que desperto no outro a reação e posso doar ternura.Posso deixar de lado a rispidez, a cara fechada ou a indiferença e oferecer um sorriso terno.
Não costumo fazer metas de fim de ano, porque acho que esta epoca pode ser de reflexão, mas é mais de agradecimento. Tenho uma vida plena, plena de amor, familia, amigos , dois gatos e uma profissão que amo .Tenho saude e disposição. Neste ano ainda ganhei o contato com a familia alemã, de meu pai.
A unica meta deste Natal é agradecer o quanto Deus me quer bem.
Obrigada meu Deus
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Feliz Natal
Comemoremos mais uma vez o aniversario de Jesus Cristo,
permitindo que ele renasça em nossos corações.
Peço suas bênçãos nos dando:
Paz em minha familia
Paz ao nosso Mundo
Paz ao nosso Brasil
Paz a minha Alemanha
Paz a nossa cidade
Paz a todas as famílias
Paz aos nossos amigos
Paz aos nossos inimigos
Paz aos nossos inimigos
Paz em nossos corações
Feliz Natal
domingo, 21 de dezembro de 2014
Esperança e fé
“O
mundo não acaba aqui
O mundo ainda está de pé
O mundo ainda está de pé
Enquanto
Deus me der a vida
Levarei comigo esperança e fé!”
Levarei comigo esperança e fé!”
Ontem
fui a uma festa, eu estava bem cansada e fiquei sentada ouvindo a musica. Alguma pessoas cantando ao som de um violão e
um teclado, musicas sertanejas. Umas 8 a 10 pessoas dançando. Eu me desliguei
apenas ouvindo as musicas.
Eu
me desligo do ambiente e ate de pensar,
.
Desta vez comecei a penar o quanto eu não consigo dar atualmente importância ao
consumismo do Natal e o quanto tenhp tentado resgatar as minhas tradições.
Quando se cria uma família, com filhas , parte da sua tradição se mescla a tradição
da família do pai e se forma uma nova tradição , ou se instala o “tanto faz” .
Na
infância a historia do Papai Noel preenche o tempo do Natal. A tradição do pai
sempre foi a comida , embora eu tenho acrescentado o compartilhar ate do abraço
ao comes e bebes.
Atualmente
não tinha mais nos últimos anos preparado para mim, um Natal. Ou na casa de um,
na casa da outra, visitando a irmã e ai ia levando e chegava o Natal, jantávamos
e eu numa oração silenciosa agradecia o ano e retomava á festa.
Este
ano inicialmente busquei o que fazer. Nada se completava. U comecei montando a
arvore, fazendo bolachas, agradecendo e ai me senti meio desalentada.
Agora
ouvindo a musica me veio esta estrofe martelar meu cérebro : “ O mundo não acaba
aqui. O mundo ainda esta de pé. .Enquanto Deus me der a vida. Levarei comigo
esperança e fé.!”
A
musica é bonita , mas a estrofe é tudo
que eu precisava ouvir e sentir no coração.
Levarei
comigo esperança e fé.
Foi
um ano agitado e meio difícil mas estou finalizando com saúde, filhas estão bem,
e eu ganhei um grande presente. Estou em contato coma família e a tradição de
meu pai . A tradição pura .
Vou
tentar um Natal de esperança e fé.
Esta é a unica foto que tenho de todos juntos
Esta é a unica foto que tenho de todos juntos
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Subindo a montanha
SUBINDO A MONTANHA
Ir à busca da minha historia, da historia de vida de minha mãe
e de meu pai reavivou a minha memoria.
Estando eu a pensar na vida, me lembrei de que um dia fui
conversar com meu pai sobre uma decisão, uma oportunidade. Ele de maneira muito
sábia me contou uma ideia de vida.
“a vida é um trem em movimento, com uma estação de partida e
uma estação final. Ele não anda em círculos e nem retorna, só segue em frente.
Entramos e seguimos e em cada estação, etapa de vida, podemos entrar e seguir
em frente ou parar mais um pouco. A oportunidade de seguir não se repetira.
Outra oportunidade vira, mas não aquela. Também jamais saberemos o que aquela
oportunidade seria no futuro. Decida-se e esqueça as outras estações. Viva a
vida”.
Não adianta olhar so para o passado. O passado é minha
historia de vida, me significa, e me explica. O presente é o que vivo, e como
vivo meu presente depende do quanto vivo bem com a minha historia de vida.
A minha ancestralidade tem muito efeito em minha pessoa.
Somos seres sociais e ressignificados pela nossa historia.
Eu tenho pensado as etapas da vida de uma maneira um pouco diferente. Eu tenho pensado dentro
do meu jeito, a caminhada. Subindo uma montanha.
Ao iniciar uma trilha montanha acima , vejo a trilha e
imagino a subida. Inicio , cansa bastante mas sigo em frente , tem retas , tem
curvas , tem mata, tem chão de terra e ao subir , se desviarmos os ohos só do
caminho, seremos abençoados com imagens diferentes a cada etapa da subida. É so olhar para
baixo´ou para tras , ou para cima. Brindes a cada etapa.
