Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Cora Coralina
Graça tem viver diferente cada dia que parece igual.
É tarde. Tarde do dia , com céu vermelho a anunciar a noite . Tarde no tempo para permanecer ao léu sentindo a brisa morna a me envolver. Tarde na disposição para se levantar e sair. O vermelho se acentua e se mescla com o cinza azulado pedindo que me vá. Resisto. Vou esperar as primeiras estrelas, aí me vou. As estrelas são mágicas, como pedaços de brilhantes no veludo azul do céu, mas o que me fascina é a lua, não o astro visitado pelo homem, mas o local mágico dos sonhos que me desperta o desejo de sonhar. No começo da noite a lua cheia ao subir é linda e me emociona , me remete à adolescência, aos longos períodos de devaneio ao luar...
A lua sobe e se rodeia das estrelas, no fundo azul quase negro, iluminando o céu. Com o passar dos anos perdi parte do habito de usar um pouco do tempo para sonhar , olhar o céu , as nuvens, um tempo para não se fazer nada , um tempo sozinha.
Para amar a vida é preciso tempo e dedicação, é preciso “enxergar” a vida pulsando no sol do dia, no negro da noite, no brilho das estrelas, no fascinante luar, na brisa do vento, para podermos também enxergar a vida no sorriso do amigo, no beijo dos filhos, em todo e qualquer “simples dia”. É preciso se amar.
...numa linda praia isolada...
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
18 de outubro
Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Confúcio
Como ainda sou jovem na profissão , somente 33 anos e 11 meses, ainda estou aprendendo e estudando e tentando crescer.
Apenas gostaria neste dia de manter ainda a esperança de ver a Medicina resgatada em seu valor, sua dignidade e sua importancia.
Confúcio
Como ainda sou jovem na profissão , somente 33 anos e 11 meses, ainda estou aprendendo e estudando e tentando crescer.
Apenas gostaria neste dia de manter ainda a esperança de ver a Medicina resgatada em seu valor, sua dignidade e sua importancia.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O que dá sentido à vida
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina
A maturidade nos faz ver a vida com outros olhos. São os olhos da experiencia, da paciencia e da compreensão. Feliz aquele que adentra a meia idade ainda com o coração jovem, que vê a vida de uma maneira luminosa, em todo seu esplendor. Ana Helena
"Todos estamos matriculados
na escola da vida,
onde o mestre é o tempo".
Cora Coralina
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina
A maturidade nos faz ver a vida com outros olhos. São os olhos da experiencia, da paciencia e da compreensão. Feliz aquele que adentra a meia idade ainda com o coração jovem, que vê a vida de uma maneira luminosa, em todo seu esplendor. Ana Helena
"Todos estamos matriculados
na escola da vida,
onde o mestre é o tempo".
Cora Coralina
sábado, 15 de outubro de 2011
DIA DOS PROFESSORES
Estar escrevendo o livro de memorias da familia me fez debruçar de maneira minuciosa sobre a historia de vida de Professor Krisam , meu pai. Ele sempre foi um apaixonado mestre, professor e diretor durante toda a sua vida. Nunca se conformou com a mesmice ou com a rotina. Ele cresceu um colegio, respeitou a cultura e as diferenças. Sempre amou a profissão.
Este discurso de nomeacao de um colegio com o seu nome, ato ja revertido politicamente ha alguns anos, demonstra um pouco o que ele era. Nao é apenas a filha orgulhosa escrevendo . A memoria de seu trabalho atravessa os anos , desde a sua partida. Nao perde nem a força nem a importancia. Ele mudou a vida de muitos jovens, deu sentido e significado. Esta é a função de um mestre. Se o mestre, se o professor,ama o que faz, ele faz diferenca.
Feliz dia dos professores, voces merecem nossa admiração,e nosso respeito .
Discurso proferido pelo professor Luiz Gonzaga dos Santos, carinhosamente chamado de Lugo, na cidade de Presidente Prudente, em 16 de dezembro de 1981, na cerimônia de nomeação da escola com o nome de Krisam Martin como seu patrono.
“Nos últimos anos Presidente Prudente viu varias de suas escolas receberem nomes de professores do antigo I.E. “Fernando Costa”: Maria Luisa Bastos, Hugo Miele, Placidio Braga Nogueira, e João Ceribeli Paca. Um seu dedicado funcionário, João Sebastião Lisboa, é patrono de outro estabelecimento. O criador do antigo Ginásio do Estado Dr. Domingos Leonardo Cerávolo, dá nome a outra unidade.
Hoje, neste educandário prestam-se homenagens a Krisam Martin, a partir de agora seu patrono.
Krisam Martin, nascido em 1907, em Mertesdorf, na Alemanha, lá fez o curso primário e o secundário. Entre 1929 e 1932 freqüentou a Faculdade de Filosofia e de Teologia em Trier. Justamente nos anos que antecederam a implantação do regime nazista. Era amigo pessoal de Faulhaber, o cardeal que mais se opôs ao Nacional – Socialismo de Adolf Hitler. Foi líder atuante da Juventude Católica, principal obstáculo à expansão do Nazismo.
Por sua participação marcante na defesa da Democracia e dos Ideais Cristãos, foi preso e repetidas vezes severa e cruelmente interrogado pela Gestapo. Conseguiu escapar, como inúmeras vezes me narrou, atravessando a fronteira a pé, em noite de tempestade, com ajuda da comunidade católica.
Ainda moço chegou ao Brasil e se naturalizou. Foi residir em Itaporanga, onde se dedicou à agricultura e a aulas particulares de matemática.
Transferiu-se para Lucélia e chegou a Martinopolis, sempre como professor de Matemática e de Frances.
Em 1955, aprovado no concurso de Ingresso na disciplina de Frances, efetivou-se no então I.E. “Fernando Costa” de nossa cidade.
Desde janeiro de 1964, ate sua aposentadoria, respondeu pela direção daquele estabelecimento.
Foram 14 anos que marcaram e definiram uma administração como pioneira em vários sentidos.
Seu predecessor, o Professor Luiz de Carvalho Gomes, anos antes tomara uma iniciativa que depois foi incentivada pela Secretaria de Educação: a implantação das extensões, as chamadas “filiais”.
Na época o Curso Primário tinha 4 anos de duração. O secundário, com o ginásio e o colégio somados, sete. Como os prédios do Primário ficavam totalmente ociosos à noite, e por vezes parcialmente no período diurno, Luiz de Carvalho Gomes iniciou a ocupação dos espaços vazios. Esta política educacional foi corajosamente desenvolvida e ampliada por Krisam Martin. Prudente chegou a sediar o maior colégio oficial da America Latina, com mais de 7000 alunos. Cada Unidade passou a ter um assistente de Direção, sob a direção responsável de Krisam Martin. Foi ele quem massificou a Educação, quem quebrou o elitismo que caracterizava o Ensino Oficial.
Milhares de jovens, passaram a ter condições de estudo à noite. Se puderam realizar o Curso Secundário e tantos e tantos ate concluíram o Superior deve isso à coragem e à visão social desses dois Educadores.
Recentemente o Comandante do 18* Batalhão de Policia Militar, o Major Edson Gonçalves, afirmou em palestra que o índice de criminalidade em P. Prudente é mais baixo do que em qualquer outra sede de Região Administrativa. Chega à metade e ate a terça parte de outras cidades de igual porte. Nós acrescentamos com toda segurança que isso se deve a essa sistemática educacional implantada aqui no inicio da década de 60. As salas de aula, povoadas de alunos, à noite, em todos os bairros de nossa cidade, garantiram a presente situação. Quantos que se firmaram ao lado do Bem e da Virtude, escapando do crime e da prostituição- e talvez nem o saibam hoje – porque a escola oficial e gratuita abriu para eles todos, indistintamente, suas portas e suas salas.
Tirou-os da vadiagem das ruas e da promiscuidade dos barracos e por quatro horas diárias, colocou-os sob a orientação dos professores. Confirmava-se , a cada dia, que a Educação é o maior investimento que o Estado pode concretizar.
Krisam Martin implantou também a descentralização administrativa: repartia atribuições com professores e funcionários – e neles confiava. Alem da eficaz Assistente de Direção, Professora Mirela Pesce Desideri, havia, entre tantos outros , o grande Aristeu Santos de Oliveira, supervisor do Pluri. Grupos de professores eram responsáveis pela analise de transferência de alunos, pela limpeza e conservação do prédio, pelos jardins e pátios, pela cantina , pelos laboratórios e pela biblioteca. Um grupo se encarregava de ajudá-lo na disciplina.
Tendo sofrido prisão política e tortura na juventude, vivenciou bem o pensamento de um filosofo seu conterrâneo: “Toda canção de liberdade vem do cárcere”. Na direção , sua primeira preocupação foi abrir os portões do I.E. , aos alunos, incentivando-os à liberdade com responsabilidade. Sempre tratou os alunos , professores e funcionários como gente.
Apenas dois meses e meio após sua designação para diretor do I.E. , deu-se o movimento de 31 de março de 1964. Diante da onda de boatos de que professores da sua escola seriam presos, Krisam procurou pessoalmente as autoridades policiais e se responsabilizou por seus professores e funcionários. Tinha plena consciência de que tal atitude poderia custar-lhe o cargo, mas a tomou e a sustentou. Na idade madura, aos 60 anos, mantinha viva e bem acesa as chamas de ideais de jovem.
A preocupação de muitos profissionais é esquecer a repartição quando dela saem ao final do expediente diário. Krisam alugou uma casa velha e humilde, bem ao lado de sua escola, para nela residir e sentir mais de perto seus problemas, suas necessidades e suas angustias.
É por isso, dona Leonor Marcondes de Oliveira Krisam, que seu marido foi tão amado pelos que com ele conviveram. Mesmo tendo deixado Prudente, para ficar próximo das filhas, genros e netos, Krisam jamais foi esquecido.
O dar seu nome a uma Escola, é apenas o reconhecimento material dos sentimentos íntimos de gratidão da comunidade da Alta Sorocabana ao diretor, ao professor e principalmente ao ser humano que foi Krisam Martin.
Senhor diretor, professor Reinaldo Lourenço Siqueira, expresso minha alegria e agradecimento pela oportunidade de tentar traçar um breve perfil do Patrono.
A Familia do homenageado, pela viúva, dona Leonor, pelas filhas Maria Catarina, Ana Helena e Elisabeth, pelos demais parentes e afins, pediu-me que em seu nome externasse sua gratidão a todos os responsáveis por esta homenagem. Ao Deputado Walter lemes Soares, autor do Projeto, ao ex-vereador Jose Alves Sobrinho, ao diretor, aos professores, aos funcionários e aos alunos deste Educandario. Esta Escola , situada em bairro humilde e de trabalhadores, - como humilde e trabalhosa foi a vida do Patrono- temos a convicção , muito honrara a sua memória.
