Total de visualizações de página
quarta-feira, 16 de maio de 2012
minha amoreira
Tão bom quanto chupar manga é chupar cana, com todo o ritual de ir busca-la e com toda a coceira que dá o contato dos braços com suas folhas e o ritual de descasca-la e depois com vários pedaços em uma tigela sentar no chão e desfrutar do seu doce mel . De tanto que gostava e de tanto que infernizei minha mãe , ela deixou que eu plantasse uma touceira de cana no fundo de casa . Que prazer a primeira cana. Que prazer chupar cana sempre que eu quisesse . Melhor que isso só amora . Fruta difícil. Fruta que dá trabalho pegar no pé. Ninguém vende amora, colher uma a uma é trabalho de maluco, ou melhor, é trabalho de criança travessa e depois de encher a barriga ,fazer uma guerra de amora que deixa perdida uma roupa. Os dedos ficam roxos por dois dias e todo mundo sabe que você comeu amora.
O supermercado tirou um pouco da graça da fruta da época , tem tudo o ano todo, não com o mesmo gosto, nem com prazer da busca, esta tudo ali , e só pegar e pagar. Graça tem ir longe atrás da fruta , pedir pro vizinho, ir na casa da comadre da mãe da amiga atrás da fruta predileta. Graça tem fruta difícil que nem jabuticaba que só é gostosa no pé.
Minhas amoreiras, ja que nao tenho quintal, me contento com amoras em vaso
Graça tem viver diferente cada dia que parece igual.
Cheiro de manga rosa
Cheiro de manga rosa...
Cheiro de manga madura...
Manga madura é fruta poderosa, é sumo e cheiro , é gosto doce, melado, forte, cheiroso , não existe fruta mais sensual que manga madura , nada mais prazeroso que manga madura roubada do pe em dia quente e com tempo de sentar embaixo da arvore e degusta-la lentamente. Manga não se come em prato com garfo e faca, não tem graça. Manga se chupa devagar com caldo escorrendo sem medo de se lambuzar e depois fica um prazer diferente do gosto e do cheiro que perdura. Manga é fruta de criança e só se ainda tivermos uma criança dentro de nos seremos capazes de chupar uma manga como ela merece ser apreciada. Não é fruta de festa, não é fruta de jantares, é fruta de interior, é fruta de bando de criança e é fruta perigosa, de sensual que é, tem que ser limitada, não coma de noite, não misture com leite que mata, não coma em publico.Pergunta primeiro para a mãe para ver se pode. É fruta de comer escondido , com gosto de pecado e depois nem dormir direito com medo do leite fazer mal. O recado é : não desfrute de tudo que a vida pode te dar.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Amigo
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
Te Amo Amigo.........!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mário Quintana
segunda-feira, 7 de maio de 2012
TEMPO
TEMPO
A falta de tempo nos impede de quase tudo. Deixamos de lado muitas coisas. Existem coisas que eu creio ainda agradeceremos ter perdido , mas outras existem cuja perda é irreparável. De todas, a pior falta de tempo é a falta de tempo para conosco e com a família.
Uma frase sempre me impressiona: “ Hoje não temos tempo para viver a vida com tempo.”
Hoje levantamos cedo e nos dirigimos ou para escola ou para o trabalho, as vezes sem trocar nenhuma palavra com quem esta ao nosso lado. O dia passa, a noite chega e as vezes o único contato é estar todos juntos na sala da TV.
O que mudou?
Falta programação, falta se olhar e ver que da para separar um tempo. Tempo de caminhar, só por caminhar, de tomar um sorvete, conversar com a vizinha do lado. Tempo para abraçar um filho, um marido , um namorado, uma amiga. Tempo para brincar com seu bichinho de estimação. Tempo de ler ou reler um livro. Tempo de rezar e agradecer. Tempo para rir. Tempo para falar, mas principalmente tempo para ouvir.
Afinal de contas só depende de nós achar tempo.
domingo, 6 de maio de 2012
Amizade
A amizade é um bem precioso, e é o mais fácil dos relacionamentos porque não envolve intricada trama de desejo e posse. A amizade é o encontro de duas almas que pensam da mesma maneira. Amigos podem ver-se sempre ou só de vez em quando e a amizade não se desfaz nem diminui. A amizade permite o mau humor, a tristeza, o não, o silencio compartilhado, a alegria, tudo pode ser vivenciado sem cobranças. No ombro amigo podemos chorar em silencio, e só falar se quisermos.
Uma boa amizade transcende o tempo e não se esvai. Não se ver não diminui a amizade o respeito e o carinho. A boa amizade permite aos dois o direito de serem honestos em seus gostos e vontades e de o dizerem um ao outro. A honestidade não destrói a amizade. Amigo não é aquele que o apoia, nem é aquele que o endossa, é aquele que partilha, concorda, discorda, recorda, esquece, comparece.
A construção da amizade se dá progressivamente, suavemente e permite que as almas se somem e se dividam nas descobertas, nas igualdades e nas diferenças também.
A afinidade não escolhe sexo, a afinidade não escolhe idade, nem raça, nem cor. A afinidade com um amigo se dá pela partilha das idéias, pela comunhão dos gostos, e pela divisão das paixões.
Amigo é aquele que é, essencialmente é, sem maiores explicações.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sonhos
Viver de noite
me fez senhor
do fogo.
A vocês eu deixo
o sono
o sonho não,
esse eu mesmo
carrego
P. Leminski
....meu sonho....realizado
me fez senhor
do fogo.
A vocês eu deixo
o sono
o sonho não,
esse eu mesmo
carrego
P. Leminski
....meu sonho....realizado
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O SILENCIO É COISA RARA...
O SILENCIO É COISA RARA...
O som da televisão da vizinha com a voz irritante do animador do domingo me faz ter certeza de que a televisão invade meu momento , mesmo que eu não a ligue , ela adentra minha vida e me distrai , me tira do meu sossego. Irrita-me. Nos nossos dias, o silencio é coisa rara, objeto de luxo e difícil de se ter. Sinto falta . Sinto falta do som do vento a agitar plantas, do ruído de pássaros, do silencio da noite, com pouquíssimos carros e que a negritude do céu e o brilho das estrelas eram abençoados com o silencio do homem que deixava aparecer o pio da coruja e o sibilo do vento. Silencio convida a ouvir o som da própria voz, é meio maluco gostar de se ouvir , mas é um exercício de descoberta. Falar sozinho é enriquecedor, ensina a se aceitar como uma boa companhia. Meditação é um nome aceitável socialmente que uso para a minha conversa solitária comigo mesma.
Adoro a noite, adoro andar a noite, sozinha , a olhar as estrelas e sentindo a leve umidade que a noite traz. Gosto de noite enluarada, de claridade que vai surgindo e aumentando o brilho das estrelas e entendo os poetas, que sempre fizeram da lua a musa, a associaram a mulher, não a uma mulher, mas a grande mulher que está dentro de todos nos, o resquício da mãe-terra, a matriarca do passado, que em sua força criava, e na sua generosidade fecundava, e na sua meiguice encantava, e na sua loucura, apaixonava.Esta mulher que hoje tem medo de sua força, de suas garras e do seu mel. Não consegue ser a pantera que arrebata, nem a leoa que protege, nem a cordeira que dirige , nem a amante que se entrega. Por medo de seus pedaços, ela não se completa.
O silencio é criativo. No silencio os pensamentos podem surgir e tomar forma e criar historia. No silencio do ambiente , tem-se a possibilidade de elaborar nossas idéias, criar, deixar surgir o que se importa. E resolver. E pensar e repensar. E decidir...ou não.
Tempo de pensamento é tempo de resolução. Os dias modernos com tanto ruído e estímulos e sons tiram de nós o tempo de meditação. Ficar só não é sinônimo de solidão, ficar só é se permitir um tempo de reflexão, de preguiça , de conversa interior.
É ser por alguns momentos, só você.
Não existe local mais propicio para pensar do que o paraiso de Chapada dos guimaraes em dias de pouquissimos turistas...
O som da televisão da vizinha com a voz irritante do animador do domingo me faz ter certeza de que a televisão invade meu momento , mesmo que eu não a ligue , ela adentra minha vida e me distrai , me tira do meu sossego. Irrita-me. Nos nossos dias, o silencio é coisa rara, objeto de luxo e difícil de se ter. Sinto falta . Sinto falta do som do vento a agitar plantas, do ruído de pássaros, do silencio da noite, com pouquíssimos carros e que a negritude do céu e o brilho das estrelas eram abençoados com o silencio do homem que deixava aparecer o pio da coruja e o sibilo do vento. Silencio convida a ouvir o som da própria voz, é meio maluco gostar de se ouvir , mas é um exercício de descoberta. Falar sozinho é enriquecedor, ensina a se aceitar como uma boa companhia. Meditação é um nome aceitável socialmente que uso para a minha conversa solitária comigo mesma.
Adoro a noite, adoro andar a noite, sozinha , a olhar as estrelas e sentindo a leve umidade que a noite traz. Gosto de noite enluarada, de claridade que vai surgindo e aumentando o brilho das estrelas e entendo os poetas, que sempre fizeram da lua a musa, a associaram a mulher, não a uma mulher, mas a grande mulher que está dentro de todos nos, o resquício da mãe-terra, a matriarca do passado, que em sua força criava, e na sua generosidade fecundava, e na sua meiguice encantava, e na sua loucura, apaixonava.Esta mulher que hoje tem medo de sua força, de suas garras e do seu mel. Não consegue ser a pantera que arrebata, nem a leoa que protege, nem a cordeira que dirige , nem a amante que se entrega. Por medo de seus pedaços, ela não se completa.
O silencio é criativo. No silencio os pensamentos podem surgir e tomar forma e criar historia. No silencio do ambiente , tem-se a possibilidade de elaborar nossas idéias, criar, deixar surgir o que se importa. E resolver. E pensar e repensar. E decidir...ou não.
Tempo de pensamento é tempo de resolução. Os dias modernos com tanto ruído e estímulos e sons tiram de nós o tempo de meditação. Ficar só não é sinônimo de solidão, ficar só é se permitir um tempo de reflexão, de preguiça , de conversa interior.
É ser por alguns momentos, só você.
Não existe local mais propicio para pensar do que o paraiso de Chapada dos guimaraes em dias de pouquissimos turistas...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Praia
Ai que saudades...da brisa do mar, da areia nos pes ,das ondas ao caminhar na beira da agua... e da agua de coco
Gosto da praia para descansar, caminhar, ler preguiçosamente, e deleitar meus olhos.
Nas minhas ferias quero mar...onde/ ainda nao sei....quero mar com muito sossego.Pode tamebm ter uma cidade bonita como Paraty...pra nao ser so praia...
Gosto da praia para descansar, caminhar, ler preguiçosamente, e deleitar meus olhos.
Nas minhas ferias quero mar...onde/ ainda nao sei....quero mar com muito sossego.Pode tamebm ter uma cidade bonita como Paraty...pra nao ser so praia...
quinta-feira, 5 de abril de 2012
receitas de familia
COSTELINHA DE PORCO FRITA
2 kilos de costelinha porco cortadas uma a uma
8 dentes de alho
Sal a gosto
1 copo de vinagre
Deixar de molho , de véspera
Fritar em pouco óleo. Não acrescente água, é so a água que junta do porco. Quando estiver douradinha colocar o caldo de 1 limão e coentro picadinho
O segredo do sabor é o limão no final.