Eu sempre gosto de caminhar pensando ou pensar caminhando...
A vida é um misto de programação e de surpresas....que bom
A vida é um misto de programação e de surpresas....que bom
Este pensamento me levou a uma subida de um morro em que me
aventurei sozinho, sem muito pensar. Estou em Mertesdorf, Alemanha e resolvo ir
a Klusserath onde “rezava a lenda “ eu tinha uma vinícola para encontrar. Na
parada do ônibus, sem falar alemão, depois de uma hore tentando ler as indicações
encontrei um ônibus para Bekond, que estava na minha memoria este nome, e era
metade do caminho à Klusserath. Eu fui. Em Bekond, cidade pequena , de inúmeros
pés de maçã, não encontrei um alemão falando inglês, após varias tentativas uma
jovem mulher me diz que Klusserath fica a 5 km. Que legal , faço 7 a 8 de
caminhada brincando, vai ser fácil, bem fácil.
Eu fui, mas foi um grande engano.
Após 2 km de uma pequena estrada margeando a rodovia,
sentindo ate calor, chego a uma encruzilhada e há 2 possibilidades Eu como sou
uma boa brasileira escolhi o menor trajeto. Foi um baita engano! A subida é linda
mas é pesada e após 200
metros acaba o asfalto e começa uma estrada de terra, de
dois metros e meio de largura , não consegue espaço nem para passar um carro .
De um lado esta a montanha com uma mata
margeada de arvores de frutas e do outro lado o vinhedo na encosta,
praticamente uma ribanceira. Eu subo, como frutas e subo, subo, subo e subo.
Pensa em 2,6 km difíceis, um quilometro subindo, seiscentos metros no topo e 01
km descendo.
No topo do morro senti que o cansaço valeu a pena. Eu me
sentei no chão e fiquei a obervar a vista, a perder de vista . La embaixo se ve Klusserath e o vale do Mosela. Que
magnifica visão. Valeu o cansaço
Não achei a vinícola, nem os parentes. Pensei comigo: quem
sabe na próxima vez!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Wein ist Poesie in Flaschen
“
Wein ist Poesie in Flaschen”
Frase de Robert Louis Stevenson
Vinho é poesia engarrafada.
Eu sempre gostei de uva, suco de uvas e vinhos. Um bom suco
e um bom vinho.
Esta frase é do site de um Krisam: Hermann Krisam , do
Weingut Krisam ( vinícola Krisam) em Klusserath, no vale do rio Mosela na
Alemanha.
Na foto antigas minhas tias colhendo uvas em Mertesdorf Alemanha ....Tias anna e Helena Krisam
Nas historias de meu pai , nos sempre ouvíamos sobre o
plantio e a colheita da uva. E sobre o vinho.
Eu gosto de vinho , gosto de degustar um bom vinho. Ai são duas
taças com comida, ou melhor com queijo, quem sabe batatas. Vinho combina ate
com sobremesas.
Agora um jeito maravilhoso de tomar uma taça de vinho , é
acompanhado de um livro fantástico e um CD de Beethoven....precisa mais?
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Wunderbar
Um desafio
Ha 1 semana atras eu me propus um desafio.
Eu resolvi fazer um jantar para o termino
do curso de alemao , um jantar alemão.
O desafio não era cozinhar, isto eu faço por prazer. Eu adoro
cozinhar.
O desafio era cozinhar com o que me lembro da culinária alemã que
minha mae cozinhava, e com o que meu pai a ensinava .( receitas da Alemanha
talvez?) e também o que fui atrás para aprender. Eu cozinhei como se estivesse
no passado, usei so temperos naturais, ate da minha hortinha, sem químicas ,
sem latas. Ate a nata foi natural, e não
creme de leite.
Eu não tenho o habito ( hoje frequente nas redes sociais) de
fotografar comida. Entao vocês terão que se contentar com o meu relato.
Eu fiz costelinha de porco assada, divinas e lentamente regadas ao
vinho ate ficarem douradas e muito macias.
Eu fiz um goulash com a carne cozida lentamente no molho de
tomates e páprica ( lentamente em 3 horas).
Batatas, muitas batatas, um saborosíssimo bolo de batata, receita
que minha mae sempre soube fazer e batatas na nata e queijo.
Como uma boa filha de alemão não poderia faltar o chucrutes. Eu
adoro chucrutes.
E maçãs assadas com passas e canela. E de sobremesa torta de
amora.
Com tudo isso, um bom vinho ( faltou o vinho do Mosela)
O que mais me alegrou foi a minha professora de alemão, que já varias vezes ficou na Alemanha, dizer que o
meu tempero estava com o mesmo gosto da Alemanha.
E recebi com muitas velas acesas espalhadas.
Um viva a tradição!!
Wunderbar!!!!!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
eu e eu
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Visita
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Envelheceu o nosso pai, Se fez longínquo. De olhos abertos Dorme o sono das pedras, Seu reino é uma ilha.