Presidente Prudente , 16 de dezembro de 1981.
Professor Krisam
Professor Krisam e Professor Lugo- Luiz Gonzaga
Este discurso de nomeacao de um colegio com o seu nome, ato ja revertido politicamente ha alguns anos, demonstra um pouco o que ele era. Nao é apenas a filha orgulhosa escrevendo . A memoria de seu trabalho atravessa os anos , desde a sua partida. Nao perde nem a força nem a importancia. Ele mudou a vida de muitos jovens, deu sentido e significado. Esta é a função de um mestre. Se o mestre, se o professor,ama o que faz, ele faz diferenca.
Feliz dia dos professores, voces merecem nossa admiração,e nosso respeito .
Discurso proferido pelo professor Luiz Gonzaga dos Santos, carinhosamente chamado de Lugo, na cidade de Presidente Prudente, em 16 de dezembro de 1981, na cerimônia de nomeação da escola com o nome de Krisam Martin como seu patrono.
“Nos últimos anos Presidente Prudente viu varias de suas escolas receberem nomes de professores do antigo I.E. “Fernando Costa”: Maria Luisa Bastos, Hugo Miele, Placidio Braga Nogueira, e João Ceribeli Paca. Um seu dedicado funcionário, João Sebastião Lisboa, é patrono de outro estabelecimento. O criador do antigo Ginásio do Estado Dr. Domingos Leonardo Cerávolo, dá nome a outra unidade.
Hoje, neste educandário prestam-se homenagens a Krisam Martin, a partir de agora seu patrono.
Krisam Martin, nascido em 1907, em Mertesdorf, na Alemanha, lá fez o curso primário e o secundário. Entre 1929 e 1932 freqüentou a Faculdade de Filosofia e de Teologia em Trier. Justamente nos anos que antecederam a implantação do regime nazista. Era amigo pessoal de Faulhaber, o cardeal que mais se opôs ao Nacional – Socialismo de Adolf Hitler. Foi líder atuante da Juventude Católica, principal obstáculo à expansão do Nazismo.
Por sua participação marcante na defesa da Democracia e dos Ideais Cristãos, foi preso e repetidas vezes severa e cruelmente interrogado pela Gestapo. Conseguiu escapar, como inúmeras vezes me narrou, atravessando a fronteira a pé, em noite de tempestade, com ajuda da comunidade católica.
Ainda moço chegou ao Brasil e se naturalizou. Foi residir em Itaporanga, onde se dedicou à agricultura e a aulas particulares de matemática.
Transferiu-se para Lucélia e chegou a Martinopolis, sempre como professor de Matemática e de Frances.
Em 1955, aprovado no concurso de Ingresso na disciplina de Frances, efetivou-se no então I.E. “Fernando Costa” de nossa cidade.
Desde janeiro de 1964, ate sua aposentadoria, respondeu pela direção daquele estabelecimento.
Foram 14 anos que marcaram e definiram uma administração como pioneira em vários sentidos.
Seu predecessor, o Professor Luiz de Carvalho Gomes, anos antes tomara uma iniciativa que depois foi incentivada pela Secretaria de Educação: a implantação das extensões, as chamadas “filiais”.
Na época o Curso Primário tinha 4 anos de duração. O secundário, com o ginásio e o colégio somados, sete. Como os prédios do Primário ficavam totalmente ociosos à noite, e por vezes parcialmente no período diurno, Luiz de Carvalho Gomes iniciou a ocupação dos espaços vazios. Esta política educacional foi corajosamente desenvolvida e ampliada por Krisam Martin. Prudente chegou a sediar o maior colégio oficial da America Latina, com mais de 7000 alunos. Cada Unidade passou a ter um assistente de Direção, sob a direção responsável de Krisam Martin. Foi ele quem massificou a Educação, quem quebrou o elitismo que caracterizava o Ensino Oficial.
Milhares de jovens, passaram a ter condições de estudo à noite. Se puderam realizar o Curso Secundário e tantos e tantos ate concluíram o Superior deve isso à coragem e à visão social desses dois Educadores.
Recentemente o Comandante do 18* Batalhão de Policia Militar, o Major Edson Gonçalves, afirmou em palestra que o índice de criminalidade em P. Prudente é mais baixo do que em qualquer outra sede de Região Administrativa. Chega à metade e ate a terça parte de outras cidades de igual porte. Nós acrescentamos com toda segurança que isso se deve a essa sistemática educacional implantada aqui no inicio da década de 60. As salas de aula, povoadas de alunos, à noite, em todos os bairros de nossa cidade, garantiram a presente situação. Quantos que se firmaram ao lado do Bem e da Virtude, escapando do crime e da prostituição- e talvez nem o saibam hoje – porque a escola oficial e gratuita abriu para eles todos, indistintamente, suas portas e suas salas.
Tirou-os da vadiagem das ruas e da promiscuidade dos barracos e por quatro horas diárias, colocou-os sob a orientação dos professores. Confirmava-se , a cada dia, que a Educação é o maior investimento que o Estado pode concretizar.
Krisam Martin implantou também a descentralização administrativa: repartia atribuições com professores e funcionários – e neles confiava. Alem da eficaz Assistente de Direção, Professora Mirela Pesce Desideri, havia, entre tantos outros , o grande Aristeu Santos de Oliveira, supervisor do Pluri. Grupos de professores eram responsáveis pela analise de transferência de alunos, pela limpeza e conservação do prédio, pelos jardins e pátios, pela cantina , pelos laboratórios e pela biblioteca. Um grupo se encarregava de ajudá-lo na disciplina.
Tendo sofrido prisão política e tortura na juventude, vivenciou bem o pensamento de um filosofo seu conterrâneo: “Toda canção de liberdade vem do cárcere”. Na direção , sua primeira preocupação foi abrir os portões do I.E. , aos alunos, incentivando-os à liberdade com responsabilidade. Sempre tratou os alunos , professores e funcionários como gente.
Apenas dois meses e meio após sua designação para diretor do I.E. , deu-se o movimento de 31 de março de 1964. Diante da onda de boatos de que professores da sua escola seriam presos, Krisam procurou pessoalmente as autoridades policiais e se responsabilizou por seus professores e funcionários. Tinha plena consciência de que tal atitude poderia custar-lhe o cargo, mas a tomou e a sustentou. Na idade madura, aos 60 anos, mantinha viva e bem acesa as chamas de ideais de jovem.
A preocupação de muitos profissionais é esquecer a repartição quando dela saem ao final do expediente diário. Krisam alugou uma casa velha e humilde, bem ao lado de sua escola, para nela residir e sentir mais de perto seus problemas, suas necessidades e suas angustias.
É por isso, dona Leonor Marcondes de Oliveira Krisam, que seu marido foi tão amado pelos que com ele conviveram. Mesmo tendo deixado Prudente, para ficar próximo das filhas, genros e netos, Krisam jamais foi esquecido.
O dar seu nome a uma Escola, é apenas o reconhecimento material dos sentimentos íntimos de gratidão da comunidade da Alta Sorocabana ao diretor, ao professor e principalmente ao ser humano que foi Krisam Martin.
Senhor diretor, professor Reinaldo Lourenço Siqueira, expresso minha alegria e agradecimento pela oportunidade de tentar traçar um breve perfil do Patrono.
A Familia do homenageado, pela viúva, dona Leonor, pelas filhas Maria Catarina, Ana Helena e Elisabeth, pelos demais parentes e afins, pediu-me que em seu nome externasse sua gratidão a todos os responsáveis por esta homenagem. Ao Deputado Walter lemes Soares, autor do Projeto, ao ex-vereador Jose Alves Sobrinho, ao diretor, aos professores, aos funcionários e aos alunos deste Educandario. Esta Escola , situada em bairro humilde e de trabalhadores, - como humilde e trabalhosa foi a vida do Patrono- temos a convicção , muito honrara a sua memória.
Presidente Prudente , 16 de dezembro de 1981.
Professor Krisam
Professor Krisam e Professor Lugo- Luiz Gonzaga
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
VIDA DE ADULTO
Vida de adulto
Às vezes me pergunto o que é crescer ?
Uma amiga, colega de trabalho me pergunta um dia: você anda na rua falando sozinha? Eu? Será? É, pensando bem eu falo e converso comigo enquanto passeio sozinha. Nunca pensei nesta atitude de falar sozinha como algo estranho, para mim é normal. Como acho normal tomar sorvete de casquinha, tomar suco andando na rua, cantarolar, rir de coisas engraçadas, olhar os passarinhos. Eu acho normal rir de pequenas coisas, fazer caretas no espelho, admirar crianças brincando.
Eu trabalho com crianças e tenho 3 filhas, sobrinhos e sobrinhas algumas de família, outras de empréstimo. Tenho hoje uma neta postiça. E tenho um gato e uma cachorrinha. Eu sou plena de motivos para me considerar “louca” o suficiente para rir da vida.
Que culpa tenho eu de gostar de pipoca, de rir alto, de amar poesias, de gostar de desenho, tanto de desenhar como de desenho animado na TV, de ler gibi. Eu também gosto de correr na chuva, mexer com barro (de maneira adulta com argila, obvio). Gosto de musicas , tanto das clássicas como de varias outras opções.
Eu também tenho o outro lado, serio, de responsabilidades, de família, de profissão, de ler (que gosto muito), ter minhas próprias idéias, e ate ser séria quando necessário.
Mas se eu misturo os meus dois lados me taxam de doida, e me mandam crescer.
Mas eu não quero crescer, não este crescer que anula a criança que teima em continuar viva dentro de mim. Sem isto a vida não vale à pena.
Às vezes me pergunto o que é crescer ?
Uma amiga, colega de trabalho me pergunta um dia: você anda na rua falando sozinha? Eu? Será? É, pensando bem eu falo e converso comigo enquanto passeio sozinha. Nunca pensei nesta atitude de falar sozinha como algo estranho, para mim é normal. Como acho normal tomar sorvete de casquinha, tomar suco andando na rua, cantarolar, rir de coisas engraçadas, olhar os passarinhos. Eu acho normal rir de pequenas coisas, fazer caretas no espelho, admirar crianças brincando.
Eu trabalho com crianças e tenho 3 filhas, sobrinhos e sobrinhas algumas de família, outras de empréstimo. Tenho hoje uma neta postiça. E tenho um gato e uma cachorrinha. Eu sou plena de motivos para me considerar “louca” o suficiente para rir da vida.
Que culpa tenho eu de gostar de pipoca, de rir alto, de amar poesias, de gostar de desenho, tanto de desenhar como de desenho animado na TV, de ler gibi. Eu também gosto de correr na chuva, mexer com barro (de maneira adulta com argila, obvio). Gosto de musicas , tanto das clássicas como de varias outras opções.