SUSPIROS DA VÓ LEONOR
8 claras em neve firme
20 colheres de sopa cheia de açúcar refinado
Bater a clara em neve firme , acrescentar o açúcar aos poucos e adicionar o caldo de meio limão galego e a casca ralada de 2 limões.
Assar em forno médio. Fica escurinho, marron claro por fora e molinho por dentro, meio puxento.
Como prometi, aqui vao as magicas receitas de Dona Leonor...
2 kilos de costelinha porco cortadas uma a uma
8 dentes de alho
Sal a gosto
1 copo de vinagre
Deixar de molho , de véspera
Fritar em pouco óleo. Não acrescente água, é so a água que junta do porco. Quando estiver douradinha colocar o caldo de 1 limão e coentro picadinho
O segredo do sabor é o limão no final.
SUSPIROS DA VÓ LEONOR
8 claras em neve firme
20 colheres de sopa cheia de açúcar refinado
Bater a clara em neve firme , acrescentar o açúcar aos poucos e adicionar o caldo de meio limão galego e a casca ralada de 2 limões.
Assar em forno médio. Fica escurinho, marron claro por fora e molinho por dentro, meio puxento.
Como prometi, aqui vao as magicas receitas de Dona Leonor...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Tradiçoes familiares
Tradições familiares
Eu sempre me reporto às tradições alemãs, mas não me esqueço também das minhas tradições caipiras. Aquela parte que herdei dos Marcondes Oliveira da minha mãe. As tradições são principalmente culinárias.
Eu sempre gostei de acompanhar minha mãe na cozinha e aprender. Uma das comidas que faço bem é a deliciosa costelinha de porco assada ou frita. Ë realmente a arte da paciência, em temperar no tempo certo e lentidão no preparo. Mas o resultado vale à pena.
Adoro também fazer pamonha e tenho a manha de encher a palha e amarrar, só que esta é uma receita para ser feita em família, 2 a 3 pessoas juntos. É deliciosa e é uma farra.
A terceira maravilha familiar é o bolo de batatas, que na minha infância era servido em forma de rocambole recheado com carne moída e ervilhas frescas, colhidas do quintal.
E para sobremesa suspiros, molinhos no interior e com leve sabor de limão... HUMM que saudades.
Amanha posto as receitas...
Eu sempre me reporto às tradições alemãs, mas não me esqueço também das minhas tradições caipiras. Aquela parte que herdei dos Marcondes Oliveira da minha mãe. As tradições são principalmente culinárias.
Eu sempre gostei de acompanhar minha mãe na cozinha e aprender. Uma das comidas que faço bem é a deliciosa costelinha de porco assada ou frita. Ë realmente a arte da paciência, em temperar no tempo certo e lentidão no preparo. Mas o resultado vale à pena.
Adoro também fazer pamonha e tenho a manha de encher a palha e amarrar, só que esta é uma receita para ser feita em família, 2 a 3 pessoas juntos. É deliciosa e é uma farra.
A terceira maravilha familiar é o bolo de batatas, que na minha infância era servido em forma de rocambole recheado com carne moída e ervilhas frescas, colhidas do quintal.
E para sobremesa suspiros, molinhos no interior e com leve sabor de limão... HUMM que saudades.
Amanha posto as receitas...
terça-feira, 3 de abril de 2012
Feliz Pascoa
Feliz Páscoa
Feliz Páscoa aos que ainda acreditam que Páscoa é um símbolo do renascimento, do Cristo ressuscitado e de nossas almas que também renascem.
Feliz Páscoa aos que alem do Ovo de chocolate também entrega um caloroso abraço.
Feliz Páscoa aos que conseguem passar este período repensando o perdão e a compreensão, acolhendo o outro
Feliz Páscoa aos que ainda conseguem brincar como crianças, rir da vida e de si mesmo
Feliz Páscoa aos que precisam de alento e esperança e podem encontrar na Fé
Feliz Páscoa as crianças que já tem tudo isto dentro do coração e podem mostrar-nos o caminho
Feliz Páscoa a todos que reconhecem dentro do coração e esperança e o amor
Feliz Páscoa a todos que conseguem enxergar e vivenciar a sacralidade da vida humana.
Feliz Páscoa aos que ainda acreditam que Páscoa é um símbolo do renascimento, do Cristo ressuscitado e de nossas almas que também renascem.
Feliz Páscoa aos que alem do Ovo de chocolate também entrega um caloroso abraço.
Feliz Páscoa aos que conseguem passar este período repensando o perdão e a compreensão, acolhendo o outro
Feliz Páscoa aos que ainda conseguem brincar como crianças, rir da vida e de si mesmo
Feliz Páscoa aos que precisam de alento e esperança e podem encontrar na Fé
Feliz Páscoa as crianças que já tem tudo isto dentro do coração e podem mostrar-nos o caminho
Feliz Páscoa a todos que reconhecem dentro do coração e esperança e o amor
Feliz Páscoa a todos que conseguem enxergar e vivenciar a sacralidade da vida humana.
sábado, 31 de março de 2012
Tempos de mudança
Eu tenho convivido com algumas amigas, e duas especialmente em momentos de desanimo, falta de esperança, depressão. Nao conseguem enxergar nenhuma luz, eu diria que estao em um periodo cinza, cinza escuro.
Eu tenho pensado bastante sobre mudanças, mudar para melhor, e ai me cai nas maos este texto da Quaresma, que eu sempre tive , por formacao do meu pai, como tempo de mudancas, de repensar como vejo e levo a vida. Tempo de ver o que faço pelo outro que me pede ou o que dou aos que me rodeiam. Nao é entrar na loja e comprar ovos de Pascoa, é viver a Pascoa tendo passado pelo periodo de interiorizacao da quaresma. É entender que é um tempo de reconstruçao para que venha a ressurreição.
"A mudança de vida
O Tempo Litúrgico da Quaresma, que estamos vivenciando, é um tempo forte de conversão e mudança da vida para celebrarmos a Páscoa com o coração purificado e a vida modelada de acordo com o querer de Deus.
A conversão do coração para Deus determina a mudança de vida, pois, é no coração que reside nossas intenções, decisões e escolhas. É no coração que se fortifica nossa vontade para perseverarmos na fé e no amor a Deus o ao próximo.
Quem não quer mudar de vida? Quem não gostaria que fosse diferente? Quem está plenamente satisfeito com sua vida? Mais do que isso, quem não deseja uma vida feliz e cheia de paz? Temos urgência de mudar a nossa vida e, para isso, precisamos mudar o nosso coração!
A impressão que temos muitas vezes é que para mudar de vida precisaríamos mudar de casa, de cidade, de país, de emprego etc. Pensamos que teríamos que conviver com pessoas diferentes das quais convivemos, em circunstancias mais favoráveis ou numa situação que correspondesse nossas expectativas. A mudança de vida não depende de nada dessas coisas, pois, tudo o que elencamos acima são coisas que estão fora de nós e que indiretamente independem de nós. O que depende de nós diretamente e que podemos e devemos mudar é o nosso coração! É o que ninguém pode fazer para nós! Poderíamos mudar todas as circunstancias, o lugar, as pessoas… mas para aonde vamos levamos nós mesmos e, se, o nosso interior não está bem, nunca estaremos em paz e nossa vida sempre será a mesma onde e com quem estivermos!
Por isso, para mudarmos de vida precisamos mudar o nosso interior! Se quiséssemos mudar o nosso entorno para mudar de vida teríamos um grande transtorno e continuaríamos na mesma situação. Mas se mudamos o nosso interior não temos nenhum transtorno, não precisamos estar em outros lugares, não há necessidade de tirar nada do lugar, não precisamos trocar de amigos, familiares… só apenas não pretender que as coisas e as pessoas sejam como queremos, mas, apenas mudar o coração para que seja como Deus quer!
É o nosso interior que determina o exterior. É a conversão interior, voltarmos para Deus com todo o coração e com todas as nossas capacidades, tendo Ele como referencia para tudo, Ele em primeiro lugar em tudo, não fazendo nada sem Ele e para Ele! Assim, nossas intenções, desejos, decisões, escolhas e ações estão sob o olhar e as ordens do Senhor em qualquer momento e lugar.
Dessa forma, vamos verificando que o lugar em que estamos é o lugar que Deus nos colocou, as pessoas foi Ele que nos deu para amá-las, o nosso trabalho e deveres é para nossa santificação e as circunstâncias devem ser aceitas para mudá-las no que podemos.
Com o coração totalmente voltado para Deus e praticando seus mandamentos, a nossa consciencia se purifica, nossas intenções se retificam, nossas escolhas e decisões se tornam mais acertadas, o nosso esforço para fazermos o bem, o nosso amor a Deus e a bondade para com os outros é abençoada e vamos fazendo a experiência de que com o coração convertido a vida muda sem transtornos e o que está em nossa volta pode também mudar pelo exemplo de nossa vida.
Para essa quaresma queremos a mudança de vida, por isso, pedimos a Deus a graça da conversão do coração a Ele e oferecemos o esforço do nosso interior para que, em ação de graças, possamos celebrar a Páscoa! Feliz e Santa Páscoa a todos!!!"
Pe. Fábio Fernandes
Auxiliar do Cura
Eu tenho pensado bastante sobre mudanças, mudar para melhor, e ai me cai nas maos este texto da Quaresma, que eu sempre tive , por formacao do meu pai, como tempo de mudancas, de repensar como vejo e levo a vida. Tempo de ver o que faço pelo outro que me pede ou o que dou aos que me rodeiam. Nao é entrar na loja e comprar ovos de Pascoa, é viver a Pascoa tendo passado pelo periodo de interiorizacao da quaresma. É entender que é um tempo de reconstruçao para que venha a ressurreição.
"A mudança de vida
O Tempo Litúrgico da Quaresma, que estamos vivenciando, é um tempo forte de conversão e mudança da vida para celebrarmos a Páscoa com o coração purificado e a vida modelada de acordo com o querer de Deus.
A conversão do coração para Deus determina a mudança de vida, pois, é no coração que reside nossas intenções, decisões e escolhas. É no coração que se fortifica nossa vontade para perseverarmos na fé e no amor a Deus o ao próximo.
Quem não quer mudar de vida? Quem não gostaria que fosse diferente? Quem está plenamente satisfeito com sua vida? Mais do que isso, quem não deseja uma vida feliz e cheia de paz? Temos urgência de mudar a nossa vida e, para isso, precisamos mudar o nosso coração!
A impressão que temos muitas vezes é que para mudar de vida precisaríamos mudar de casa, de cidade, de país, de emprego etc. Pensamos que teríamos que conviver com pessoas diferentes das quais convivemos, em circunstancias mais favoráveis ou numa situação que correspondesse nossas expectativas. A mudança de vida não depende de nada dessas coisas, pois, tudo o que elencamos acima são coisas que estão fora de nós e que indiretamente independem de nós. O que depende de nós diretamente e que podemos e devemos mudar é o nosso coração! É o que ninguém pode fazer para nós! Poderíamos mudar todas as circunstancias, o lugar, as pessoas… mas para aonde vamos levamos nós mesmos e, se, o nosso interior não está bem, nunca estaremos em paz e nossa vida sempre será a mesma onde e com quem estivermos!