Ele sabe o nosso horror
Debaixo do sorriso, Tudo ele vê, toca, atravessa, Nossa bruma, Nossa mão escondida.
O silêncio está tão perto,
Nós fechamos os ouvidos. Ele passa lentamente, Envergonha a nossa pressa E se retira.
A penumbra de cada visita
Nos dai hoje, Rezamos (sem rezar) Todos os dias. ( Mariana Ianelli) |
Este poema me reportou aos meus pais ,principalmente meu pai que se foi da nossa presença há mais
tempo.
Eu converso com ele sempre que me sinto ansiosa com algum
problema, ou me sentindo meio só. Ele sabe do que preciso . Nesta interlocução silenciosa
eu mato minha saudade. Converso como se junto estivesse. No silencio encontro a
minha resposta.
Pai... me significa muito.
Sou um ser social...sou um ser familiar
A minha historia me formou, e me forma a cada dia. A minha
ancestralidade me significa e ressignifica. Mato a saudade conversando em
silencio, e a cada dia mais mergulhando em minha historia, me reencontro com
meu pai. Meus avós, tias e tios e primos se fazem presente mais concretamente
em meu viver. É uma cadeia que se une ao meu viver. Eu sou assim. Um ser forte
e denso em minha historia e um ser mutante evoluindo , crescendo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
De novo é NATAL
De novo é
NATAL...
Como eu
gosto do Natal.
Não das
festas e dos presentes. Não me prendo a isto.
Eu gosto do
tempo do Natal, como sempre digo.
Mas este foi
um ano significativo, para melhor e para pior. A sociedade como um todo, esta
em crise. O negativismo impera.
Como é difícil
este jeito de ver o mundo. As redes sociais estão infestadas de mensagens
ruins, repetidas e recolocadas, mensagens religiosas, ate agressivas (se acredita
curte ou compartilha), como se isto fosse religião e mensagens e imagens de
alegrias extremas, nem sempre reais que causam um estrago em quem não as sente
ou tem.
Eu prefiro
me preparar para o Natal, respeitando o tempo do Advento.
Advento é o tempo
de preparo para o Natal, simbolicamente para a chegada do menino Jesus em
nossas vidas.
È um período
de espera e de esperança. Tempo de espera, mas tempo principalmente de se
preparar alegremente para a vinda do Senhor.
Advento é também
tempo de vigilância. Tempo de vigiar nossas ações e nossos pensamentos. Não é
ter medo, é ter consciência que só é possível
melhorar, vigiando e mudando.
Mais do que
presentes e ceia precisamos de doação. Doação de amor, de compreensão, de
presença, de abraço e de esperança.
Isto é
NATAL.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
MÂOS
Há anos eu
não pensava a respeito das minhas mãos. A idade me deu manchas , como em todas
as branquelas, mas não me incomodam. Minhas mãos são magras de dedos longos.
No começo da
adolescência as piadinhas com minha mãos magras me entristeceram . Fui chorosa
para casa e ai meu pai , com sua infinita
paciência, vem me explicar que mãos são como a face, diferentes a cada um. Expressam o seu tipo. Ele me
convenceu. Eu gosto das minhas mãos.
Ah! As
mãos!!
Mãos que
tocam e mãos que seguram
Mãos que semeiam
e mãos que colhem
Mãos que
tocam piano e mãos que cozinham
Maos que
bordam e mãos que pintam
Mãos que
afagam e mãos que apoiam
Mãos que
buscam e mãos que se encontram
Ah! As
mãos!!
Agora recebo
um email do primo , que breve verei pessoalmente, que me diz:
“Auf dem
einen Bild sieht man auch ihre Hand, lange, schmale Krisam-Hände, die meine
Schwestern auch haben, Du hast diese schönen Hände auch, weil Du eine Krisam
bist” Traduzindo: “ por uma foto pude ver sua mao, mãos longas e estreitas ,
dos Krisam. As minhas irmãs também as tem. Voce tem essas belas mãos também ,
porque é uma Krisam”
Eu me senti
honrada e muito feliz.
Eu tenho
muito orgulho de ser uma Oliveira - Krisam
Tia Ana e Tia Helenaterça-feira, 2 de dezembro de 2014
Meu pai
Meu pai
Estou recebendo fotos e documentos de meu pai e da família
paterna. Ele, como eu já disse, foi um diretor diocesano na cidade de Trier, no
sudoeste da Alemanha. As informações sempre foram relatos de meu pai, historias
contadas nos finais de tarde.
Agora tudo vai se completando se tornando visual. Estou
vendo as fotos e lendo os textos.
As fotos sao do periodo em que Martin Krisam , nosso pai,esteve junto com amigos de mesmo ideal em Trier, em uma luta contra o radicalismo do Nacionalsocialismo de Hitler em 1935. Isto lhe custou ter que emigrar , em exilio para o Brasil, deixando a familia e a Patria. Aqui foi acolhido e tivemos uma bela familia
Rigido em seus principios, é meu exemplo e meu heroi
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