Eu também tenho o outro lado, serio, de responsabilidades, de família, de profissão, de ler (que gosto muito), ter minhas próprias idéias, e ate ser séria quando necessário.
Mas se eu misturo os meus dois lados me taxam de doida, e me mandam crescer.
Mas eu não quero crescer, não este crescer que anula a criança que teima em continuar viva dentro de mim. Sem isto a vida não vale à pena.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Dia das crianças
TODO DIA
Dia de criança
Dia de criança é todo dia,
é toda lua,
é toda rua
para brincar.
Dia de criança
é todo sol,
é todo rio,
barquinho inventado
pra navegar.
Dia de criança
é toda pipa
rasgando o céu,
é tudo o que está
e não está
atrás do véu
e atrás da cortina,
andar feito bailarina
sobre os anéis de Saturno.
Dia de criança
é todo dia
até a gente ficar bem velhinho,
de bengala e neto no colo.
Dia de criança
é todo dia
e todo dia
é de poesia.
Autora: Roseana Murray
Dia das crianças é todo dia. ë dia de brincar, é dia de ler e estudar, é dia de viajar, é dia de passear. Mas dia das crianças tambem é dia dos pais, todo dia é dia de cuidar, dia de proteger, dia de acalentar, dia de ensinar, dia de corrigir, dia de elogiar e dia de amar.
Um beijo grande em todas as crianças da minha vida.
Dia de criança
Dia de criança é todo dia,
é toda lua,
é toda rua
para brincar.
Dia de criança
é todo sol,
é todo rio,
barquinho inventado
pra navegar.
Dia de criança
é toda pipa
rasgando o céu,
é tudo o que está
e não está
atrás do véu
e atrás da cortina,
andar feito bailarina
sobre os anéis de Saturno.
Dia de criança
é todo dia
até a gente ficar bem velhinho,
de bengala e neto no colo.
Dia de criança
é todo dia
e todo dia
é de poesia.
Autora: Roseana Murray
Dia das crianças é todo dia. ë dia de brincar, é dia de ler e estudar, é dia de viajar, é dia de passear. Mas dia das crianças tambem é dia dos pais, todo dia é dia de cuidar, dia de proteger, dia de acalentar, dia de ensinar, dia de corrigir, dia de elogiar e dia de amar.
Um beijo grande em todas as crianças da minha vida.
sábado, 8 de outubro de 2011
saudades
De tempos em tempos a saudade aumenta... A relaçao de duas irmãs é algo que nao se descreve , se vive. Teve muitos momentos de companheirismo, de brigas, de torcer o mindinho e ficar de "mal a morte"e destratar meia hora depois para se brincar juntas de novo.
A diferença sempre existiu , uma gosta de festas sem fim , a outra de pensar e sossego, uma gosta de roupas loucas e mini saia , a outra é hippie. Mas juntas conseguem rir da vida, compartilhar e brigar, é logico.
O tempo as separa e sempre nos reencontros é como se voltasse à infancia, com muita brincadeiras e risadas. Separa de novo, vem as filhas , a correira do trabalho. A maturidade traz de volta o desejo de mais reencontros e de tornar mais leve e brincalhona a convivencia. É como retornar no tempo, sem voltar atras e poder irmanar de novo.
Que saudades
Duas poesias, uma que é uma perola de musica , sempre vao nos relembrar nossa irmandade
"Aquarela"- eu pinto e voce ama
Aquarela
Toquinho
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)
E uma poesia que fala da vida
Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa
Do Leminski
Ana e Beth
Um gostoso reencontro
saudades...
A diferença sempre existiu , uma gosta de festas sem fim , a outra de pensar e sossego, uma gosta de roupas loucas e mini saia , a outra é hippie. Mas juntas conseguem rir da vida, compartilhar e brigar, é logico.
O tempo as separa e sempre nos reencontros é como se voltasse à infancia, com muita brincadeiras e risadas. Separa de novo, vem as filhas , a correira do trabalho. A maturidade traz de volta o desejo de mais reencontros e de tornar mais leve e brincalhona a convivencia. É como retornar no tempo, sem voltar atras e poder irmanar de novo.
Que saudades
Duas poesias, uma que é uma perola de musica , sempre vao nos relembrar nossa irmandade
"Aquarela"- eu pinto e voce ama
Aquarela
Toquinho
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)
E uma poesia que fala da vida
Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa
Do Leminski
Ana e Beth
Um gostoso reencontro
saudades...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.”
Steve Jobs (1955-2011) - discurso proferido durante formatura em Stanford, 2005
Eu acho muito importante meditar sobre este pedaço do discurso. A nossa vida é breve, muito breve, sem previsao da data do termino. Viver encontrando sentido em nossas escolhas é a unica maneira de viver bem. Viver bem nao é sinonimo de felicidade. Viver bem é a capacidade de vivenciar e suportar as alegrias, as tristezas,e as turbulencias do dia a dia. E ter uma soma positiva de bons momentos.
Pensando bem, nao ha razao para nao seguir o seu coração.
Steve Jobs (1955-2011) - discurso proferido durante formatura em Stanford, 2005
Eu acho muito importante meditar sobre este pedaço do discurso. A nossa vida é breve, muito breve, sem previsao da data do termino. Viver encontrando sentido em nossas escolhas é a unica maneira de viver bem. Viver bem nao é sinonimo de felicidade. Viver bem é a capacidade de vivenciar e suportar as alegrias, as tristezas,e as turbulencias do dia a dia. E ter uma soma positiva de bons momentos.
Pensando bem, nao ha razao para nao seguir o seu coração.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Imagine
Imagine
Ouvindo novamente esta magnífica musica (a letra em inglês parece mais intensa, mas da pra se emocionar também com a tradução) me lembrei dos jornais que tenho assistido por meia hora todas as manhãs. É uma seqüencia de desgraças, guerras, disputas, acidentes, homicídios. A guerra de um país para ser reconhecido, a luta de varias nações para salvar a finança de outra, e a África pobre, esquecida, morrendo de inanição. Morre-se e mata-se por uma divisão de terra, por intolerância religiosa, por vingança e por ganância desenfreada.
A solidariedade saiu da moda. A caridade precisa de reconhecimento e status. A religião deixou de ser um estudo e mergulho na fé para ser uma disputa: a minha melhor que a sua, posso ganhar, tenho que pagar...Nao é de se estranhar que gere tantas guerras.
Eu não acredito que o mundo algum dia será um só, mas poderia ser só um pouquinho mais justo e fraterno...
Imagine
John Lennon
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
Imagine que não há nenhum paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno debaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje...
Imagine que não há países
Não é difícil fazê-lo
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nenhuma religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...
Tu podes dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só
Imagine nenhuma posse
Que maravilha se você conseguir
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Em uma fraternidade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo...
Podes dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só
Utopia - foto retirada da net
Luta e violencia: ao vivo no seculo I e 20 seculos depois ao vivo na TV e na net
Ouvindo novamente esta magnífica musica (a letra em inglês parece mais intensa, mas da pra se emocionar também com a tradução) me lembrei dos jornais que tenho assistido por meia hora todas as manhãs. É uma seqüencia de desgraças, guerras, disputas, acidentes, homicídios. A guerra de um país para ser reconhecido, a luta de varias nações para salvar a finança de outra, e a África pobre, esquecida, morrendo de inanição. Morre-se e mata-se por uma divisão de terra, por intolerância religiosa, por vingança e por ganância desenfreada.
A solidariedade saiu da moda. A caridade precisa de reconhecimento e status. A religião deixou de ser um estudo e mergulho na fé para ser uma disputa: a minha melhor que a sua, posso ganhar, tenho que pagar...Nao é de se estranhar que gere tantas guerras.
Eu não acredito que o mundo algum dia será um só, mas poderia ser só um pouquinho mais justo e fraterno...
Imagine
John Lennon
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
Imagine que não há nenhum paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno debaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje...
Imagine que não há países
Não é difícil fazê-lo
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nenhuma religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...
Tu podes dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só
Imagine nenhuma posse
Que maravilha se você conseguir
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Em uma fraternidade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo...
Podes dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só
Utopia - foto retirada da net
Luta e violencia: ao vivo no seculo I e 20 seculos depois ao vivo na TV e na net
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Viajando....
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink
Podeser a pé...
... da janela do trem...
...numa ponte...
... de barco...
mas sempre viajando...
Amyr Klink
Podeser a pé...
... da janela do trem...
...numa ponte...
... de barco...
mas sempre viajando...
domingo, 2 de outubro de 2011
Fadas e bruxas
FADAS E BRUXAS
Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho,
a outra caminha de noite
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorrí;
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.
Roseana Murray
Em um domingo preguiçoso, veio a vontade de rever fotos e relembrar.
Como é bom a maturidade onde podemos ser o que quisermos sem se importar com o que pensam de nós. Posso sair 'a rua falando sozinha, tomar sorvete de lambida na casquinha, rir sozinha. É a minha maluquez dentro da minha lucidez.
Este poema me reportou uma visita ao Museu do Ipiranga com as meninas, minhas filhas e minha sobrinha, elas andaram entediadas pelo museu, mas se divertiram muito rolando nas encostas de grama dos jardins do museu. O opiniao delas é que o passeio foi otimo. Uma ideia que se desvirtuou mas deu certo. Tudo na vida tem dois lados. Só dois? Pode ser tres , quatro, tantos quanto seu lado bruxa quiser e seu lado fada permitir...
Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho,
a outra caminha de noite
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorrí;
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.
Roseana Murray
Em um domingo preguiçoso, veio a vontade de rever fotos e relembrar.
Como é bom a maturidade onde podemos ser o que quisermos sem se importar com o que pensam de nós. Posso sair 'a rua falando sozinha, tomar sorvete de lambida na casquinha, rir sozinha. É a minha maluquez dentro da minha lucidez.
Este poema me reportou uma visita ao Museu do Ipiranga com as meninas, minhas filhas e minha sobrinha, elas andaram entediadas pelo museu, mas se divertiram muito rolando nas encostas de grama dos jardins do museu. O opiniao delas é que o passeio foi otimo. Uma ideia que se desvirtuou mas deu certo. Tudo na vida tem dois lados. Só dois? Pode ser tres , quatro, tantos quanto seu lado bruxa quiser e seu lado fada permitir...
sábado, 1 de outubro de 2011
SER MÃE
Ser mãe
“No momento em que nasce um bebe, nasce também uma mãe”, esta é uma frase que nos convida a pensar.
Não existe uma formula única a ajudar as mulheres a se tornarem mães, para cada uma a gestação é uma experiência única que é vivenciada de maneira diversa por cada gestante.