Por isso, para mudarmos de vida precisamos mudar o nosso interior! Se quiséssemos mudar o nosso entorno para mudar de vida teríamos um grande transtorno e continuaríamos na mesma situação. Mas se mudamos o nosso interior não temos nenhum transtorno, não precisamos estar em outros lugares, não há necessidade de tirar nada do lugar, não precisamos trocar de amigos, familiares… só apenas não pretender que as coisas e as pessoas sejam como queremos, mas, apenas mudar o coração para que seja como Deus quer!
É o nosso interior que determina o exterior. É a conversão interior, voltarmos para Deus com todo o coração e com todas as nossas capacidades, tendo Ele como referencia para tudo, Ele em primeiro lugar em tudo, não fazendo nada sem Ele e para Ele! Assim, nossas intenções, desejos, decisões, escolhas e ações estão sob o olhar e as ordens do Senhor em qualquer momento e lugar.
Dessa forma, vamos verificando que o lugar em que estamos é o lugar que Deus nos colocou, as pessoas foi Ele que nos deu para amá-las, o nosso trabalho e deveres é para nossa santificação e as circunstâncias devem ser aceitas para mudá-las no que podemos.
Com o coração totalmente voltado para Deus e praticando seus mandamentos, a nossa consciencia se purifica, nossas intenções se retificam, nossas escolhas e decisões se tornam mais acertadas, o nosso esforço para fazermos o bem, o nosso amor a Deus e a bondade para com os outros é abençoada e vamos fazendo a experiência de que com o coração convertido a vida muda sem transtornos e o que está em nossa volta pode também mudar pelo exemplo de nossa vida.
Para essa quaresma queremos a mudança de vida, por isso, pedimos a Deus a graça da conversão do coração a Ele e oferecemos o esforço do nosso interior para que, em ação de graças, possamos celebrar a Páscoa! Feliz e Santa Páscoa a todos!!!"
Pe. Fábio Fernandes
Auxiliar do Cura
sexta-feira, 30 de março de 2012
Saudades de Sao Paulo
De tempos em tempos adoro ir a Sao Paulo. É sempre bom matar saudades das filhas.
Gosto do agito, das livrarias, da Avenida PAulista, das padarias e de Embu...sempre um passeio gostoso
Gosto do agito, das livrarias, da Avenida PAulista, das padarias e de Embu...sempre um passeio gostoso
quinta-feira, 29 de março de 2012
Deveres e direitos- a dignidade de uma profissão
• RESPOSTA A UMA NOTA PUBLICADA NA COLUNA "ENTRELINHAS" DO JORNAL GAZETA DO POVO DE CURITIBA, EM 27/03/2012
“Médicos e dentistas que se formam em escolas públicas devem sua formação ao país, não é verdade? Por isso, o governo, por meio do Ministério da Educação, deveria impor aos formandos um tempo obrigatório de atuação junto a comunidades carentes, assim como foi imaginado para os agraciados com os programas de inclusão do governo. Seria uma forma justa de bem atender essas populações.”
(Carta do leitor Juarez Santos, 40 anos, professor na região de Curitiba.)
Prezado Cláudio (Editor da Coluna Entrelinhas):
Há uma cultura dominante em nossa sociedade, no sentido de atribuir ao médico uma obrigatória vocação sacerdotal que não se cobra nem destes, os verdadeiros sacerdotes, nem de nenhuma outra profissão. Sacerdotes naturalmente cobram para batizar, casar e enterrar os adeptos da sua crença. E ninguém os critica por isso.
Mas por que essa fixação com o médico?
A tal cultura dominante inculte na população em geral que esses profissionais devem amor incondicional à sua profissão, e teriam um suposto pacto com o doente, o qual devem, a qualquer custo, honrar sem recompensa material ou remuneratória. Nesta visão, o atendimento médico seria uma obrigação compulsória destes, a partir do momento em que proferem o conhecido "juramento de Hipócrates", do qual certamente muitos falam, poucos leram, e a infinita maioria se leu, pouco entendeu.
Em momento algum o Juramento hipocrático fala que o médico tem que ser um sacerdote mendicante que atende de graça e incondicionalmente seus pacientes. O Juramento é antes de mais nada um libelo Humanista de respeito e reverência ao doente por parte do médico, no qual, em outras palavras, prega-se que o médico deve atender o seu paciente COM AMOR e respeito, mas jamais diz que deve fazê-lo apenas POR AMOR. E, ademais, saliente-se, pelo Código de Ética Médica, o médico pode atender apenas quem ele bem entender que deva atender, sem jamais ser obrigado a isso, por qualquer motivo, excetuando-se unicamente a situação de urgência e emergência, pois isso seria caracterizado como "omissão de socorro".
Então chegamos à carta acima transcrita, do Sr. Juarez Santos.
Vejamos.
Primeiro que médicos e dentistas devem sua formação majoritariamente ao seu esforço e dedicação pessoais, e de sua famílias, pois passaram nos vestibulares mais concorridos e difíceis do pais.
Segundo, que todos os brasileiros, inclusive os estudantes de Medicina e odontologia, e suas famílias, pagam seus impostos, como todos os outros brasileiros, impostos esses que sustentam as escolas públicas onde estudaram, e onde fizeram milhares de horas de atendimento gratuito a pessoas carentes durante a sua formação - muito mais do que qualquer outro estudante, de qualquer outro curso universitário.
Depois, por óbvio, comunidades carentes tem carências diversas.
Lá faltam professores, assistentes sociais, advogados, juízes, promotores, fisioterapêutas, fonoaudiólogos, engenheiros, psicólogos, nutricionistas, e, se formos longe, talvez todas as carreiras universitárias.
As universidades públicas, por sua vez, formam profissionais de todas as carreiras.
Assim, por que o Ministério da Educação deveria impor aos formandos um tempo obrigatório de atuação junto a comunidades carentes, como afirma o missivista, mas somente aos formandos de Medicina e Odontologia?
Não seria uma idéia razoável aceitar que essa obrigatoriedade só deveria existir se fosse isonomicamente extendida para todas e todas as carreiras universitárias ofertadas pelas escolas públicas, e sem exceção alguma, já que todas elas se beneficiariam por ter estudado em tais escolas?
Médico não é sacerdote ou semi-deus.
Médico é um profissional de carne e osso, como todos os outros. E sofre exatamente das mesmas necessidades e gastos da vida moderna que os membros das outras profissões.
Assim, ou todos os egressos das escolas públicas vão, ou que não vá ninguém.
“Médicos e dentistas que se formam em escolas públicas devem sua formação ao país, não é verdade? Por isso, o governo, por meio do Ministério da Educação, deveria impor aos formandos um tempo obrigatório de atuação junto a comunidades carentes, assim como foi imaginado para os agraciados com os programas de inclusão do governo. Seria uma forma justa de bem atender essas populações.”
(Carta do leitor Juarez Santos, 40 anos, professor na região de Curitiba.)
Prezado Cláudio (Editor da Coluna Entrelinhas):
Há uma cultura dominante em nossa sociedade, no sentido de atribuir ao médico uma obrigatória vocação sacerdotal que não se cobra nem destes, os verdadeiros sacerdotes, nem de nenhuma outra profissão. Sacerdotes naturalmente cobram para batizar, casar e enterrar os adeptos da sua crença. E ninguém os critica por isso.
Mas por que essa fixação com o médico?
A tal cultura dominante inculte na população em geral que esses profissionais devem amor incondicional à sua profissão, e teriam um suposto pacto com o doente, o qual devem, a qualquer custo, honrar sem recompensa material ou remuneratória. Nesta visão, o atendimento médico seria uma obrigação compulsória destes, a partir do momento em que proferem o conhecido "juramento de Hipócrates", do qual certamente muitos falam, poucos leram, e a infinita maioria se leu, pouco entendeu.
Em momento algum o Juramento hipocrático fala que o médico tem que ser um sacerdote mendicante que atende de graça e incondicionalmente seus pacientes. O Juramento é antes de mais nada um libelo Humanista de respeito e reverência ao doente por parte do médico, no qual, em outras palavras, prega-se que o médico deve atender o seu paciente COM AMOR e respeito, mas jamais diz que deve fazê-lo apenas POR AMOR. E, ademais, saliente-se, pelo Código de Ética Médica, o médico pode atender apenas quem ele bem entender que deva atender, sem jamais ser obrigado a isso, por qualquer motivo, excetuando-se unicamente a situação de urgência e emergência, pois isso seria caracterizado como "omissão de socorro".
Então chegamos à carta acima transcrita, do Sr. Juarez Santos.
Vejamos.
Primeiro que médicos e dentistas devem sua formação majoritariamente ao seu esforço e dedicação pessoais, e de sua famílias, pois passaram nos vestibulares mais concorridos e difíceis do pais.
Segundo, que todos os brasileiros, inclusive os estudantes de Medicina e odontologia, e suas famílias, pagam seus impostos, como todos os outros brasileiros, impostos esses que sustentam as escolas públicas onde estudaram, e onde fizeram milhares de horas de atendimento gratuito a pessoas carentes durante a sua formação - muito mais do que qualquer outro estudante, de qualquer outro curso universitário.
Depois, por óbvio, comunidades carentes tem carências diversas.
Lá faltam professores, assistentes sociais, advogados, juízes, promotores, fisioterapêutas, fonoaudiólogos, engenheiros, psicólogos, nutricionistas, e, se formos longe, talvez todas as carreiras universitárias.
As universidades públicas, por sua vez, formam profissionais de todas as carreiras.
Assim, por que o Ministério da Educação deveria impor aos formandos um tempo obrigatório de atuação junto a comunidades carentes, como afirma o missivista, mas somente aos formandos de Medicina e Odontologia?
Não seria uma idéia razoável aceitar que essa obrigatoriedade só deveria existir se fosse isonomicamente extendida para todas e todas as carreiras universitárias ofertadas pelas escolas públicas, e sem exceção alguma, já que todas elas se beneficiariam por ter estudado em tais escolas?
Médico não é sacerdote ou semi-deus.
Médico é um profissional de carne e osso, como todos os outros. E sofre exatamente das mesmas necessidades e gastos da vida moderna que os membros das outras profissões.
Assim, ou todos os egressos das escolas públicas vão, ou que não vá ninguém.
Uma moldura
Eu sei que as vezes a mudança é importante, mas tambem sei que reciclar, renovar, reformar tambem é mudança. É mudança sem desperdicio.
Na limpeza da minha sala de trabalho encontrei uma moldura , daquelas que margeiam o ar condicionado antigo, em mogno, madeira nobre.
A minha auxiliar me pergunta: posso jogar fora? Eu passei ate mal, que arrepio. Jogar uma moldura de mogno? como? e ela me pergunta : e vai fazer o que com ela.
Vu colocar no muto e enquadrar um lindo vaso... Mais alguns dias, posto a foto, estou esperando a flor ficar bela.