Mas o bebe já esta ali, se desenvolvendo , percebendo, sentindo e necessita de um “ambiente” suficientemente bom para se desenvolver de maneira saudável física e emocionalmente. Alem dos cuidados de saúde pré-natal a mãe precisa cuidar do bebe em formação, falar com esta barriga, dar-lhe um nome. Esta fala materna “ouvida” como sensação e transmissão de emoção é o primeiro contato do filho enquanto ainda feto e depois nos primeiros dias de vida com o mundo ao seu redor. Quanto mais e em mais tranqüila condição de aceitação desta “barriga” estiver à mãe, mais ela ira interagir com este filho em desenvolvimento, e falar com ele.
Nasce o bebe. O pequeno bebe ainda não tem consciência do próprio corpo, de si mesmo, mas esta apto a captar estímulos como a vontade de viver, o prazer e a dor. Quando a mãe tem uma boa aceitação deste bebe, recém nascido, ela continua com a mesma fala, o acolhe em seus braços, em seu seio, e ele “sente-se em casa”. O bebe escuta e reconhece o timbre e o tom de voz, reconhece também a voz do pai, se este pai esteve presente na gestação.
O recém nascido é totalmente dependente e tem como único recurso de comunicação o choro. Ser mãe neste momento é atendê-lo, dar atenção a todas as reações do bebe, seus movimentos, seu choro, acalenta-lo e amamenta-lo, sempre que o bebe solicitar e sempre falando com ele.
O bebe nasce sem nenhuma imagem do seu mundo, sem reconhecimento do mundo ao seu redor, seu primeiro contato com o mundo é com a mãe e com o seio materno. Sua necessidade de manutenção da vida como fome, sede, e necessidade de calor precisam ser resolvidas, e ele os pede pelo choro, e é atendido pela mãe ao ser colocado em seus braços, no seio, podendo sugá-los, ser amamentado. Através destes estímulos ele vai construindo uma imagem do seu mundo.
As primeiras horas, os primeiros dias são momentos de uma importância impar na vida do bebe. O bebe precisa ser acolhido e amparado por este seio-mae. Nos primeiros dias este contato é necessário e deve ser o mais intenso possível. Quando o bebe tem uma mãe que o cuida, amamenta, acalenta, fala com ele, ele se desenvolve. Após alguns dias ele soma o olhar e o toque, olha sua mãe e é olhado, a toca e é tocado, isto vai permitindo a ele construir seu espaço, interagir mais com os pais e o ambiente ao seu redor. Reconhece a voz da mãe e das pessoas mais freqüentes em sua vida. Reage ate as variações de tom da voz da mãe.
Olhando para esta dupla mãe - bebe parece que eles conversam.
Amor de mãe não é um mero instinto, é uma construção no dia a dia com o filho.
“Quando nasce um bebe, naquele momento nasce também uma mãe”, e eles podem crescer juntos nas descobertas do dia a dia.
Que possamos pensar na importância da construção da maternidade desde o primeiro dia da gestação.
" Ser mãe é ter muitos erros, acertos e consertos"
“No momento em que nasce um bebe, nasce também uma mãe”, esta é uma frase que nos convida a pensar.
Não existe uma formula única a ajudar as mulheres a se tornarem mães, para cada uma a gestação é uma experiência única que é vivenciada de maneira diversa por cada gestante.
Mas o bebe já esta ali, se desenvolvendo , percebendo, sentindo e necessita de um “ambiente” suficientemente bom para se desenvolver de maneira saudável física e emocionalmente. Alem dos cuidados de saúde pré-natal a mãe precisa cuidar do bebe em formação, falar com esta barriga, dar-lhe um nome. Esta fala materna “ouvida” como sensação e transmissão de emoção é o primeiro contato do filho enquanto ainda feto e depois nos primeiros dias de vida com o mundo ao seu redor. Quanto mais e em mais tranqüila condição de aceitação desta “barriga” estiver à mãe, mais ela ira interagir com este filho em desenvolvimento, e falar com ele.
Nasce o bebe. O pequeno bebe ainda não tem consciência do próprio corpo, de si mesmo, mas esta apto a captar estímulos como a vontade de viver, o prazer e a dor. Quando a mãe tem uma boa aceitação deste bebe, recém nascido, ela continua com a mesma fala, o acolhe em seus braços, em seu seio, e ele “sente-se em casa”. O bebe escuta e reconhece o timbre e o tom de voz, reconhece também a voz do pai, se este pai esteve presente na gestação.
O recém nascido é totalmente dependente e tem como único recurso de comunicação o choro. Ser mãe neste momento é atendê-lo, dar atenção a todas as reações do bebe, seus movimentos, seu choro, acalenta-lo e amamenta-lo, sempre que o bebe solicitar e sempre falando com ele.
O bebe nasce sem nenhuma imagem do seu mundo, sem reconhecimento do mundo ao seu redor, seu primeiro contato com o mundo é com a mãe e com o seio materno. Sua necessidade de manutenção da vida como fome, sede, e necessidade de calor precisam ser resolvidas, e ele os pede pelo choro, e é atendido pela mãe ao ser colocado em seus braços, no seio, podendo sugá-los, ser amamentado. Através destes estímulos ele vai construindo uma imagem do seu mundo.
As primeiras horas, os primeiros dias são momentos de uma importância impar na vida do bebe. O bebe precisa ser acolhido e amparado por este seio-mae. Nos primeiros dias este contato é necessário e deve ser o mais intenso possível. Quando o bebe tem uma mãe que o cuida, amamenta, acalenta, fala com ele, ele se desenvolve. Após alguns dias ele soma o olhar e o toque, olha sua mãe e é olhado, a toca e é tocado, isto vai permitindo a ele construir seu espaço, interagir mais com os pais e o ambiente ao seu redor. Reconhece a voz da mãe e das pessoas mais freqüentes em sua vida. Reage ate as variações de tom da voz da mãe.
Olhando para esta dupla mãe - bebe parece que eles conversam.
Amor de mãe não é um mero instinto, é uma construção no dia a dia com o filho.
“Quando nasce um bebe, naquele momento nasce também uma mãe”, e eles podem crescer juntos nas descobertas do dia a dia.
Que possamos pensar na importância da construção da maternidade desde o primeiro dia da gestação.
" Ser mãe é ter muitos erros, acertos e consertos"
terça-feira, 27 de setembro de 2011
arvore roxa
PASSAR RETO
Eu moro há 28 anos nesta cidade, e desço pela mesma rua para trabalhar há mais de 25 anos. Quando eu desço presto atenção no transito e algumas vezes observo o comercio ao redor. Revejo as lojas, as vezes eu percebo alguma mudança, outras vezes apenas presto atenção no transito. A atenção não é muito grande. Há algum tempo tenho tentado não passar direto pela vida. Eu tenho tentado olhar mais as arvores que o chão, mais as nuvens que a sujeira da rua.
Em uma noite, descendo para o hospital pela rua eu levei um susto: os postes de luz, na primeira metade que visualizei são do lado esquerdo e na segunda metade , 6 a 7 quadras depois são do lado direito. Como eu nunca vi esta diferença? Provavelmente nunca prestei atenção neste “pequeno” detalhe.
Fiquei pensando quantas vezes já observei as arvores em flores no trajeto de todo dia? Quantas vezes não vi os passarinhos nos fios de luz? Quantas vezes eu deixei de observar as nuvens, ou as estrelas ou a lua no céu?
As vezes olhando uma foto ao voltar de uma viagem percebo que o lugar é lindo, as flores maravilhosas e o entardecer foi estupendo.Agora despertada por este acontecimento me extasiei com o por do sol na minha cidade. Passando por uma avenida ( onde há tempos sempre passava) percebi os flamboyant floridos, lindos, dignos de uma bela foto. E a revoada de araras no começo da manhã? E as maritacas do final de tarde?
Eu realmente não estou mais passando reto, na tortuosidade destas descobertas , reencontrei o brilho e a beleza de cada dia.
Este foi um destes dias de descobertas.
Em uma nublada manhã de sábado , eu estava meio preguiçosa e sem pressa e passando pela mesma rua eu olhei o mesmo jardim e ate perdi o fôlego.Que arvore linda! A frondosa arvore toda florida , coberta por cachos de uma cor roxo azulada maravilhooooooosa. Eu parei o carro e fiquei um tempo me deliciando com a imagem. Eu estava sem a maquina no carro e pensei volto ainda hoje.
Ao meio dia eu retornei com uma amiga mais maluca que eu para tirar fotos da arvore. E não é que no mesmo dia vi outra arvore roxa numa bucólica casa de sitio. Parei na estrada e me deliciei com a segunda maravilha do dia.
“Quase um cartão postal”.
“Ter na vida algum motivo pra sonhar
ter um sonho azul
azul da cor do mar...”
Eu moro há 28 anos nesta cidade, e desço pela mesma rua para trabalhar há mais de 25 anos. Quando eu desço presto atenção no transito e algumas vezes observo o comercio ao redor. Revejo as lojas, as vezes eu percebo alguma mudança, outras vezes apenas presto atenção no transito. A atenção não é muito grande. Há algum tempo tenho tentado não passar direto pela vida. Eu tenho tentado olhar mais as arvores que o chão, mais as nuvens que a sujeira da rua.
Em uma noite, descendo para o hospital pela rua eu levei um susto: os postes de luz, na primeira metade que visualizei são do lado esquerdo e na segunda metade , 6 a 7 quadras depois são do lado direito. Como eu nunca vi esta diferença? Provavelmente nunca prestei atenção neste “pequeno” detalhe.
Fiquei pensando quantas vezes já observei as arvores em flores no trajeto de todo dia? Quantas vezes não vi os passarinhos nos fios de luz? Quantas vezes eu deixei de observar as nuvens, ou as estrelas ou a lua no céu?
As vezes olhando uma foto ao voltar de uma viagem percebo que o lugar é lindo, as flores maravilhosas e o entardecer foi estupendo.Agora despertada por este acontecimento me extasiei com o por do sol na minha cidade. Passando por uma avenida ( onde há tempos sempre passava) percebi os flamboyant floridos, lindos, dignos de uma bela foto. E a revoada de araras no começo da manhã? E as maritacas do final de tarde?
Eu realmente não estou mais passando reto, na tortuosidade destas descobertas , reencontrei o brilho e a beleza de cada dia.
Este foi um destes dias de descobertas.
Em uma nublada manhã de sábado , eu estava meio preguiçosa e sem pressa e passando pela mesma rua eu olhei o mesmo jardim e ate perdi o fôlego.Que arvore linda! A frondosa arvore toda florida , coberta por cachos de uma cor roxo azulada maravilhooooooosa. Eu parei o carro e fiquei um tempo me deliciando com a imagem. Eu estava sem a maquina no carro e pensei volto ainda hoje.
Ao meio dia eu retornei com uma amiga mais maluca que eu para tirar fotos da arvore. E não é que no mesmo dia vi outra arvore roxa numa bucólica casa de sitio. Parei na estrada e me deliciei com a segunda maravilha do dia.
“Quase um cartão postal”.
“Ter na vida algum motivo pra sonhar
ter um sonho azul
azul da cor do mar...”
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Preservar ou modernizar?
Preservar ou modernizar?
É possível o progresso e a modernização sem afetar a natureza? Eu sempre me pergunto se isto é possível, as vezes quando eu vejo uma cachoeira que depois foi transformada em clube ate com desvio do leito do rio e realmente acho que perdeu quase toda a beleza. Outra vez passando pela mesma estrada nas minhas ultimas férias eu vi um morro que eu sempre achei lindo com seus pinheiros, retalhado para se tornar um condomínio. Boa parte das arvores nativas foram cortadas para fazer uma alameda seguindo o “design” , a tendência em jardins do momento.
Há muitos anos atrás visitamos a cidade de Primavera do Leste junto com minha irmã, que estava de férias no Mato Grosso. Os garimpeiros da região, nos contaram que um pouco antes da cidade se virássemos a esquerda em uma estrada de terra que dava acesso ao garimpo encontraríamos uma lagoa de água quente. Fomos. Realmente uma lagoa na beira da estradinha de água quente, com fundo de areia , temperatura de mais de 40 graus centigrados e a água se turvou com a nossa entrada por mobilizar a areia do fundo. Era lindo o lugar, a água uma delicia e cercada pela natureza.
Voltamos a região anos depois, e o que encontramos? Um balneário de águas quentes, sem paisagismo, sem preservação da mata que a rodeava e sem nem mesmo uma foto do passado.
Eu vou continuar achando que não é difícil de explicar desmoronamento em morro desmatado , é ate esperado que ocorra. Tambem não é de se estranhar que crianças destruam a natureza. Elas so vão aprender se virem os adultos preservando , conservando, jogando lixo no lixo , reciclando e replantando.
É possível o progresso e a modernização sem afetar a natureza? Eu sempre me pergunto se isto é possível, as vezes quando eu vejo uma cachoeira que depois foi transformada em clube ate com desvio do leito do rio e realmente acho que perdeu quase toda a beleza. Outra vez passando pela mesma estrada nas minhas ultimas férias eu vi um morro que eu sempre achei lindo com seus pinheiros, retalhado para se tornar um condomínio. Boa parte das arvores nativas foram cortadas para fazer uma alameda seguindo o “design” , a tendência em jardins do momento.
Há muitos anos atrás visitamos a cidade de Primavera do Leste junto com minha irmã, que estava de férias no Mato Grosso. Os garimpeiros da região, nos contaram que um pouco antes da cidade se virássemos a esquerda em uma estrada de terra que dava acesso ao garimpo encontraríamos uma lagoa de água quente. Fomos. Realmente uma lagoa na beira da estradinha de água quente, com fundo de areia , temperatura de mais de 40 graus centigrados e a água se turvou com a nossa entrada por mobilizar a areia do fundo. Era lindo o lugar, a água uma delicia e cercada pela natureza.
Voltamos a região anos depois, e o que encontramos? Um balneário de águas quentes, sem paisagismo, sem preservação da mata que a rodeava e sem nem mesmo uma foto do passado.
Eu vou continuar achando que não é difícil de explicar desmoronamento em morro desmatado , é ate esperado que ocorra. Tambem não é de se estranhar que crianças destruam a natureza. Elas so vão aprender se virem os adultos preservando , conservando, jogando lixo no lixo , reciclando e replantando.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Rir de si mesma
Quando eu viajo não gosto de programas com guia turístico. Eu respeito a profissão deles, mas eu acho chato. Horários rígidos que me impedem de conhecer alguns lugares a mais ou pessoas me frustram. Eu estava em uma cidade grande da Alemanha chamada Essen. Essen é uma cidade com um grande desenvolvimento tecnológico e possui museus desde arte e antiguidades ate museu da matemática e de tecnologias.
Eu olhei inúmeros folhetos e me decidi, não vou a nenhum deles. Eu vou andar a rota turística, de sete quilômetros, e ver o povo, comer uma torta, andar em um parque, atoando pela cidade (atoando é um termo usado pelo poeta Manoel de Barros e realmente expressa o meu desejo: atoar por Essen)
Eu sai para ver a cidade, passei por mais uma igreja, parei numa praça no centro para ouvir musica Fiquei emocionada com a ultima musica, linda.
Sai decidida a fazer a caminhada turística, andei mais de sete quilômetros, fui na Filarmônica um teatro magnífico, simples por fora e esplendoroso por dentro, pena que as fotos são proibidas. Passei em frente do Alter opera, teatro de acústica para operas e eventos. Eu me decidi, vou só passear, vou conhecer esta parte da cidade, ver as construções, as praças e quem sabe tomar um café diferente. Andei ate um entroncamento e ai resolvi voltar.
Retornando passei num bar café lindo, parecendo uma casa antiga e pedi uma torta e um cappuccino (to go que significa para viagem). Eu pedi no “meu alemão” já que o senhor que atendia não falava inglês. Ai pedi açúcar em alemão, mit zukker, o senhor olha ao redor e por sobre o balcão, eu estou só e ele diz: neine kinder, neine zuker? (nenhuma criança nenhum açúcar), o bate boca se prolonga e ele repete duas vezes neine kinder, neine zucker, e no meu fluentíssimo alemão eu desisto de tentar argumentar, como a torta \e resolvo tomar o cappuccino sem açúcar mesmo, saio rindo, um a zero pros alemães... hahaha. A maravilha é que o cappuccino é feito com cacau, e é delicioso, e a torta de amoras é bonita de se ver e de sabor indescritível.
Após comer a torta , entrei com meu cappuccino no parque e ainda ri por boa meia hora me lembrando de que sem crianças naquele bar...nenhum açúcar...so a dulcíssima torta. Hahaha.
Realmente quando eu conseguir voltar pretendo estar falando um pouco melhor a língua alemã e batalhar pelo meu açúcar .
A primeira foto é o cafe maravilhoso , pequeno simples , a segunda da uma ideia das tortas, a estatua dos trbalhadores, simboliza a reconstrucao de Essen pos guerra e a ultima é o maravilhoso parque ...que eu amei.
Eu olhei inúmeros folhetos e me decidi, não vou a nenhum deles. Eu vou andar a rota turística, de sete quilômetros, e ver o povo, comer uma torta, andar em um parque, atoando pela cidade (atoando é um termo usado pelo poeta Manoel de Barros e realmente expressa o meu desejo: atoar por Essen)
Eu sai para ver a cidade, passei por mais uma igreja, parei numa praça no centro para ouvir musica Fiquei emocionada com a ultima musica, linda.
Sai decidida a fazer a caminhada turística, andei mais de sete quilômetros, fui na Filarmônica um teatro magnífico, simples por fora e esplendoroso por dentro, pena que as fotos são proibidas. Passei em frente do Alter opera, teatro de acústica para operas e eventos. Eu me decidi, vou só passear, vou conhecer esta parte da cidade, ver as construções, as praças e quem sabe tomar um café diferente. Andei ate um entroncamento e ai resolvi voltar.
Retornando passei num bar café lindo, parecendo uma casa antiga e pedi uma torta e um cappuccino (to go que significa para viagem). Eu pedi no “meu alemão” já que o senhor que atendia não falava inglês. Ai pedi açúcar em alemão, mit zukker, o senhor olha ao redor e por sobre o balcão, eu estou só e ele diz: neine kinder, neine zuker? (nenhuma criança nenhum açúcar), o bate boca se prolonga e ele repete duas vezes neine kinder, neine zucker, e no meu fluentíssimo alemão eu desisto de tentar argumentar, como a torta \e resolvo tomar o cappuccino sem açúcar mesmo, saio rindo, um a zero pros alemães... hahaha. A maravilha é que o cappuccino é feito com cacau, e é delicioso, e a torta de amoras é bonita de se ver e de sabor indescritível.
Após comer a torta , entrei com meu cappuccino no parque e ainda ri por boa meia hora me lembrando de que sem crianças naquele bar...nenhum açúcar...so a dulcíssima torta. Hahaha.
Realmente quando eu conseguir voltar pretendo estar falando um pouco melhor a língua alemã e batalhar pelo meu açúcar .
A primeira foto é o cafe maravilhoso , pequeno simples , a segunda da uma ideia das tortas, a estatua dos trbalhadores, simboliza a reconstrucao de Essen pos guerra e a ultima é o maravilhoso parque ...que eu amei.
sábado, 17 de setembro de 2011
Dalai Lama
Dalai Lama
Há algum tempo eu acredito que nada é por acaso. As coisas nos acontecem com um sentido. Nem sempre conseguimos entender, mas o sentido existe e sempre é para o nosso crescimento.
Frente a tantas noticias ruins que me desanimam a assistir os noticiários, eu ligo a TV de manhã bem cedo e esta lá a noticia da visita do Dalai Lama ao Brasil. E o repórter ainda completa que ele prega a tolerância.
Não é só a tolerância, ele prega a tolerância, o amor, o perdão, a simplicidade, a forca em seus princípios, a moralidade e a paciência. O budismo é uma opção, mas todas as religiões pregam os mesmos princípios de moralidade
Diz o Dalai Lama “Não importa se somos crentes ou agnósticos, se acreditamos em Deus ou no carma, todos podemos nos empenhar pelos princípios morais.”
Nestes nossos tempos de abalos na credibilidade, de dificuldades em acreditar na honestidade dos que nos governam ou dos que nos cercam, a primeira providencia é olhar dentro de nossos corações e reavivar, relembrar e exigir de nos mesmos os princípios, eu ate diria relembrar a necessidade de todos os dias se munir de paciência, tolerância e capacidade de perdoar antes de sair de casa. Isto seria uma pratica verdadeira da religião.
Como nos relembra o Dalai Lama: “Estamos todos aqui neste planeta, por assim dizer, como turistas. Nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui, deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil.
Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar esse tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, os animais e o ambiente. O mais importante de tudo é ser uma boa pessoa.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo , qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim
Neste fim de semana assista em poucos minutos este comercial indiano e veja como uma boa atitude pode gerar mudanças!!!
http://www.youtube.com/watch?v=NlxgpB7qdI0&NR=1
Há algum tempo eu acredito que nada é por acaso. As coisas nos acontecem com um sentido. Nem sempre conseguimos entender, mas o sentido existe e sempre é para o nosso crescimento.
Frente a tantas noticias ruins que me desanimam a assistir os noticiários, eu ligo a TV de manhã bem cedo e esta lá a noticia da visita do Dalai Lama ao Brasil. E o repórter ainda completa que ele prega a tolerância.
Não é só a tolerância, ele prega a tolerância, o amor, o perdão, a simplicidade, a forca em seus princípios, a moralidade e a paciência. O budismo é uma opção, mas todas as religiões pregam os mesmos princípios de moralidade
Diz o Dalai Lama “Não importa se somos crentes ou agnósticos, se acreditamos em Deus ou no carma, todos podemos nos empenhar pelos princípios morais.”