Ai me lembrei deste texto do Eduardo Galeano, que nos faz repensar porque as coisas e as pessoas e ate os sentimentos estao se tornando descartaveis...
" Caí no mundo e não sei voltar"
Eduardo Galeano
O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os aparelhos de som uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez. Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que havia em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”.
Troca-se de carro a cada três anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (porque éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular há poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…
Como guardávamos!!Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudoguardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis.
E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros rádios Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais.
Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia “esta é um 4 de copas”.
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…
Eduardo Galeano
Na limpeza da minha sala de trabalho encontrei uma moldura , daquelas que margeiam o ar condicionado antigo, em mogno, madeira nobre.
A minha auxiliar me pergunta: posso jogar fora? Eu passei ate mal, que arrepio. Jogar uma moldura de mogno? como? e ela me pergunta : e vai fazer o que com ela.
Vu colocar no muto e enquadrar um lindo vaso... Mais alguns dias, posto a foto, estou esperando a flor ficar bela.
Ai me lembrei deste texto do Eduardo Galeano, que nos faz repensar porque as coisas e as pessoas e ate os sentimentos estao se tornando descartaveis...
" Caí no mundo e não sei voltar"
Eduardo Galeano
O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os aparelhos de som uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez. Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que havia em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”.
Troca-se de carro a cada três anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (porque éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular há poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…
Como guardávamos!!Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudoguardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis.
E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros rádios Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais.
Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia “esta é um 4 de copas”.
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…
Eduardo Galeano
segunda-feira, 26 de março de 2012
Casa Godinho
CASA GODINHO
Como os tempos mudaram! Hoje se compra de tudo em todo lugar. Ate no interior do Mato Grosso se encontra frios e queijos e vinhos, variados, de varias procedências. Antes não era assim.
Na década de sessenta íamos, a família toda, de tempos em tempos de férias a São Paulo. Íamos-nos de trem, a viagem era demorada, saíamos de tarde e chegávamos de manhã. O trem da Estrada de Ferro Sorocabana nos levava de Presidente Prudente ate a Estação da Luz em São Paulo.
Sempre ficávamos hospedados em um hotel simples no centro da cidade de São Paulo, na Avenida Ipiranga, em frente da Praça da Republica. Nos não tínhamos carro, então andávamos a pé o centro todo de São Paulo. Andávamos na Praça da Republica, com o lago com patos e os bancos e as antigas arvores, iamos na Praça do Arouche, e eu me encantava com as maravilhosas bancas de flores. Passávamos na Rua Sete de Setembro com as inúmeras galerias de lojas, ai passávamos em frente ao Teatro Municipal, e o Viaduto do Anhangabaú, onde eu adorava ficar olhando a Avenida lá em baixo com os carros passando e a cidade que se via bem ao longe... Estas imagens sempre me fascinaram.
Na Rua Direita eu e minha irmã amávamos ver as lojas apinhadas de produtos, lojas grandes, o que não existia no interior. Hoje as chamamos de lojas populares, entulhadas de uma imensa variedade de brinquedos, objetos e bugigangas. Na Praça da Sé, um momento para correr livremente, subir e descer as escadarias e adentrar em silencio na Catedral, que eu ate hoje acho linda.
Na volta sempre passávamos no Mosteiro de São Bento, ao qual retornaríamos para uma missa, e depois a alegria de entrar no Mappin. Mappin era uma imensa loja de departamentos, maravilhosa. Minha irmã e eu amávamos subir e descer pela escada rolante, andar entre as roupas, o setor de brinquedos, olhar tudo...tudinho.
No nosso passeio no centro de São Paulo não podia faltar uma visita a Casa Godinho . Ah! Que prazer entrar nesta loja.
A Casa Godinho foi fundada em 1888 e ainda tem as mesmas prateleiras de embuia, com cheiro delicioso de madeira . Nesta casa se vende de tudo que é bom , muito queijo, vinhos, frios, doces,azeitonas, e tudo de muito bom que se imagina.
A minha lembrança é de entrar eu e Beth segurando os dedos mindinhos de nosso pai, e ai ao entra o cheiro já embriaga, embriaga de prazer . Nosso pai comprava queijo suíço, um pedacinho, lingüiça alemã e o “queijo fedido”do pai e azeitonas prestas e “gordas”que mamãe adorava. E não nos esqueçamos do Pumpernickel ( pão preto prensado da Alemanha).
Eu,em dezembro de 2010, decidi visitar de novo a Casa Godinho e fui logo após o Natal. Ao entrar o cheiro me remeteu ao passado, me senti entrando com Beth e papai. Andei e rodeei ( a loja é pequena) . pedi ao funcionario um tempo para olhar . Comprei comida alemã e queijo e comi um doce.Quando terminei meus pedidos o funcionário perguntou se eu conhecia a loja e eu disse que sim, que conheci a loja há 50 anos atrás. Ele me olhou como se eu fosse louca e eu sai rindo muito.
Como os tempos mudaram! Hoje se compra de tudo em todo lugar. Ate no interior do Mato Grosso se encontra frios e queijos e vinhos, variados, de varias procedências. Antes não era assim.
Na década de sessenta íamos, a família toda, de tempos em tempos de férias a São Paulo. Íamos-nos de trem, a viagem era demorada, saíamos de tarde e chegávamos de manhã. O trem da Estrada de Ferro Sorocabana nos levava de Presidente Prudente ate a Estação da Luz em São Paulo.
Sempre ficávamos hospedados em um hotel simples no centro da cidade de São Paulo, na Avenida Ipiranga, em frente da Praça da Republica. Nos não tínhamos carro, então andávamos a pé o centro todo de São Paulo. Andávamos na Praça da Republica, com o lago com patos e os bancos e as antigas arvores, iamos na Praça do Arouche, e eu me encantava com as maravilhosas bancas de flores. Passávamos na Rua Sete de Setembro com as inúmeras galerias de lojas, ai passávamos em frente ao Teatro Municipal, e o Viaduto do Anhangabaú, onde eu adorava ficar olhando a Avenida lá em baixo com os carros passando e a cidade que se via bem ao longe... Estas imagens sempre me fascinaram.
Na Rua Direita eu e minha irmã amávamos ver as lojas apinhadas de produtos, lojas grandes, o que não existia no interior. Hoje as chamamos de lojas populares, entulhadas de uma imensa variedade de brinquedos, objetos e bugigangas. Na Praça da Sé, um momento para correr livremente, subir e descer as escadarias e adentrar em silencio na Catedral, que eu ate hoje acho linda.
Na volta sempre passávamos no Mosteiro de São Bento, ao qual retornaríamos para uma missa, e depois a alegria de entrar no Mappin. Mappin era uma imensa loja de departamentos, maravilhosa. Minha irmã e eu amávamos subir e descer pela escada rolante, andar entre as roupas, o setor de brinquedos, olhar tudo...tudinho.
No nosso passeio no centro de São Paulo não podia faltar uma visita a Casa Godinho . Ah! Que prazer entrar nesta loja.
A Casa Godinho foi fundada em 1888 e ainda tem as mesmas prateleiras de embuia, com cheiro delicioso de madeira . Nesta casa se vende de tudo que é bom , muito queijo, vinhos, frios, doces,azeitonas, e tudo de muito bom que se imagina.
A minha lembrança é de entrar eu e Beth segurando os dedos mindinhos de nosso pai, e ai ao entra o cheiro já embriaga, embriaga de prazer . Nosso pai comprava queijo suíço, um pedacinho, lingüiça alemã e o “queijo fedido”do pai e azeitonas prestas e “gordas”que mamãe adorava. E não nos esqueçamos do Pumpernickel ( pão preto prensado da Alemanha).
Eu,em dezembro de 2010, decidi visitar de novo a Casa Godinho e fui logo após o Natal. Ao entrar o cheiro me remeteu ao passado, me senti entrando com Beth e papai. Andei e rodeei ( a loja é pequena) . pedi ao funcionario um tempo para olhar . Comprei comida alemã e queijo e comi um doce.Quando terminei meus pedidos o funcionário perguntou se eu conhecia a loja e eu disse que sim, que conheci a loja há 50 anos atrás. Ele me olhou como se eu fosse louca e eu sai rindo muito.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Momento de reflexão
Momento de reflexão
" Não importa onde você parou
em que momento da vida você cansou
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo
é renovar as esperanças na vida e o mais importante
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado …
Chorou muito?
foi limpeza da alma …
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia ...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos …
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora …
Pois é… agora é hora de reiniciar… de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender pintar, desenhar,
dominar o computador… ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio… quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando!
Tá se sentindo sozinho?
Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza… nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar… hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto… queira o melhor do melhor!
Queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos…
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor.
O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental… joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes… fotos… peças de roupa, papel de bala…
ingressos de cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente: esvazie seu coração,
fique pronto para a vida… para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
Afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque eu sou do tamanho do que sonho e não do tamanho da minha altura. “
Carlos Drummond de Andrade
" Não importa onde você parou
em que momento da vida você cansou
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo
é renovar as esperanças na vida e o mais importante
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado …
Chorou muito?
foi limpeza da alma …
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia ...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos …
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora …
Pois é… agora é hora de reiniciar… de pensar na luz
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender pintar, desenhar,
dominar o computador… ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio… quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando!
Tá se sentindo sozinho?
Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza… nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar… hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? Sonhe alto… queira o melhor do melhor!
Queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos…
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor.
O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental… joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes… fotos… peças de roupa, papel de bala…
ingressos de cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente: esvazie seu coração,
fique pronto para a vida… para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
Afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque eu sou do tamanho do que sonho e não do tamanho da minha altura. “
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 19 de março de 2012
Exercicio da paciencia
Exercicio da paciência
Este nosso mundo de hoje é movido pela rapidez. Tudo é “para ontem”.
A paciencia de esperar por alguma coisa ou alguém não é habitualmente fácil.
Eu tenho feito há alguns anos um exercício de paciência.
Há muitos anos atrás eu estive em uma casa na praia e existia uma planta estranha, numa arvore, crescendo como as orquídeas e eu ganhei uma muda. Ela tinha em seus galhos inúmeras bolinhas roxas. Eu adorei. Viajei quase 2000 km com muito cuidado com a mudinha. Eu plantei da maneira como a senhora que me deu a planta explicou.
Por vários anos aguardei as bolinhas, os ramos cresceram, a planta se desenvolveu forte e bonita , mas nunca apareceu nenhuma bolinha.
Após 10 anos da época em que pela primeira vez a plantei ( varias vezes replantei) ela me brindou com lindas e miúdas flores brancas. Eu me emocionei, fotografei e aguardei as bolinhas
Elas não vieram.
Eu resolvi aguardar,quem sabe no próximo ano...
Vieram 3 anos sem nenhuma florzinha a mais.
Eu continuo cuidando da plantinha . Agora são 4 vasos...ela se multiplicou bastante.
Uma amiga que me viu varias vezes cuidando e cuidando , me perguntou e contei-lhe a historia. Ela me diz: joga fora.
Eu realmente não concordo.
Esta planta é um maravilhoso aprendizado para mim. Durante 13 anos ela tem me feito esperar pelas suas bolinhas e agora após 3 anos das pequenas flores estou esperançosa.