Nestes nossos tempos de abalos na credibilidade, de dificuldades em acreditar na honestidade dos que nos governam ou dos que nos cercam, a primeira providencia é olhar dentro de nossos corações e reavivar, relembrar e exigir de nos mesmos os princípios, eu ate diria relembrar a necessidade de todos os dias se munir de paciência, tolerância e capacidade de perdoar antes de sair de casa. Isto seria uma pratica verdadeira da religião.
Como nos relembra o Dalai Lama: “Estamos todos aqui neste planeta, por assim dizer, como turistas. Nenhum de nós pode morar aqui para sempre. O maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estamos aqui, deveríamos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil.
Quer vivamos poucos anos ou um século inteiro, seria lamentável e triste passar esse tempo agravando os problemas que afligem as outras pessoas, os animais e o ambiente. O mais importante de tudo é ser uma boa pessoa.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo , qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim
Neste fim de semana assista em poucos minutos este comercial indiano e veja como uma boa atitude pode gerar mudanças!!!
http://www.youtube.com/watch?v=NlxgpB7qdI0&NR=1
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Pura magia
Pura magia
De tempos em tempos eu releio livros. Eu nunca tinha parado para pensar porque os releio e há alguns anos comecei a pensar sobre meus desejos, meus porquês. Eu releio porque de alguma maneira o livro foi meu amigo em um momento importante da minha vida. Eu releio porque as minhas respostas , respostas construídas em meu coração , também já foram vividas e sentidas, e estão ali, naquele livro. Eu me lembrei de um dos primeiros livros que incitam o pensamento que li após uma lacuna de tempo lendo só sobre medicina, e deixando de lado as leituras não técnicas. Durante a faculdade de Medicina, estudei bastante, li livros técnicos ou afins e pouco tempo sobrou já que tive a primeira filha neste período. O tempo não era mais meu.
A filha foi para a escolinha, trabalhando e eu grávida da segunda filha , fiquei de repouso e me debrucei na leitura novamente. Eu ganhei o livro “Fernão Capelo Gaivota”de Richard Bach, da diretora da escola da minha pimpolha. Este livro foi um divisor de águas para que eu retomasse a minha capacidade de olhar para dentro de mim mesma. A criança, a filha exige da mãe a capacidade de voltar ao mundo de fantasia. Nas historinhas, na imaginação e na capacidade de criar de uma criança, se descortina um mundo meio esquecido pelo adulto e permitir que ele acorde , também é retomar fazer parte deste mundo mágico.
" Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.
Pensamos às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.
É um prazer estar enganado.
Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... Não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.
Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.
Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição."
Richard Bach
Obrigada , Richard Bach por me trazer de volta a magia de tempos em tempos....
De tempos em tempos eu releio livros. Eu nunca tinha parado para pensar porque os releio e há alguns anos comecei a pensar sobre meus desejos, meus porquês. Eu releio porque de alguma maneira o livro foi meu amigo em um momento importante da minha vida. Eu releio porque as minhas respostas , respostas construídas em meu coração , também já foram vividas e sentidas, e estão ali, naquele livro. Eu me lembrei de um dos primeiros livros que incitam o pensamento que li após uma lacuna de tempo lendo só sobre medicina, e deixando de lado as leituras não técnicas. Durante a faculdade de Medicina, estudei bastante, li livros técnicos ou afins e pouco tempo sobrou já que tive a primeira filha neste período. O tempo não era mais meu.
A filha foi para a escolinha, trabalhando e eu grávida da segunda filha , fiquei de repouso e me debrucei na leitura novamente. Eu ganhei o livro “Fernão Capelo Gaivota”de Richard Bach, da diretora da escola da minha pimpolha. Este livro foi um divisor de águas para que eu retomasse a minha capacidade de olhar para dentro de mim mesma. A criança, a filha exige da mãe a capacidade de voltar ao mundo de fantasia. Nas historinhas, na imaginação e na capacidade de criar de uma criança, se descortina um mundo meio esquecido pelo adulto e permitir que ele acorde , também é retomar fazer parte deste mundo mágico.
" Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.
Pensamos às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.
É um prazer estar enganado.
Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... Não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.
Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.
Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição."
Richard Bach
Obrigada , Richard Bach por me trazer de volta a magia de tempos em tempos....
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O tempo
O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana
Para ter tempo é preciso acreditar que voce merece um tempo so seu . Tempo para ler, para abracar um amigo, para um hobby que lhe faça bem, para amar, para dar um telefonema e matar saudades, para olhar fotos, ouvir musicas ou simplesmente brincar com o gato...
Quem sabe um tempo para uma prainha.....
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mário Quintana
Para ter tempo é preciso acreditar que voce merece um tempo so seu . Tempo para ler, para abracar um amigo, para um hobby que lhe faça bem, para amar, para dar um telefonema e matar saudades, para olhar fotos, ouvir musicas ou simplesmente brincar com o gato...
Quem sabe um tempo para uma prainha.....
terça-feira, 13 de setembro de 2011
brincadeiras antigas
Brincadeiras de criança
Eu acho que sou uma saudosista. Eu sempre acho que muita coisa nova, tecnológica e que facilita a vida é uma boa coisa e desfruto de algumas, como a internet, o notebook , o celular (com restrições) e a facilidade do avião por exemplo.
Mas eu tenho saudades de algumas coisas do passado e uma coisa que faz falta nos nossos dias são as brincadeiras de criança. O bebe interage com o mundo no contato com a mãe. É a mãe que brinca com ele, e brincadeira para o bebe é importante. Brincar desenvolve a motricidade, ensina a sentar, engatinhar, andar, e no dialogo, a falar. Quem já não se divertiu com uma mãe brincando de “serra serra” com o bebe? A criança aprende a sentar e depois a se levantar nesta simples brincadeira. A criança cresce e ai brincadeira é coisa seria. Quem já parou em silencio perto de uma criança montando pecinhas de qualquer brinquedo, ou construindo com terra sabe a seriedade que a criança tem nesta hora. Ela se compenetra, brinca e cria.
As brincadeiras de crianças um pouco maiores, antigamente, eram em grupo. As meninas brincando de roda com cantigas conhecidas até hoje, como “atirei o pau no gato”, “ciranda-cirandinha”, ‘serra-serra, “samba lelê . Brincadeira de pular amarelinha,jogar pião , esconde-esconde, bolinhas de gude, pipa. As meninas brincando de casinha, os meninos com coleções de figurinha.
Antigamente as crianças para brincar tinham que usar a criatividade. Os brinquedos eram poucos , então as crianças inventavam brinquedos e brincadeiras . O que hoje chamamos de reciclagem era o dia a dia das crianças. Fazer moveis com caixinhas de fósforo, telefone sem fio com latas de massa de tomate, fogãozinho com cacos de tijolos, caminhãozinho com tabuas de caixotinho e por ai se vai .
Mas hoje as crianças não devem nem saber o que são essas brincadeiras. O desenvolvimento tecnológico transformou o mundo deles e trouxe a tona brinquedos que não exigem criatividade, muito menos esforço. Os brinquedos são acionados , eletrônicos, brincam sozinhos, ou são jogos solitários nos vídeo games e computador. Ou passam-se horas na frente da TV
Se você quer que seus filhos retomem as brincadeiras do passado, nada melhor do que tirar algum tempo e ensinar para eles que para brincar não é preciso gastar. Uma boa opção é ensinar para eles as brincadeiras que você mais gostava e assim também brincar junto com eles. Mas lembre-se que as relações são vias de mão dupla, assim como você vai ensinar as brincadeiras, aprenda as brincadeiras atuais deles. Faça uma saudável troca.
Educação de crianças é sempre ensinar e também aprender com eles.
imagens retiradas da net
Eu acho que sou uma saudosista. Eu sempre acho que muita coisa nova, tecnológica e que facilita a vida é uma boa coisa e desfruto de algumas, como a internet, o notebook , o celular (com restrições) e a facilidade do avião por exemplo.
Mas eu tenho saudades de algumas coisas do passado e uma coisa que faz falta nos nossos dias são as brincadeiras de criança. O bebe interage com o mundo no contato com a mãe. É a mãe que brinca com ele, e brincadeira para o bebe é importante. Brincar desenvolve a motricidade, ensina a sentar, engatinhar, andar, e no dialogo, a falar. Quem já não se divertiu com uma mãe brincando de “serra serra” com o bebe? A criança aprende a sentar e depois a se levantar nesta simples brincadeira. A criança cresce e ai brincadeira é coisa seria. Quem já parou em silencio perto de uma criança montando pecinhas de qualquer brinquedo, ou construindo com terra sabe a seriedade que a criança tem nesta hora. Ela se compenetra, brinca e cria.
As brincadeiras de crianças um pouco maiores, antigamente, eram em grupo. As meninas brincando de roda com cantigas conhecidas até hoje, como “atirei o pau no gato”, “ciranda-cirandinha”, ‘serra-serra, “samba lelê . Brincadeira de pular amarelinha,jogar pião , esconde-esconde, bolinhas de gude, pipa. As meninas brincando de casinha, os meninos com coleções de figurinha.
Antigamente as crianças para brincar tinham que usar a criatividade. Os brinquedos eram poucos , então as crianças inventavam brinquedos e brincadeiras . O que hoje chamamos de reciclagem era o dia a dia das crianças. Fazer moveis com caixinhas de fósforo, telefone sem fio com latas de massa de tomate, fogãozinho com cacos de tijolos, caminhãozinho com tabuas de caixotinho e por ai se vai .
Mas hoje as crianças não devem nem saber o que são essas brincadeiras. O desenvolvimento tecnológico transformou o mundo deles e trouxe a tona brinquedos que não exigem criatividade, muito menos esforço. Os brinquedos são acionados , eletrônicos, brincam sozinhos, ou são jogos solitários nos vídeo games e computador. Ou passam-se horas na frente da TV
Se você quer que seus filhos retomem as brincadeiras do passado, nada melhor do que tirar algum tempo e ensinar para eles que para brincar não é preciso gastar. Uma boa opção é ensinar para eles as brincadeiras que você mais gostava e assim também brincar junto com eles. Mas lembre-se que as relações são vias de mão dupla, assim como você vai ensinar as brincadeiras, aprenda as brincadeiras atuais deles. Faça uma saudável troca.
Educação de crianças é sempre ensinar e também aprender com eles.
imagens retiradas da net
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Boa semana
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
e ainda segue:
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
e ainda segue:
Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
domingo, 11 de setembro de 2011
Ver é muito complicado
Ver é muito complicado
Como é estranho olhar ao redor e definir o que se vê. A cultura colocou normas e regras e às vezes o estranhamento que se sente ao ver diferente ate assusta.