Eu ainda verei suas bolinhas . O grande aprendizado que esta muda de Ripsalis ( achei seu nome na internet)me deu foi a paciência. Um exercício da paciência.
Este nosso mundo de hoje é movido pela rapidez. Tudo é “para ontem”.
A paciencia de esperar por alguma coisa ou alguém não é habitualmente fácil.
Eu tenho feito há alguns anos um exercício de paciência.
Há muitos anos atrás eu estive em uma casa na praia e existia uma planta estranha, numa arvore, crescendo como as orquídeas e eu ganhei uma muda. Ela tinha em seus galhos inúmeras bolinhas roxas. Eu adorei. Viajei quase 2000 km com muito cuidado com a mudinha. Eu plantei da maneira como a senhora que me deu a planta explicou.
Por vários anos aguardei as bolinhas, os ramos cresceram, a planta se desenvolveu forte e bonita , mas nunca apareceu nenhuma bolinha.
Após 10 anos da época em que pela primeira vez a plantei ( varias vezes replantei) ela me brindou com lindas e miúdas flores brancas. Eu me emocionei, fotografei e aguardei as bolinhas
Elas não vieram.
Eu resolvi aguardar,quem sabe no próximo ano...
Vieram 3 anos sem nenhuma florzinha a mais.
Eu continuo cuidando da plantinha . Agora são 4 vasos...ela se multiplicou bastante.
Uma amiga que me viu varias vezes cuidando e cuidando , me perguntou e contei-lhe a historia. Ela me diz: joga fora.
Eu realmente não concordo.
Esta planta é um maravilhoso aprendizado para mim. Durante 13 anos ela tem me feito esperar pelas suas bolinhas e agora após 3 anos das pequenas flores estou esperançosa.
Eu ainda verei suas bolinhas . O grande aprendizado que esta muda de Ripsalis ( achei seu nome na internet)me deu foi a paciência. Um exercício da paciência.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Assim eu vejo a vida
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
( Cora Coralina )
O passado me construiu, as reformas fui fazendo ao longo do percurso. A construcao cresceu, as vezes melhorou, as vezes perdeu partes , recuperou ou nao.
Nao ha como so ter ganhos em uma vida.
Tambem nao é possivel viver no passado e so pelo passado.
Tambem nao é possivel viver aguardando o futuro que virá.
A vida é hoje
Aprendi a viver!!!
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
( Cora Coralina )
O passado me construiu, as reformas fui fazendo ao longo do percurso. A construcao cresceu, as vezes melhorou, as vezes perdeu partes , recuperou ou nao.
Nao ha como so ter ganhos em uma vida.
Tambem nao é possivel viver no passado e so pelo passado.
Tambem nao é possivel viver aguardando o futuro que virá.
A vida é hoje
Aprendi a viver!!!
sexta-feira, 9 de março de 2012
ser criança
SER CRIANÇA
A criança também adoece porque não brinca.
Frase estranha esta, mas em plena época em que tanto dizemos e tantos livros de auto ajuda e de educação são publicados, a educação familiar da criança encontra-se em descredito, “um pouco fora de moda”. A infância é a época da vida em que a criança precisa, na primeira fase, a do bebê, de contato, cuidados e atenção, e a seguir ela continua precisando de contato, cuidados, e agora também precisa desenvolver seu potencial de aprendizado. Isto é que gerou a grande confusão. Desenvolver o potencial de aprendizado virou sinônimo de escola e de alfabetização e aquisição de conhecimentos, como se a criança necessitasse se transformar em uma enciclopédia ambulante.
Desenvolver o potencial de aprendizado é aprender a lidar com a vida, e inclui o colo, o ouvir estórias e ate sua própria historia, e inclui brincar com brinquedos, com areia, com terra, com água, com pedrinhas, com caixinhas ,com lapis e papel e tintas e tudo que puder despertar a curiosidade sem perigo. A brincadeira ate pode ensinar , ate pode ter conhecimentos próprios para idade, sem tentar precocemente “adiantar” a criança. Brincar inclui a criança e o outro , não necessariamente um amiguinho, pode e deve incluir a mãe, o pai, a família. Brincar não é perda de tempo, é ganho de tempo , enquanto se coloca no ato de brincar a capacidade da criança de aprender.
Brincar também não deve ser um ato de competição como se tornaram os jogos em videogames e computador em que ainda pequena a criança se isola do mundo a “tentar quebrar recordes de pontos”. Brincar é interagir, e também é criar, inventar, e nesse brincar a criança cresce interiormente e se torna forte para conviver com a realidade. Assisto fascinada crianças pequenas, maiores e ate adolescentes , se “deliciando” com programas educativos, experiências, e antigos filmes infantis e vejo que nossos meios de comunicação pouco evoluíram ao não “ouvir” estas crianças e continuam com programas de baixa qualidade de diversão e prazer , porque ela não consegue interagir com o programa, apenas fica estática na frente da telinha , comendo. Também escuto estarrecida algumas crianças grandes proibidas de brincar, sendo “mocinhas” antes da hora, ganham roupas de moça, estojinho de maquiagem e sandálias de salto, e brincam de boneca “escondidinho”, com amiguinhas que ainda tem o direito de viver a infância por um tempo mais longo.
Outro entrave à infância de nossos filhos tem sido o medo das famílias de que o filho não consiga “competir” com o amiguinho que faz tantas atividades e assim coloca o filho no mesmo ritmo, e precocemente está a criança na escolinha e na natação, balé ou judô, inglês ,porque precisa de mais uma ou duas línguas, musica , matemática.....ah!. A atividade que deveria ser uma ou duas escolhidas pela criança e gerando prazer se torna obrigação, e a criança ainda terá seu desempenho cobrado pela competição.
A criança pequena e a criança da escola , não precisa de tanta atividade social. Elas ainda precisam de parâmetros, de exemplos, de modelos, e os maiores para ela são os pais.
Será que as crianças, com seus próprios meios, não estão nos dando sinais de alerta, denunciando o que passam? As crianças se dizem cansadas, solicitadas demais. Reivindicam mais tempo para brincar, mais espaço e liberdade para não ser tão precoces, nem tão perfeitas. Elas sentem saudades da infância antes dos 10 anos de idade!!! Como se já tivesse acabado a infância há tempos.
Será que o aumento da obesidade, o aumento dos casos de stress infantil, depressão infantil, cefaléias, de gastrites e ulceras e constantes resfriados e alergias, não tem a ver com estar triste , desalentado? Temos mais saúde quando somos capazes de rir , sorrir, brincar, e encarar as dificuldades com calma e ponderação, e a criança para conseguir tudo isto tem que ter espaço para brincar e PARA SER CRIANÇA.
A criança também adoece porque não brinca.
Frase estranha esta, mas em plena época em que tanto dizemos e tantos livros de auto ajuda e de educação são publicados, a educação familiar da criança encontra-se em descredito, “um pouco fora de moda”. A infância é a época da vida em que a criança precisa, na primeira fase, a do bebê, de contato, cuidados e atenção, e a seguir ela continua precisando de contato, cuidados, e agora também precisa desenvolver seu potencial de aprendizado. Isto é que gerou a grande confusão. Desenvolver o potencial de aprendizado virou sinônimo de escola e de alfabetização e aquisição de conhecimentos, como se a criança necessitasse se transformar em uma enciclopédia ambulante.
Desenvolver o potencial de aprendizado é aprender a lidar com a vida, e inclui o colo, o ouvir estórias e ate sua própria historia, e inclui brincar com brinquedos, com areia, com terra, com água, com pedrinhas, com caixinhas ,com lapis e papel e tintas e tudo que puder despertar a curiosidade sem perigo. A brincadeira ate pode ensinar , ate pode ter conhecimentos próprios para idade, sem tentar precocemente “adiantar” a criança. Brincar inclui a criança e o outro , não necessariamente um amiguinho, pode e deve incluir a mãe, o pai, a família. Brincar não é perda de tempo, é ganho de tempo , enquanto se coloca no ato de brincar a capacidade da criança de aprender.
Brincar também não deve ser um ato de competição como se tornaram os jogos em videogames e computador em que ainda pequena a criança se isola do mundo a “tentar quebrar recordes de pontos”. Brincar é interagir, e também é criar, inventar, e nesse brincar a criança cresce interiormente e se torna forte para conviver com a realidade. Assisto fascinada crianças pequenas, maiores e ate adolescentes , se “deliciando” com programas educativos, experiências, e antigos filmes infantis e vejo que nossos meios de comunicação pouco evoluíram ao não “ouvir” estas crianças e continuam com programas de baixa qualidade de diversão e prazer , porque ela não consegue interagir com o programa, apenas fica estática na frente da telinha , comendo. Também escuto estarrecida algumas crianças grandes proibidas de brincar, sendo “mocinhas” antes da hora, ganham roupas de moça, estojinho de maquiagem e sandálias de salto, e brincam de boneca “escondidinho”, com amiguinhas que ainda tem o direito de viver a infância por um tempo mais longo.
Outro entrave à infância de nossos filhos tem sido o medo das famílias de que o filho não consiga “competir” com o amiguinho que faz tantas atividades e assim coloca o filho no mesmo ritmo, e precocemente está a criança na escolinha e na natação, balé ou judô, inglês ,porque precisa de mais uma ou duas línguas, musica , matemática.....ah!. A atividade que deveria ser uma ou duas escolhidas pela criança e gerando prazer se torna obrigação, e a criança ainda terá seu desempenho cobrado pela competição.
A criança pequena e a criança da escola , não precisa de tanta atividade social. Elas ainda precisam de parâmetros, de exemplos, de modelos, e os maiores para ela são os pais.
Será que as crianças, com seus próprios meios, não estão nos dando sinais de alerta, denunciando o que passam? As crianças se dizem cansadas, solicitadas demais. Reivindicam mais tempo para brincar, mais espaço e liberdade para não ser tão precoces, nem tão perfeitas. Elas sentem saudades da infância antes dos 10 anos de idade!!! Como se já tivesse acabado a infância há tempos.
Será que o aumento da obesidade, o aumento dos casos de stress infantil, depressão infantil, cefaléias, de gastrites e ulceras e constantes resfriados e alergias, não tem a ver com estar triste , desalentado? Temos mais saúde quando somos capazes de rir , sorrir, brincar, e encarar as dificuldades com calma e ponderação, e a criança para conseguir tudo isto tem que ter espaço para brincar e PARA SER CRIANÇA.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulheres fortes que me antecederam
Parte importante de minha vida e formaçao...mamae
Vó Catarina , tia Ana e tia Helena
Tias maternas
Vó Leontina
Vó Catarina , tia Ana e tia Helena
Tias maternas
Vó Leontina
08 de março
"Somos todas “guerreiras da luz”, potencialmente mestras e sempre alunas na escola da vida.
Caminhar nesta estrada que é a vida é uma arte que aprimoramos se quisermos, por livre opção (sempre podemos só caminhar a esmo, se for esta a opção).
Somos sempre mestras ao olhar a vida em todas as suas coisas pelo lado luminoso e não pelo lado negro.
Somos alunas aprendendo este mistério.
Somos mestras ao sentir o perfume da rosa sem se importar com a presença dos espinhos.
Somos mestras ao vibrar com um sorriso franco sem se importar com as carrancas ao derredor.
Somos mestras ao receber um abraço fraterno e aquecedor sem se importar com as invejas que nos rodeiam.
Somos mestras ao permitir que a paixão pelas pequenas e grandes coisas nos brinde a cada momento.
Somos mestras ao sentir a vibração de amor de poucos sem sentir o ódio de muitos.
Somos alunas ao nos permitir olhar nos olhos de um amigo e ver alem do olhar a luz do companheirismo.
Somos alunas ao nos permitir sentir a vibração de amor de uma criança a sorrir.
Somos alunas ao nos permitir rir de pequenas bobagens e tirar deste riso energia e força.
Somos alunas ao nos permitir chorar de alegria por pequeníssimas emoções como uma musica, uma flor, um elogio e ate um meigo olhar.
Somos alunas ao nos permitir sentir todas estas vibrações de vida dentro de nosso coração.
Somos alunas ao nos permitir vivermos todas estas emoções sem catalogar em dois compartimentos: o certo e o errado.
Somos alunas ao sentir a cada novo raio de sol ou de luar a força da vida em sua majestade, em sua sublime presença.
Somos mestras de nos mesmas sempre nos grandes e pequenos acontecimentos.
Podemos ser a mestra que permite desabrochar a vida, a alegria, a ternura, a força e a esperança ou podemos ser a mestra que critica, que cobra, que rotula, cataloga , prende e sufoca. A escolha é sempre nossa.
A vida não é e nem deve ser medíocre. A mediocridade encontra-se nas nossas amarras que nos dificultam viver a felicidade.
Permita que a alma pura da criança adormecida venha à tona e redescubra a alegria de andar descalça tomar chuva, rir loucamente, rolar na areia, tomar muito sorvete, lamber os dedos, brincar de roda, mostrar a língua atras e “escondido” de quem é chato, sapatear de “birra”, gritar sozinha, chorar lendo uma poesia, rir de coisas banais e depois de reaprender estas pequenas grandes coisas se permita também perceber que as pequenas e freqüentes alegrias preparam o espirito e a alma a suportar tristezas, decepções, dores e dificuldades que não devem suplantar nunca a grande “montanha” já construída de alegrias.
Este é o grande mistério.
Este é o grande desafio".
Força é a arma que retiramos de nosso interior, é a “nossa espada de luz” .
Tudo isto se chama SER MULHER
Caminhar nesta estrada que é a vida é uma arte que aprimoramos se quisermos, por livre opção (sempre podemos só caminhar a esmo, se for esta a opção).
Somos sempre mestras ao olhar a vida em todas as suas coisas pelo lado luminoso e não pelo lado negro.
Somos alunas aprendendo este mistério.
Somos mestras ao sentir o perfume da rosa sem se importar com a presença dos espinhos.
Somos mestras ao vibrar com um sorriso franco sem se importar com as carrancas ao derredor.
Somos mestras ao receber um abraço fraterno e aquecedor sem se importar com as invejas que nos rodeiam.
Somos mestras ao permitir que a paixão pelas pequenas e grandes coisas nos brinde a cada momento.
Somos mestras ao sentir a vibração de amor de poucos sem sentir o ódio de muitos.
Somos alunas ao nos permitir olhar nos olhos de um amigo e ver alem do olhar a luz do companheirismo.
Somos alunas ao nos permitir sentir a vibração de amor de uma criança a sorrir.
Somos alunas ao nos permitir rir de pequenas bobagens e tirar deste riso energia e força.
Somos alunas ao nos permitir chorar de alegria por pequeníssimas emoções como uma musica, uma flor, um elogio e ate um meigo olhar.
Somos alunas ao nos permitir sentir todas estas vibrações de vida dentro de nosso coração.
Somos alunas ao nos permitir vivermos todas estas emoções sem catalogar em dois compartimentos: o certo e o errado.
Somos alunas ao sentir a cada novo raio de sol ou de luar a força da vida em sua majestade, em sua sublime presença.
Somos mestras de nos mesmas sempre nos grandes e pequenos acontecimentos.
Podemos ser a mestra que permite desabrochar a vida, a alegria, a ternura, a força e a esperança ou podemos ser a mestra que critica, que cobra, que rotula, cataloga , prende e sufoca. A escolha é sempre nossa.
A vida não é e nem deve ser medíocre. A mediocridade encontra-se nas nossas amarras que nos dificultam viver a felicidade.
Permita que a alma pura da criança adormecida venha à tona e redescubra a alegria de andar descalça tomar chuva, rir loucamente, rolar na areia, tomar muito sorvete, lamber os dedos, brincar de roda, mostrar a língua atras e “escondido” de quem é chato, sapatear de “birra”, gritar sozinha, chorar lendo uma poesia, rir de coisas banais e depois de reaprender estas pequenas grandes coisas se permita também perceber que as pequenas e freqüentes alegrias preparam o espirito e a alma a suportar tristezas, decepções, dores e dificuldades que não devem suplantar nunca a grande “montanha” já construída de alegrias.
Este é o grande mistério.
Este é o grande desafio".
Força é a arma que retiramos de nosso interior, é a “nossa espada de luz” .
Tudo isto se chama SER MULHER
terça-feira, 6 de março de 2012
COMO VIVER 100 ANOS
Como viver 100 anos
Vá a mais lugares
Abrace mais amigos
Dance mais
Diga menos nãos
Invente menos problemas
Coma mais sobremesas
Ria mais de si mesmo
Plante uma árvore
Tire mais fotos
Visite o fundo do mar
E o topo de uma montanha
Beije mais
Conte mais piadas
Se apaixone mais vezes
Mesmo que seja
Sempre pela
Mesma pessoa
Vá a mais lugares
Abrace mais amigos
Dance mais
Diga menos nãos
Invente menos problemas
Coma mais sobremesas
Ria mais de si mesmo
Plante uma árvore
Tire mais fotos
Visite o fundo do mar
E o topo de uma montanha
Beije mais
Conte mais piadas
Se apaixone mais vezes
Mesmo que seja
Sempre pela
Mesma pessoa
segunda-feira, 5 de março de 2012
Passeio socratico
Este texto nao é meu , mas merece ser lido e repensao. Rexcebi pela net ha alguns anos atras mas ele é muito, mas muito atual...
PASSEIO SOCRÁTICO
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.
Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelo produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:
'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento?; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ¬ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. ' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz
PASSEIO SOCRÁTICO
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.
Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelo produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:
'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento?; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ¬ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. ' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz
Pastoral da criança
Tempos modernos
Pensei em mudanças ouvindo uma frase curta em uma cerimônia de ação de graças aos 25 anos da Pastoral da Criança em minha cidade.
O mundo sempre esta em ritmo de mudança. Nos últimos séculos a mudança foi ocorrendo em um ritmo meio constante, com evoluções e retrocessos, mas sempre mudando.
No século passado as mudanças se aceleraram. O telefone aproximou as pessoas, já podiam se falar mesmo estando longe.
A televisão levou noticias para dentro das casas, coisa restrita a noticia direta, por carta ou radio. Em tempos próximos já se sabia o que ocorreu semana passada, mês passado.
Nas ultimas décadas do século a televisão ficou mais rápida e acessível, e veio a internet. A gora temos a noticia em tempo real. Há um bombardeio e o vemos ao vivo e a cores. Uma catástrofe e estamos lá.
Podemos sair de viagem hoje e chegar a outro continente amanhã.
Dificilmente as boas novas serão tão rápidas. Elas também são notificadas , mas sem tanta ênfase.
Mudamos o foco do pensamento tão rápido quanto as noticias. Eu não gosto de me postar na frente de uma tela para ver desgraças, mas me pego vendo o telejornal! Procuro não assistir filmes violentos, mas a noticia de uma iminente guerra chama a minha atenção. Tomo partido em uma briga que não é minha.
Neste sábado , eu fui em uma comemoração aos 25 anos da Pastoral da criança em minha cidade. Fui colaboradora em seu inicio e daí nasceu uma gostosa amizade com a fundadora local, irmã Luiza. Irmã Luiza , uma madre salesiana que foi e é ( adoentada e longe de nos há um tempo) um exemplo de vida abnegada.
Eu me emocionei com a participação das lideres, com a homenagem a irmã Luiza e com o lindo abraço da paz. Uma grande roda de mãos dadas enchendo a praça de luz e energia positiva. A oração foi emocionante.
O que faltou? Estavam presentes expressivos lideres religiosos da Diocese de Rondonopolis. Estavam presentes, o bispo Dom Juventino, Padre Franz, Padre Lothar e um padre que não recordo ter ouvido seu nome. Estavam presentes os lideres das pastorais , as lideres comunitárias da Pastoral da criança e voluntários como eu.
O que faltou, embora não tenha feito falta? Faltaram os lideres políticos da cidade e a mídia.
A cerimônia foi amena , pacata, linda em sua simplicidade, grande de emoção e significado.
A cerimônia continuou em um culto de ação de graças ,na igreja, também rico de significado e de força na fé.
O bispo Dom Juventino realmente emocionou nos todos ao lembrar que apenas uma criança salva já seria motivo de comemoração. Mas milhares ganharam saúde e vida plena com os cuidados da Pastoral nestes 25 anos, cuidado estendido também as crianças bororos.
E completou: “nos nossos dias choramos por um celular que caiu na água, uma roupa que se estragou ou um bem perdido ou estragado e não mais nos sensibilizamos por uma vida humana”
Pensei em mudanças ouvindo uma frase curta em uma cerimônia de ação de graças aos 25 anos da Pastoral da Criança em minha cidade.
O mundo sempre esta em ritmo de mudança. Nos últimos séculos a mudança foi ocorrendo em um ritmo meio constante, com evoluções e retrocessos, mas sempre mudando.
No século passado as mudanças se aceleraram. O telefone aproximou as pessoas, já podiam se falar mesmo estando longe.
A televisão levou noticias para dentro das casas, coisa restrita a noticia direta, por carta ou radio. Em tempos próximos já se sabia o que ocorreu semana passada, mês passado.
Nas ultimas décadas do século a televisão ficou mais rápida e acessível, e veio a internet. A gora temos a noticia em tempo real. Há um bombardeio e o vemos ao vivo e a cores. Uma catástrofe e estamos lá.
Podemos sair de viagem hoje e chegar a outro continente amanhã.
Dificilmente as boas novas serão tão rápidas. Elas também são notificadas , mas sem tanta ênfase.
Mudamos o foco do pensamento tão rápido quanto as noticias. Eu não gosto de me postar na frente de uma tela para ver desgraças, mas me pego vendo o telejornal! Procuro não assistir filmes violentos, mas a noticia de uma iminente guerra chama a minha atenção. Tomo partido em uma briga que não é minha.
Neste sábado , eu fui em uma comemoração aos 25 anos da Pastoral da criança em minha cidade. Fui colaboradora em seu inicio e daí nasceu uma gostosa amizade com a fundadora local, irmã Luiza. Irmã Luiza , uma madre salesiana que foi e é ( adoentada e longe de nos há um tempo) um exemplo de vida abnegada.