A criança ainda vê diferente, vê com liberdade e sem se preocupar com tantos estereótipos.
No sábado sai de casa para fotografar os ipês amarelos da Praça Brasil, praça central de Rondonópolis.
No caminho me lembrei de uma coisa ocorrida há anos: uma criança desenhou uma arvore amarela. A professora pediu que se desenhasse uma casa, uma arvore e uma flor. Entregou o desenho pronto. Recebeu depois e estava escrito: lindo desenho, mas o sol é amarelo, a flor pode ser rosa vermelha e a arvore é verde. É muito triste se prender ao desenho da cartilha e não olhar ao redor. A professora talvez nem se lembre de ter visto quadros de Van Gogh ou de Tarcilla do Amaral, ou simplesmente não aceite a maneira diferente de se olhar o mundo.
Ela não precisaria ir longe, o cartão postal de Rondonópolis é o ipê amarelo em flor em frente da igreja. Mas existem ipês rosa, arvores branca, a paineira toda rosa ou as cerejeiras do Japão.
Esta criança brigou por seu direito de ter uma arvore amarela e sua mãe também. Espero que a professora tenha aberto sua mente.
As fotos do ipê estão lindas, mas para contrariar mais ainda as regras a tarde estava quente e na volta para casa comprei uma linda, saborosa e cheirosa MAÇÃ VERDE.
Eu sou do contra....
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Receita para espantar a tristeza
Receita de espantar a tristeza
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua
vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira
depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.
Roseana Murray
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Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua
vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira
depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.
Roseana Murray
Indignação
Esta semana eu passei por duas situações de absoluta falta de cidadania. Vi duas vezes um ser humano desrespeitar o outro vilmente, brutalmente.
Eu estava a caminho do trabalho, em baixa velocidade já que o transito na minha cidade é caótico, tem milhares de motos e ninguém respeita as leis e as normas. Na faixa estava passando um senhor, lentamente com alguma dificuldade. Eu parei bem antes e fiquei aguardando, o carro ao meu lado também parou. Bem atrás do meu carro parou uma caminhonete e afundou a mão na buzina. Aguardei. Ele desceu veio à minha janela, esmurrou, abri uma fresta e escutei: sua dondoca, eu preciso trabalhar! Eu me neguei a justificar apenas apontei e disse: é faixa, direito do pedestre e fechei a janela. Eu sai e ele me ultrapassou pela faixa de estacionamento cantando os pneus.
Fui me acalmando e cheguei ao trabalho Eu sou pediatra e estava no segundo atendimento quando escuto uma gritaria na sala de espera. Eu sai e estava a maior correria. Uma avó que acompanhava o neto na consulta foi atropelada na rua bem em frente ao meu consultório. O motoqueiro que a atropelou, em alta velocidade evadiu-se sem prestar assistência. Nos lhe prestamos socorro, acolhemos e encaminhamos a emergência após localizar a filha, que a levou. Os machucados não foram grandes, mas a indignação de todos sim
Eu fico indignada e revoltada com o desrespeito do motorista da moto, com o descaso em abandoná-la, com a irresponsabilidade de trafegar em alta velocidade sem se importar com os pedestres. Eu fico indignada com o motorista da caminhonete no desrespeito a faixa de pedestre, e principalmente no desrespeito aos mais velhos.
Eu realmente acho que precisa existir uma mudança. As leis existem, mas não são cumpridas. Como acreditar em cumprimento de uma lei se a impunidade grassa em nosso país? Se alguém desvia verbas e dinheiro e acaba tudo bem, e não precisa nem devolver o dinheiro porque ser honesto? Se pode-se receber dinheiro ilícito e tudo “acaba em pizza”porque se preocupar com o outro?
Simplesmente existir a lei e implanta-la não é garantia de que o ser humano va respeitar o outro. É preciso mais para que a próxima geração , as crianças de hoje, quando adultos jovens sejam cidadãos cumpridores da lei.
-Não é de mais leis que precisamos, é de cumprimento delas
-Criança aprende com exemplos, então respeite a faixa, ajude, coopere, e ela assimilará.
-Pense em dirigir com mais cuidado
-Respire fundo e conte ate 10, e se acalme antes de responder a uma agressão no transito
-Pratique a gentileza
Todos nós, inclusive eu, devemos pensar sobre isto todos os dias
Eu estava a caminho do trabalho, em baixa velocidade já que o transito na minha cidade é caótico, tem milhares de motos e ninguém respeita as leis e as normas. Na faixa estava passando um senhor, lentamente com alguma dificuldade. Eu parei bem antes e fiquei aguardando, o carro ao meu lado também parou. Bem atrás do meu carro parou uma caminhonete e afundou a mão na buzina. Aguardei. Ele desceu veio à minha janela, esmurrou, abri uma fresta e escutei: sua dondoca, eu preciso trabalhar! Eu me neguei a justificar apenas apontei e disse: é faixa, direito do pedestre e fechei a janela. Eu sai e ele me ultrapassou pela faixa de estacionamento cantando os pneus.
Fui me acalmando e cheguei ao trabalho Eu sou pediatra e estava no segundo atendimento quando escuto uma gritaria na sala de espera. Eu sai e estava a maior correria. Uma avó que acompanhava o neto na consulta foi atropelada na rua bem em frente ao meu consultório. O motoqueiro que a atropelou, em alta velocidade evadiu-se sem prestar assistência. Nos lhe prestamos socorro, acolhemos e encaminhamos a emergência após localizar a filha, que a levou. Os machucados não foram grandes, mas a indignação de todos sim
Eu fico indignada e revoltada com o desrespeito do motorista da moto, com o descaso em abandoná-la, com a irresponsabilidade de trafegar em alta velocidade sem se importar com os pedestres. Eu fico indignada com o motorista da caminhonete no desrespeito a faixa de pedestre, e principalmente no desrespeito aos mais velhos.
Eu realmente acho que precisa existir uma mudança. As leis existem, mas não são cumpridas. Como acreditar em cumprimento de uma lei se a impunidade grassa em nosso país? Se alguém desvia verbas e dinheiro e acaba tudo bem, e não precisa nem devolver o dinheiro porque ser honesto? Se pode-se receber dinheiro ilícito e tudo “acaba em pizza”porque se preocupar com o outro?
Simplesmente existir a lei e implanta-la não é garantia de que o ser humano va respeitar o outro. É preciso mais para que a próxima geração , as crianças de hoje, quando adultos jovens sejam cidadãos cumpridores da lei.
-Não é de mais leis que precisamos, é de cumprimento delas
-Criança aprende com exemplos, então respeite a faixa, ajude, coopere, e ela assimilará.
-Pense em dirigir com mais cuidado
-Respire fundo e conte ate 10, e se acalme antes de responder a uma agressão no transito
-Pratique a gentileza
Todos nós, inclusive eu, devemos pensar sobre isto todos os dias
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Edward
Meu gato
Meu gato tem problemas de identidade.
Edward, seu nome, ou Ed como gosta de ser chamado não tem as habituais atitudes felinas.
Ed foi abandonado ao nascer, foi levado para um abrigo em Curitiba Paraná, e de lá foi adotado pela minha filha e meu genro, para me trazerem. Eu queria um gato branco de um olho amarelo e um azul. Ele é o gato dos meus sonhos.
Ele ficou primeiro em um espaço restrito de um abrigo, daí foi para um apartamento pequeno em Curitiba. Ele veio de avião e chegou a sua casa definitiva em Rondonópolis, Mato Grosso. Desde seu primeiro dia na casa já fez suas escolhas e optou por seus lugares prediletos.
Ele adora dormir em cima do piano (ponto mais alto da sala), dentro do meu guarda roupa (que eu insisto em rearrumar e ele joga tudo para fora), e o banco do jardim. Ele não gosta da sua casinha.
Ate aqui estou descrevendo um gato. Mas ele não sobe em muros, como os gatos, ele não sobe em mesas (só se tiver uma cadeira para ajudá-lo). Ele só come sua ração e biscoitos para gato, nem carne o atiça. Os dois únicos alimentos que o alucinam são osso (que ele partilha com sua irmã canina, Minie, uma poodle) que ele lambe prazerosamente e sorvete, que ele pede a quem estiver tomando.
O assunto de ser ou não um gato veio à tona esta semana porque eu comprei uma muda de amoreira, já produzindo. A auxiliar de casa me diz que os passarinhos irao comer todas. Eu disse que não, temos o Ed que não permitira que os passarinhos nos invadam e comam minhas amoras. Foi só risada em casa, ninguém acredita que Ed possa caçar um passarinho, alias não acreditam que ele possa assustar um passarinho.
Eu ainda acho que é intriga da oposição. E vocês o que acham?
Gato feroz...praticamente um "tigre asiatico"
Meu gato tem problemas de identidade.
Edward, seu nome, ou Ed como gosta de ser chamado não tem as habituais atitudes felinas.
Ed foi abandonado ao nascer, foi levado para um abrigo em Curitiba Paraná, e de lá foi adotado pela minha filha e meu genro, para me trazerem. Eu queria um gato branco de um olho amarelo e um azul. Ele é o gato dos meus sonhos.
Ele ficou primeiro em um espaço restrito de um abrigo, daí foi para um apartamento pequeno em Curitiba. Ele veio de avião e chegou a sua casa definitiva em Rondonópolis, Mato Grosso. Desde seu primeiro dia na casa já fez suas escolhas e optou por seus lugares prediletos.
Ele adora dormir em cima do piano (ponto mais alto da sala), dentro do meu guarda roupa (que eu insisto em rearrumar e ele joga tudo para fora), e o banco do jardim. Ele não gosta da sua casinha.
Ate aqui estou descrevendo um gato. Mas ele não sobe em muros, como os gatos, ele não sobe em mesas (só se tiver uma cadeira para ajudá-lo). Ele só come sua ração e biscoitos para gato, nem carne o atiça. Os dois únicos alimentos que o alucinam são osso (que ele partilha com sua irmã canina, Minie, uma poodle) que ele lambe prazerosamente e sorvete, que ele pede a quem estiver tomando.
O assunto de ser ou não um gato veio à tona esta semana porque eu comprei uma muda de amoreira, já produzindo. A auxiliar de casa me diz que os passarinhos irao comer todas. Eu disse que não, temos o Ed que não permitira que os passarinhos nos invadam e comam minhas amoras. Foi só risada em casa, ninguém acredita que Ed possa caçar um passarinho, alias não acreditam que ele possa assustar um passarinho.
Eu ainda acho que é intriga da oposição. E vocês o que acham?
Gato feroz...praticamente um "tigre asiatico"
sábado, 3 de setembro de 2011
Poesias para um fim de semana...
Poesias
Como eu gosto muito, acabo postando muitas poesias. A poesia sempre me faz rememorar minhas fantasias e meus sonhos de criança.