Eu me emocionei com a participação das lideres, com a homenagem a irmã Luiza e com o lindo abraço da paz. Uma grande roda de mãos dadas enchendo a praça de luz e energia positiva. A oração foi emocionante.
O que faltou? Estavam presentes expressivos lideres religiosos da Diocese de Rondonopolis. Estavam presentes, o bispo Dom Juventino, Padre Franz, Padre Lothar e um padre que não recordo ter ouvido seu nome. Estavam presentes os lideres das pastorais , as lideres comunitárias da Pastoral da criança e voluntários como eu.
O que faltou, embora não tenha feito falta? Faltaram os lideres políticos da cidade e a mídia.
A cerimônia foi amena , pacata, linda em sua simplicidade, grande de emoção e significado.
A cerimônia continuou em um culto de ação de graças ,na igreja, também rico de significado e de força na fé.
O bispo Dom Juventino realmente emocionou nos todos ao lembrar que apenas uma criança salva já seria motivo de comemoração. Mas milhares ganharam saúde e vida plena com os cuidados da Pastoral nestes 25 anos, cuidado estendido também as crianças bororos.
E completou: “nos nossos dias choramos por um celular que caiu na água, uma roupa que se estragou ou um bem perdido ou estragado e não mais nos sensibilizamos por uma vida humana”
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Gracila
Gracila
A cada dia que passo eu repenso meus conceitos e pré... conceitos.
A viagem foi tranqüila na estrada, com o tempo nublado a estrada estava vazia e a paisagem como sempre me fascina. Eu adoro dirigir em estrada. Não gosto nem de ouvir musica, gosto de ir olhando a paisagem, me deliciando com as imagens.
Esta viagem é mais uma vez para fazer compras no Paraguai. Eu gosto muito. Eu realmente me divirto.
Nesta viagem após andar bastante e comprar um pouco, saímos à tarde para passear. Encontramos uma praça com um lago e pedalinhos em forma de cisne.
Após o passeio de pedalinho, que merece um momento especial para descrevê-lo, após um banho de chuva torrencial, tomamos um banho e voltamos para tomar um sorvete. Ao lado da sorveteria tem uma loja de artesanato e eu, como sempre, não resisto à idéia de comprar algo para minha casa.
Andando pela exposição das peças de barro na parte externa da loja, vejo vasos e estatuas. Os vasos e estatuas são peças conhecidas e de pouco interesse. Acha-se em qualquer lugar.
Ai na parede exterior da casa eu vejo algumas peças rústicas, de barro, parecendo serem totalmente artesanais. São sois, luas e estrelas. Eu me virei para procurar alguém e perguntar o preço e levei um susto. A menos de um passo atrás de mim esta uma adolescente de uns 13 anos. Uma jovem paraguaia muito bonita, de traços suaves e delicados e uma voz melodiosa. Eu pergunto o preço e ela me responde e silencia. Nova pergunta nova resposta. Eu continuo olhando e ela me diz: tengo La artesania en el Paraguay sus. Eu demorei para entender e ela repetiu em meio espanhol, meio portugues.
Eu entrei, e fiquei extasiada. Existia dentro da casa inumeras peças de artesanato em barro, algumas belissimas.
Eu me encantei com 2 quadros de barro , rusticos, feitos a mão. Um deles retratando um trem no interior do Paraguai e outro retratando uma menina fazendo chipa como me diz Gracila.
Ela perdeu sua timidez frente a mina curiosidade e me contou sobre estas peças. Ela me disse que fazem em um vilarejo , na estrada que leva a Ipacaray. O vilarejo temu m bom barro e la tem uma cerámica. As mulheres utilizam as sobras e fazem estas peças. Ai eu entendí porque nao ha duas iguais!
As peças contam a historia do interior do país. Eu me emocionei com o entusiasmo da Gracila.
Eu realmente fiquei com vontade de conhecer um pouco mais deste país.
Comprei as duas peças e ganhei de brinde um carinhoso abraço.
A cada dia que passo eu repenso meus conceitos e pré... conceitos.
A viagem foi tranqüila na estrada, com o tempo nublado a estrada estava vazia e a paisagem como sempre me fascina. Eu adoro dirigir em estrada. Não gosto nem de ouvir musica, gosto de ir olhando a paisagem, me deliciando com as imagens.
Esta viagem é mais uma vez para fazer compras no Paraguai. Eu gosto muito. Eu realmente me divirto.
Nesta viagem após andar bastante e comprar um pouco, saímos à tarde para passear. Encontramos uma praça com um lago e pedalinhos em forma de cisne.
Após o passeio de pedalinho, que merece um momento especial para descrevê-lo, após um banho de chuva torrencial, tomamos um banho e voltamos para tomar um sorvete. Ao lado da sorveteria tem uma loja de artesanato e eu, como sempre, não resisto à idéia de comprar algo para minha casa.
Andando pela exposição das peças de barro na parte externa da loja, vejo vasos e estatuas. Os vasos e estatuas são peças conhecidas e de pouco interesse. Acha-se em qualquer lugar.
Ai na parede exterior da casa eu vejo algumas peças rústicas, de barro, parecendo serem totalmente artesanais. São sois, luas e estrelas. Eu me virei para procurar alguém e perguntar o preço e levei um susto. A menos de um passo atrás de mim esta uma adolescente de uns 13 anos. Uma jovem paraguaia muito bonita, de traços suaves e delicados e uma voz melodiosa. Eu pergunto o preço e ela me responde e silencia. Nova pergunta nova resposta. Eu continuo olhando e ela me diz: tengo La artesania en el Paraguay sus. Eu demorei para entender e ela repetiu em meio espanhol, meio portugues.
Eu entrei, e fiquei extasiada. Existia dentro da casa inumeras peças de artesanato em barro, algumas belissimas.
Eu me encantei com 2 quadros de barro , rusticos, feitos a mão. Um deles retratando um trem no interior do Paraguai e outro retratando uma menina fazendo chipa como me diz Gracila.
Ela perdeu sua timidez frente a mina curiosidade e me contou sobre estas peças. Ela me disse que fazem em um vilarejo , na estrada que leva a Ipacaray. O vilarejo temu m bom barro e la tem uma cerámica. As mulheres utilizam as sobras e fazem estas peças. Ai eu entendí porque nao ha duas iguais!
As peças contam a historia do interior do país. Eu me emocionei com o entusiasmo da Gracila.
Eu realmente fiquei com vontade de conhecer um pouco mais deste país.
Comprei as duas peças e ganhei de brinde um carinhoso abraço.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A viagem do elefante
A viagem do elefante
Eu gosto muito de ler. Eu leio muito.
Eu só me lembro de 3 situações em que parei a leitura de um livro sem finalizar. O primeiro livro que eu abandonei, sem finalizar, eu ainda tenciono reler um dia, os outros dois , eu realmente não me arrependo de ter parado a leitura, nem de ter doado o livro.
Ler é sempre, para mim, uma aventura. Ler é como viajar, conhece-se coisas novas, lugares novos, novas pessoas.
Há meses atrás eu comprei um livro de um autor que eu adoro, Saramago. O livro é “A viagem do elefante”. Saramago sempre surpreende , a narrativa sempre me prende, vou acompanhando interessada e curiosa pela próxima pagina.
Com este livro, embora fosse prazeroso de ler em seu inicio, eu empaquei, não conseguia passar da metade. Por varias vezes eu parei, tinha que recomeçar varias paginas antes. Ai eu parei. Disse a mim mesma , chega, vou dar um tempo.
Passaram-se algumas semanas e ai , em uma chuvosa tarde, de um preguiçoso sábado, retomei desde a primeira pagina , a leitura da viagem do elefante.
Eu finalmente consegui entrar no livro. Eu realmente e literalmente entrei na historia e consegui iniciar a “viagem do elefante”. A leitura fluiu porque foi fácil, desta vez, estar lá, viajando, sentindo o vento, vendo o caminho, imaginando e criando ao ler as paisagens os locais e o elefante, lógico.
Ë um bom livro, uma leitura mais leve do que habitualmente é a obra de Saramago. É uma leitura menos densa , mas não menos interessante.
Ufa! Terminei o livro.
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
Saramago
“’ Sempre acabamos por chegar aonde nos esperam".
Finalmente este livro conseguiu ser para mim “uma viagem”.
Eu gosto muito de ler. Eu leio muito.
Eu só me lembro de 3 situações em que parei a leitura de um livro sem finalizar. O primeiro livro que eu abandonei, sem finalizar, eu ainda tenciono reler um dia, os outros dois , eu realmente não me arrependo de ter parado a leitura, nem de ter doado o livro.
Ler é sempre, para mim, uma aventura. Ler é como viajar, conhece-se coisas novas, lugares novos, novas pessoas.
Há meses atrás eu comprei um livro de um autor que eu adoro, Saramago. O livro é “A viagem do elefante”. Saramago sempre surpreende , a narrativa sempre me prende, vou acompanhando interessada e curiosa pela próxima pagina.
Com este livro, embora fosse prazeroso de ler em seu inicio, eu empaquei, não conseguia passar da metade. Por varias vezes eu parei, tinha que recomeçar varias paginas antes. Ai eu parei. Disse a mim mesma , chega, vou dar um tempo.
Passaram-se algumas semanas e ai , em uma chuvosa tarde, de um preguiçoso sábado, retomei desde a primeira pagina , a leitura da viagem do elefante.
Eu finalmente consegui entrar no livro. Eu realmente e literalmente entrei na historia e consegui iniciar a “viagem do elefante”. A leitura fluiu porque foi fácil, desta vez, estar lá, viajando, sentindo o vento, vendo o caminho, imaginando e criando ao ler as paisagens os locais e o elefante, lógico.
Ë um bom livro, uma leitura mais leve do que habitualmente é a obra de Saramago. É uma leitura menos densa , mas não menos interessante.
Ufa! Terminei o livro.
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
Saramago
“’ Sempre acabamos por chegar aonde nos esperam".
Finalmente este livro conseguiu ser para mim “uma viagem”.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
baile
BAILE Do DIA DOS NAMORADOS
A memória humana é engraçada, ela privilegia mais as situações muito alegres , muito tristes ou hilárias. Esta hoje é bastante divertida, mas foi angustiante no momento em que vivenciei esta situação.
Eu me preparei muito para o baile do dia dos namorados de 1968. Foi um mês depois da data do meu aniversario de 15 anos. Minha mãe fez um lindo vestido para que eu usasse na festa. Um vestido de mangas longas e saia evase, vermelho em veludo cotele. Pouco escandaloso, né? Eu me arrumei toda , cabelo com bobs e ai touca para alisar , maquiagem impecável e ai o vestido, o fatídico vestido vermelho com camisa branca aparecendo apenas golas e punhos , cinto preto e sapatos pretos.
Saímos de casa e eu estava me sentindo maravilhosa, estupendamente linda. Chegamos a APEA (Associação Prudentina de Esportes Atléticos) para o baile e eu subindo as escadas , praticamente desfilando , dou de cara com meu namorado. Que susto!
Ele estava vestido de calça de veludo cotele vermelha, camisa branca, blusa de lã vermelha , cinto preto e sapatos pretos. Eu queria que uma cratera se abrisse e eu sumisse ali mesmo. Mas não aconteceu.