A criança tem seus devaneios e sonhos por imagens, só muito depois na vida, é que construímos nossos devaneios pela palavra. A criança enxerga grande, a criança enxerga belo. A criança constrói na poesia a historia dela e navega pelas palavras como se lá estivesse.
Só no imaginário infantil ou no dos poetas é que uma borboleta azul pode carregar o vento em suas asas e mergulhar através das nuvens trazendo de volta os raios de sol. Só neste imaginário podem as águas do rio subir nas pedras para passar nos pés do sapo, fazendo-o coaxar de alegria.
Ler uma poesia não pode ser uma obrigação. Porque para ler uma poesia faz-se necessário abrir a alma e permitir este mergulho na magia. So nas poesias as palavras não carecem de sentido. Pode-se brincar com as letras e com o sentido. Pode-se construir e desconstruir.
Porem uma poesia não é só um amontoado de palavras. Há sentido, há uma historia que fala a alma, que conta, que relata ou que brinca.
O poeta brinca como a criança, mas brinca com as palavras. Como Manoel de Barros que desinventa, inventa . Novas palavras tem mais sentido que as tradicionais. Atoando pela rua...realmente é andar preguicosamente sem lugar pré estabelecido para ir ou algo a fazer.
Roseana Murray brinca com o imaginário infantil...da criança e da criança que ainda habita dentro de mim...
"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática".
Manoel de Barros
CAIXINHA MÁGICA
Fabrico uma caixa mágica
para guardar o que não cabe
em nenhum lugar:
a minha sombra
em dias de muito sol,
o amarelo que sobra
do girassol,
um suspiro de beija-flor,
invisíveis lágrimas de amor.
Fabrico a caixa com vento,
palavras e desequilíbrio,
e para fechá-la
com tudo o que leva dentro,
basta uma gota de tempo.
O que é que você quer
esconder na minha caixa?
Roseana Murray
Como eu gosto muito, acabo postando muitas poesias. A poesia sempre me faz rememorar minhas fantasias e meus sonhos de criança.
A criança tem seus devaneios e sonhos por imagens, só muito depois na vida, é que construímos nossos devaneios pela palavra. A criança enxerga grande, a criança enxerga belo. A criança constrói na poesia a historia dela e navega pelas palavras como se lá estivesse.
Só no imaginário infantil ou no dos poetas é que uma borboleta azul pode carregar o vento em suas asas e mergulhar através das nuvens trazendo de volta os raios de sol. Só neste imaginário podem as águas do rio subir nas pedras para passar nos pés do sapo, fazendo-o coaxar de alegria.
Ler uma poesia não pode ser uma obrigação. Porque para ler uma poesia faz-se necessário abrir a alma e permitir este mergulho na magia. So nas poesias as palavras não carecem de sentido. Pode-se brincar com as letras e com o sentido. Pode-se construir e desconstruir.
Porem uma poesia não é só um amontoado de palavras. Há sentido, há uma historia que fala a alma, que conta, que relata ou que brinca.
O poeta brinca como a criança, mas brinca com as palavras. Como Manoel de Barros que desinventa, inventa . Novas palavras tem mais sentido que as tradicionais. Atoando pela rua...realmente é andar preguicosamente sem lugar pré estabelecido para ir ou algo a fazer.
Roseana Murray brinca com o imaginário infantil...da criança e da criança que ainda habita dentro de mim...
"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática".
Manoel de Barros
CAIXINHA MÁGICA
Fabrico uma caixa mágica
para guardar o que não cabe
em nenhum lugar:
a minha sombra
em dias de muito sol,
o amarelo que sobra
do girassol,
um suspiro de beija-flor,
invisíveis lágrimas de amor.
Fabrico a caixa com vento,
palavras e desequilíbrio,
e para fechá-la
com tudo o que leva dentro,
basta uma gota de tempo.
O que é que você quer
esconder na minha caixa?
Roseana Murray
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Meu jardim
O jardim da minha casa. O jardim do passado...
Ah!... O jardim..., que jardim maravilhosamente estranho, não um jardim desenhado e projetado mas um jardim de plantas “enfiadas” na terra, uma aqui outra acolá , sem nunca se preocupar se uma combinava com a outra, e com goiabeira no meio e roseiras e muitas ervas para chá entremeando meigas margaridas, amores perfeitos, boca de leão, capitão . Mas o meu predileto era o arbusto de “brinco de princesa” de lindas flores pingentes penduradas e que um dia meu pai sentado no jardim fumando cachimbo , com Beethoven ao fundo na vitrola, leu uma fabula de La Fontaine e finalizou inventando que aquela era a planta mágica que nos fazia princesas, por isso o nome que lhe foi dado. Cuidei anos deste arbusto mágico e agora também entendo a Pastoral ser minha musica predileta, ao ouvi-la posso me sentir “a princesa” do meu pai.
Sentada na rede em frente ao meu jardim de aqui e agora, me espanto, como a gente carrega partes da vida e as repete sem perceber, meu jardim é lindo, intenso, florido, vasto, denso e polimorfo, de tudo um pouco, saiu a goiabeira, mas tenho cocos e pitanga e no meio muita rosa, lírio, cactos e verde e ate mato ,e até muita erva para fazer chá. Aqui todos as manhãs vêm beija-flores e depois os outros pássaros e alguns lagartos .
Mudo de casa e levo parte do jardim . Agora o jardim é pequeno mas com flores e plantas e orquídeas e manjericão, e hortelã e pé de pinha.continua o meu jardim.
Se fecho os olhos e os abro rapidamente o que vejo é este e o outro que se sobrepõem, diferentes, mas quase iguais, e me vejo tentando lembrar-me dos detalhes do “brinco de princesa” para ver se acho uma muda. Muda de planta, estranho, chama-se muda a nova planta que se planta e ela muda : é uma nova planta, quase igual, mas é outra planta .
Viajando pela terra natal de meu pai, fiquei maravilhada com os jardins. Eles tem flores e frutas . Tem muitas rosas e pé de maçã e uva. E tem capitão, muito capitão. Meu pai tinha em Presidente Prudente um jardim alemão. Este jardim vou carregar sempre no coração ...
meu jardim
jardim de Mertesdorf
Lindo!!!
Ah!... O jardim..., que jardim maravilhosamente estranho, não um jardim desenhado e projetado mas um jardim de plantas “enfiadas” na terra, uma aqui outra acolá , sem nunca se preocupar se uma combinava com a outra, e com goiabeira no meio e roseiras e muitas ervas para chá entremeando meigas margaridas, amores perfeitos, boca de leão, capitão . Mas o meu predileto era o arbusto de “brinco de princesa” de lindas flores pingentes penduradas e que um dia meu pai sentado no jardim fumando cachimbo , com Beethoven ao fundo na vitrola, leu uma fabula de La Fontaine e finalizou inventando que aquela era a planta mágica que nos fazia princesas, por isso o nome que lhe foi dado. Cuidei anos deste arbusto mágico e agora também entendo a Pastoral ser minha musica predileta, ao ouvi-la posso me sentir “a princesa” do meu pai.
Sentada na rede em frente ao meu jardim de aqui e agora, me espanto, como a gente carrega partes da vida e as repete sem perceber, meu jardim é lindo, intenso, florido, vasto, denso e polimorfo, de tudo um pouco, saiu a goiabeira, mas tenho cocos e pitanga e no meio muita rosa, lírio, cactos e verde e ate mato ,e até muita erva para fazer chá. Aqui todos as manhãs vêm beija-flores e depois os outros pássaros e alguns lagartos .
Mudo de casa e levo parte do jardim . Agora o jardim é pequeno mas com flores e plantas e orquídeas e manjericão, e hortelã e pé de pinha.continua o meu jardim.
Se fecho os olhos e os abro rapidamente o que vejo é este e o outro que se sobrepõem, diferentes, mas quase iguais, e me vejo tentando lembrar-me dos detalhes do “brinco de princesa” para ver se acho uma muda. Muda de planta, estranho, chama-se muda a nova planta que se planta e ela muda : é uma nova planta, quase igual, mas é outra planta .
Viajando pela terra natal de meu pai, fiquei maravilhada com os jardins. Eles tem flores e frutas . Tem muitas rosas e pé de maçã e uva. E tem capitão, muito capitão. Meu pai tinha em Presidente Prudente um jardim alemão. Este jardim vou carregar sempre no coração ...
meu jardim
jardim de Mertesdorf
Lindo!!!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Conversas
Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem.
Mario Quintana
Direitos e deveres
Os tempos mudaram. A educação infantil mudou em alguns aspectos para melhor, muito melhor. Em alguns aspectos, para pior. Hoje as crianças têm um maior espaço para conversar, de expor suas opiniões, de perguntar. Mas a confusão se instalou em algumas famílias. Espaço de participação é diferente da tirania instalada de que a criança manda e desmanda. Ela age sem limites e só ela pode falar e opinar.
Direitos iguais e deveres iguais. Um fala o outro se cala. O adulto fala, os outros adultos e as crianças devem se calar e ouvir, a seguir a criança fala e todos a escutam. Isso é dialogo, conversa produtiva, respeito mutuo.
Eu sempre acho que a educação deve ser pensada. Aproveitemos a modernidade, que permite crianças questionadoras. Mas devemos não nos esquecer que limites não caíram de moda. A criança deve ser ensinada a respeitar uma conversa. Ela deve aprender a esperar a sua vez de falar. Mas deve também ser respeitada. Quando você a respeita ela aprende os limites na pratica, em ação.
Ensinar não é fácil, porque é serviço de dia a dia, constante. O resultado compensa.
crianças de antigamenteHora de conversar...hora de calar
Mario Quintana
Direitos e deveres
Os tempos mudaram. A educação infantil mudou em alguns aspectos para melhor, muito melhor. Em alguns aspectos, para pior. Hoje as crianças têm um maior espaço para conversar, de expor suas opiniões, de perguntar. Mas a confusão se instalou em algumas famílias. Espaço de participação é diferente da tirania instalada de que a criança manda e desmanda. Ela age sem limites e só ela pode falar e opinar.
Direitos iguais e deveres iguais. Um fala o outro se cala. O adulto fala, os outros adultos e as crianças devem se calar e ouvir, a seguir a criança fala e todos a escutam. Isso é dialogo, conversa produtiva, respeito mutuo.
Eu sempre acho que a educação deve ser pensada. Aproveitemos a modernidade, que permite crianças questionadoras. Mas devemos não nos esquecer que limites não caíram de moda. A criança deve ser ensinada a respeitar uma conversa. Ela deve aprender a esperar a sua vez de falar. Mas deve também ser respeitada. Quando você a respeita ela aprende os limites na pratica, em ação.
Ensinar não é fácil, porque é serviço de dia a dia, constante. O resultado compensa.
crianças de antigamenteHora de conversar...hora de calar
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