A minha raiva e minha indignação aumentaram porque tanto ele como as três “traidoras” que estavam comigo desandaram a rir convulsivamente. Que ódio!
Eu precisei de alguns minutos para me adaptar, mesmo assim sofremos com as piadinhas a noite toda.
Eu abri meu guarda roupa e realmente eu nunca mais comprei um vestido vermelho. Eu vou comprar um e vencer este ”trauma”.
A memória humana é engraçada, ela privilegia mais as situações muito alegres , muito tristes ou hilárias. Esta hoje é bastante divertida, mas foi angustiante no momento em que vivenciei esta situação.
Eu me preparei muito para o baile do dia dos namorados de 1968. Foi um mês depois da data do meu aniversario de 15 anos. Minha mãe fez um lindo vestido para que eu usasse na festa. Um vestido de mangas longas e saia evase, vermelho em veludo cotele. Pouco escandaloso, né? Eu me arrumei toda , cabelo com bobs e ai touca para alisar , maquiagem impecável e ai o vestido, o fatídico vestido vermelho com camisa branca aparecendo apenas golas e punhos , cinto preto e sapatos pretos.
Saímos de casa e eu estava me sentindo maravilhosa, estupendamente linda. Chegamos a APEA (Associação Prudentina de Esportes Atléticos) para o baile e eu subindo as escadas , praticamente desfilando , dou de cara com meu namorado. Que susto!
Ele estava vestido de calça de veludo cotele vermelha, camisa branca, blusa de lã vermelha , cinto preto e sapatos pretos. Eu queria que uma cratera se abrisse e eu sumisse ali mesmo. Mas não aconteceu.
A minha raiva e minha indignação aumentaram porque tanto ele como as três “traidoras” que estavam comigo desandaram a rir convulsivamente. Que ódio!
Eu precisei de alguns minutos para me adaptar, mesmo assim sofremos com as piadinhas a noite toda.
Eu abri meu guarda roupa e realmente eu nunca mais comprei um vestido vermelho. Eu vou comprar um e vencer este ”trauma”.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Amor de antigamente
Em inicio de 1940, morando no mosteiro com uma população alemã, e com pouco contato com brasileiros da cidade, nosso pai fala apenas um pouco de português. Ele entende um pouco da língua e fala um pouco.
No inicio da semana santa do ano de 1940, em um sábado num jogo de futebol ele viu pela primeira vez Leonor, nossa mãe. Ela e as irmãs vinham de carroça para a cidade de Itaporanga. A família morava na fazenda Gaspar ente Ribeirão Vermelho do Sul (distrito de Itaporanga na época) e eles plantavam milho. Nos fins de semana, para conseguir dinheiro para comprar açúcar, óleo e sal e itens que não produziam, elas iam de carroça vender milho, pamonha (eu aprendi os segredos de uma fantástica pamonha com mamãe) e tudo o mais. Por anos ri junto com a mamãe, lembrando que elas vendiam o saudável mel e o melado de cana para comprar açúcar branco... Para usarem como remédio. Hoje mel e melado é que são remédio!
Um olhou para o outro e mamãe sempre nos lembrou o quanto o achou lindo, muito lindo. Não nos esqueçamos que a família fazia gosto que ela se casasse com um primo e ela nunca quis. O jogo foi no sábado e no dia seguinte eles ficaram se olhando e se conheceram na sacristia.
No sábado seguinte, volta mamãe, suas irmãs e primas para vender pamonha para a festa (em interior sábado de aleluia tem quermesse alem da cerimônia religiosa) e mamãe trazem seus maravilhosos cachos de rosas brancas que ela plantava para enfeitar a igreja. Quem a ajuda? Papai, lógico. Ambos muito católicos se reencontram na igreja.
Olha-se daqui, olha-se de lá e uma semana depois papai vai ao sitio e pede a mão de nossa mãe em casamento.
Atentemos para um pequeno detalhe, ela é uma mulher bonita, forte, trabalhadora, muito religiosa, mas analfabeta. Ele é um homem bonito, elegante, culto, muito religioso e fala três línguas. Ele fala em alemão e muito pouco em português. Ela fala em português, e não entende nada em alemão. A única linguagem comum foi o amor.
Foram 42 dias entre o primeiro olhar e a cerimônia de casamento e 40 anos o tempo que o casamento durou, ate o falecimento de nosso pai. Durante 40 anos nosso pai trouxe um ramalhete de flores do campo dia 02 de junho, aniversario de casamento. No inicio as flores eram mesmo colhidas no campo.
Quando esteve doente pediu a minha irmã que providenciasse as flores.
No inicio da semana santa do ano de 1940, em um sábado num jogo de futebol ele viu pela primeira vez Leonor, nossa mãe. Ela e as irmãs vinham de carroça para a cidade de Itaporanga. A família morava na fazenda Gaspar ente Ribeirão Vermelho do Sul (distrito de Itaporanga na época) e eles plantavam milho. Nos fins de semana, para conseguir dinheiro para comprar açúcar, óleo e sal e itens que não produziam, elas iam de carroça vender milho, pamonha (eu aprendi os segredos de uma fantástica pamonha com mamãe) e tudo o mais. Por anos ri junto com a mamãe, lembrando que elas vendiam o saudável mel e o melado de cana para comprar açúcar branco... Para usarem como remédio. Hoje mel e melado é que são remédio!
Um olhou para o outro e mamãe sempre nos lembrou o quanto o achou lindo, muito lindo. Não nos esqueçamos que a família fazia gosto que ela se casasse com um primo e ela nunca quis. O jogo foi no sábado e no dia seguinte eles ficaram se olhando e se conheceram na sacristia.
No sábado seguinte, volta mamãe, suas irmãs e primas para vender pamonha para a festa (em interior sábado de aleluia tem quermesse alem da cerimônia religiosa) e mamãe trazem seus maravilhosos cachos de rosas brancas que ela plantava para enfeitar a igreja. Quem a ajuda? Papai, lógico. Ambos muito católicos se reencontram na igreja.
Olha-se daqui, olha-se de lá e uma semana depois papai vai ao sitio e pede a mão de nossa mãe em casamento.
Atentemos para um pequeno detalhe, ela é uma mulher bonita, forte, trabalhadora, muito religiosa, mas analfabeta. Ele é um homem bonito, elegante, culto, muito religioso e fala três línguas. Ele fala em alemão e muito pouco em português. Ela fala em português, e não entende nada em alemão. A única linguagem comum foi o amor.
Foram 42 dias entre o primeiro olhar e a cerimônia de casamento e 40 anos o tempo que o casamento durou, ate o falecimento de nosso pai. Durante 40 anos nosso pai trouxe um ramalhete de flores do campo dia 02 de junho, aniversario de casamento. No inicio as flores eram mesmo colhidas no campo.
Quando esteve doente pediu a minha irmã que providenciasse as flores.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
INVERNO DE UMA VIDA
INVERNO DE UMA VIDA
Estava vendo uma imagem de jardins nas minhas fotos , ai continuei curiosa vendo jardins maravilhosos na net. Lindos jardins na Holanda, os campos de lavanda na França, encostas de hortencias azuis no Sul do Brasil, as orquídeas da Amazonia...
Pensando nas imagens eu me lembrei de um texto que li sobre as estações do ano e o tempo da vida humana.
Eu realmente concordo que a infância é como um jardim cheio de flores diferentes , misturadas, sem muita ordem. Uma brincadeira como a infância tambem é rica delas
A adolescência parece-me mais um jardim que muda. Interessante ,variado, com pontos coloridos, um verde entremeado, flores de tamanhos e formas variadas e cores exuberantes. Muda a cada modo como se olha. Como os jovens com suas mudanças de humor, de estado de espírito, de gostos e de modismos.
Estas duas fases vão sempre me lembrar a primavera com sua exuberância. Tudo brota. Tudo cresce.
Ai vem o verão, ah o verão, tempo quente de sair a rua , de buscar prazer e alegrias. Tempo de desfrutar do sol, das poucas nuvens , das chuvas rápidas. Sempre vão me lembrar as flores brancas e vermelhas, mas principalmente vão me lembrar da praia. Esta lembrança me remete ao começo da vida adulta. Sempre exuberante mas mesclado de compromissos.Se for um jardim será um jardim certinho...um jardim botânico talvez?
Ah o outono! Mês das lindas flores em final de temporada, mas principalmente mês das folhas amarelas e avermelhadas que caem abundantemente. Fase da vida adulta que já esta organizada, que se sabe o que se quer ... um campo de lavandas em Florence, quem sabe um magnífico jardim de papoulas na Holanda?
Neste texto o inverno nos remetia ao período da terceira idade, de frio, vento, cor cinza e neve. Mesmo? E as flores?
Meditei bastante e não concordo. Da para ter muita alegria e flores e cores em qualquer idade. Da para ver o sol que reflete o branco da neve. Da para brincar de olhar as nuvens .
O mais surpreendente é que também da para brotar e florir na neve!!!
Estava vendo uma imagem de jardins nas minhas fotos , ai continuei curiosa vendo jardins maravilhosos na net. Lindos jardins na Holanda, os campos de lavanda na França, encostas de hortencias azuis no Sul do Brasil, as orquídeas da Amazonia...
Pensando nas imagens eu me lembrei de um texto que li sobre as estações do ano e o tempo da vida humana.
Eu realmente concordo que a infância é como um jardim cheio de flores diferentes , misturadas, sem muita ordem. Uma brincadeira como a infância tambem é rica delas
A adolescência parece-me mais um jardim que muda. Interessante ,variado, com pontos coloridos, um verde entremeado, flores de tamanhos e formas variadas e cores exuberantes. Muda a cada modo como se olha. Como os jovens com suas mudanças de humor, de estado de espírito, de gostos e de modismos.
Estas duas fases vão sempre me lembrar a primavera com sua exuberância. Tudo brota. Tudo cresce.
Ai vem o verão, ah o verão, tempo quente de sair a rua , de buscar prazer e alegrias. Tempo de desfrutar do sol, das poucas nuvens , das chuvas rápidas. Sempre vão me lembrar as flores brancas e vermelhas, mas principalmente vão me lembrar da praia. Esta lembrança me remete ao começo da vida adulta. Sempre exuberante mas mesclado de compromissos.Se for um jardim será um jardim certinho...um jardim botânico talvez?
Ah o outono! Mês das lindas flores em final de temporada, mas principalmente mês das folhas amarelas e avermelhadas que caem abundantemente. Fase da vida adulta que já esta organizada, que se sabe o que se quer ... um campo de lavandas em Florence, quem sabe um magnífico jardim de papoulas na Holanda?
Neste texto o inverno nos remetia ao período da terceira idade, de frio, vento, cor cinza e neve. Mesmo? E as flores?
Meditei bastante e não concordo. Da para ter muita alegria e flores e cores em qualquer idade. Da para ver o sol que reflete o branco da neve. Da para brincar de olhar as nuvens .
O mais surpreendente é que também da para brotar e florir na neve!!!
Assinar:
Postagens (Atom)



























